Como parte das ações em comemoração aos 190 anos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os visitantes e servidores que circulam no corredor do primeiro piso da Casa de Leis agora podem conhecer momentos marcantes da história do Parlamento estadual por meio de um painel com uma Linha do Tempo.
Instalado no corredor que dá acesso à Secretaria de Comunicação, Rádio Assembleia, restaurante, Capela Nossa Senhora do Pantanal e outros setores, o espaço apresenta fatos históricos que ajudam a compreender a importância da instituição desde sua criação, em 3 de julho de 1835, até os dias atuais.
A cronologia destaca episódios que fizeram parte da evolução política, social e econômica do estado, como a eleição do primeiro presidente da ALMT, José da Silva Guimarães, que obteve 49 votos e assumiu a administração do bispado de Mato Grosso, após Dom José Antônio dos Reis ser convocado para a Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro.
O painel também relembra a criação da Polícia Militar, da Cadeia Pública, da Igreja da Boa Morte, fatos sanitários como a peste das cadeiras na década de 1860; a obrigatoriedade das vacinas contra varíola, a fundação do Colégio Liceu Cuiabano; a canalização do Rio Cuiabá, além de movimentos econômicos como o incentivo ao cultivo do algodão e da poaia e a atuação da Companhia Matte-Laranjeira.
Outros marcos incluem episódios políticos relevantes, como a Caetanada, considerado o primeiro processo de impeachment do estado, a mudança da capital, a criação do Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat), a enchente histórica de 1974, até chegar aos tempos recentes, como a atuação da ALMT durante a pandemia da Covid-19.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O deputado Dr. João (MDB), aproveitou para recordar os fatos através da leitura do painel, nesta terça-feira (2). “Essa iniciativa é uma forma de manter viva a memória do Parlamento e permitir que, tanto servidores quanto visitantes, conheçam essa história que faz parte da vida de todos nós. Faço o convite para que todos venham ver de perto essa iniciativa inédita aqui na Assembleia Legislativa”, comemorou Dr. João, ao destacar a importância do painel para visitantes e estudantes que participam do programa Por Dentro do Parlamento.
“Mais do que um painel, trata-se de uma viagem pelos principais acontecimentos que ajudaram a moldar Mato Grosso e a consolidar a atuação do Poder Legislativo como protagonista no desenvolvimento do estado”, afirmou Dr. João.
O secretário de Comunicação, coronel Henrique Santos, reforçou a importância do painel para aproximar servidores e visitantes da história da instituição. “São quase dois séculos de história. A Linha do Tempo permite que todos conheçam as transformações e conquistas que marcaram a trajetória da ALMT. É um resgate histórico que valoriza a Casa e mostra sua relevância para a sociedade mato-grossense”, disse o secretário.
De acordo com o gerente de Marketing da ALMT, Ricardo Sardinha, a criação do painel foi pensada para fortalecer a identidade da campanha dos 190 anos. “A ideia surgiu para contar a história da Assembleia de forma criativa e visual. Trabalhamos em parceria com o Instituto Memória, que trouxe os fatos mais relevantes, e construímos juntos essa linha histórica. Ela faz parte de uma campanha ampla, que inclui selos comemorativos, outdoors, banners, frontlights e vídeos. O painel é uma das peças mais ousadas que criamos, inspirado inclusive em projetos semelhantes do Congresso Nacional”, destacou.
Para Gabriela Torres, que acompanhou o desenvolvimento enquanto esteve na superintendência do Instituto Memória, a proposta vai além de expor fatos. “Nosso objetivo foi apresentar de maneira clara e curiosa a atuação prática da ALMT ao longo do tempo. Pesquisamos e selecionamos conteúdos que mostram desde os primeiros marcos legislativos até momentos complexos, como a pandemia da Covid-19. Cada registro reforça que, por trás das grandes conquistas da sociedade, sempre houve a participação ativa da Assembleia”, explicou.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, nesta quarta-feira (8), o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, e a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva, investigada por contratos firmados com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia da Covid-19. Enquanto o procurador respondeu aos questionamentos da relatoria da comissão, a empresária exerceu o direito constitucional ao silêncio em relação às perguntas realizadas pela relatoria da comissão.
Durante o depoimento, Francisco de Assis afirmou que a PGE exerce o controle prévio de legalidade dos processos administrativos, mas não tem competência para fiscalizar a execução dos contratos firmados pela administração pública. Segundo ele, cabe à PGE emitir pareceres jurídicos antes da formalização das contratações, enquanto a fiscalização posterior compete aos órgãos de controle interno e externo. Questionado sobre informações apresentadas pela comissão relativas a pagamentos realizados sem cobertura contratual, afirmou desconhecer os dados.
Na sequência, a comissão ouviu a médica e empresária Virgínia Scaff Gonçalves Grassani Silva. Convocada na condição de investigada, ela compareceu acompanhada por advogado e optou por exercer o direito ao silêncio, garantia assegurada pela Constituição Federal.
Ao avaliar os depoimentos, a relatoria da CPI da Saúde informou que a equipe técnica fará o cruzamento das informações prestadas durante as oitivas com a documentação reunida ao longo da investigação, subsidiando a elaboração do relatório final da comissão.
A relatoria também informou que irá aprofundar a apuração sobre uma tentativa de ataque cibernético aos sistemas da Secretaria de Estado de Saúde, mencionada durante o depoimento do procurador-geral. Conforme informado à comissão, o caso foi comunicado às autoridades competentes e a CPI aguarda informações da Polícia Federal para dar continuidade às investigações.
Investigação – A convocação da médica e empresária Virgínia Scaff está relacionada aos contratos firmados entre a empresa V. Scaff Gonçalves & Cia Ltda., conhecida como Clínica Rostey, e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a disponibilização de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto no Hospital Regional de Cáceres durante a pandemia da Covid-19.
Os contratos, superiores a R$ 4,2 milhões, são investigados por suspeitas de irregularidades. Conforme apurado pela CPI, a empresa, registrada como clínica de dermatologia e estética, não possuía experiência comprovada na gestão de UTIs. Relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) também apontam indícios de fraude na dispensa de licitação.
Ao encerrar a reunião, a relatoria da CPI da Saúde informou que o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 180 dias. Também foi aprovada a convocação do médico Luiz Wagner Silveira Golembiowski para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.