AGRONEGÓCIO

PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre de 2025 e acumula alta de 3,2% em 12 meses

Publicado em

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou variação positiva de 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao primeiro trimestre, segundo dados divulgados pelo IBGE. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB avançou 3,2%, impulsionado principalmente pelos setores de Serviços e Agropecuária.

Crescimento trimestral por setor: Serviços e Indústria em alta

Na comparação com o trimestre anterior, a economia brasileira teve desempenho diferenciado entre os setores:

  • Serviços: +0,6%, com destaque para Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (+2,1%) e Informação e comunicação (+1,2%). O Comércio permaneceu estável (0,0%), enquanto Administração, defesa, saúde e educação públicas registraram queda de 0,4%.
  • Indústria: +0,5%, impulsionada pelas Indústrias Extrativas (+5,4%), enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 2,7%. Construção e Indústrias de Transformação também apresentaram leves retrações de 0,2% e 0,5%, respectivamente.
  • Agropecuária: -0,1%, sem variação significativa.

No consumo interno, o Consumo das Famílias cresceu 0,5%, mas o Consumo do Governo caiu 0,6% e a Formação Bruta de Capital Fixo recuou 2,2%. No comércio exterior, as exportações subiram 0,7% e as importações caíram 2,9% frente ao primeiro trimestre.

Leia Também:  Genética superior contribui para aumento da produtividade com equilíbrio ambiental
PIB anual: alta de 2,2% em relação ao 2º trimestre de 2024

Na comparação com igual período de 2024, o PIB cresceu 2,2%, com resultados positivos em todos os setores:

  • Agropecuária: +10,1%, influenciada pelo bom desempenho da pecuária e da lavoura, especialmente milho (+19,9%), soja (+14,2%), arroz (+17,7%), algodão (+7,1%) e café (+0,8%), conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE).
  • Indústria: +1,1%, com destaque para Indústrias Extrativas (+8,7%), enquanto Eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 4,0%. As Indústrias de Transformação ficaram estáveis (0,0%).
  • Serviços: +2,0%, com crescimento expressivo em Informação e comunicação (+6,4%) e Atividades financeiras (+3,8%).

O Consumo das Famílias subiu 1,8%, beneficiado pelo aumento da massa salarial real, crédito disponível e transferências governamentais. O Consumo do Governo avançou 0,4%, e a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 4,1%. Exportações e importações aumentaram 2,0% e 4,4%, respectivamente.

PIB acumulado nos últimos 12 meses: desempenho sólido

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em junho de 2025 atingiu crescimento de 3,2% frente ao mesmo período anterior. Os destaques incluem:

  • Agropecuária: +5,8%
  • Indústria: +2,4%, com expansão na Construção (+3,6%), Indústrias de Transformação (+3,1%) e Indústrias Extrativas (+1,0%)
  • Serviços: +2,9%, liderados por Informação e Comunicação (+6,8%) e Outras atividades de serviços (+4,0%)
Leia Também:  Produtores defendem aumento da mistura de biodiesel no diesel e dizem que impacto no preço seria mínimo

No setor externo, as exportações subiram 1,2% e as importações avançaram 12,8%.

Semestre: economia avança 2,5% em relação ao 1º semestre de 2024

No primeiro semestre de 2025, o PIB registrou crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. Entre os setores:

  • Agropecuária: +10,1%
  • Indústria: +1,7%, com destaque para Indústrias Extrativas (+4,5%) e Construção (+1,8%). Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,2%
  • Serviços: +2,0%, com Informação e comunicação (+6,7%) e Atividades financeiras (+3,0%) em alta

O Consumo das Famílias cresceu 2,2% e o Consumo do Governo 0,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 6,6%, enquanto o comércio exterior registrou crescimento de 1,6% nas exportações e 9,0% nas importações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Criação de identidade para doentes raros é oficializada em Cuiabá

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Genética superior contribui para aumento da produtividade com equilíbrio ambiental

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA