AGRONEGÓCIO

Residencial São Carlos e oito bairros recebem mutirão de recuperação de bocas-de-lobo

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, realiza nesta segunda-feira (1º) um amplo mutirão de manutenção do sistema de escoamento pluvial em diferentes regiões da cidade. O trabalho contempla a limpeza, recuperação e substituição de tampas de bocas-de-lobo, manutenção de poços de visita e reparos em redes de drenagem.

No Residencial São Carlos, as equipes executam a limpeza de bocas-de-lobo, retirando resíduos acumulados que comprometem o fluxo da água da chuva.

Já nos bairros Quilombo, Porto e Centro Sul, os trabalhos estão concentrados na limpeza de sarjetas, contribuindo para a drenagem adequada e evitando acúmulo de água nas vias.

O CPA I recebe o serviço de reposição e recuperação de tampas de bocas-de-lobo e poços de visita. A ação inclui a substituição de tampas danificadas, reaproveitamento de estruturas que ainda oferecem condições de uso e, quando necessário, a troca integral de grades, grelhas, guias e sarjetas com avarias. Essas medidas asseguram tanto a eficiência do escoamento pluvial quanto a segurança de pedestres e motoristas.

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Nos bairros Real Parque, Novo Horizonte, Vila Nova e Altos da Serra II, as equipes atuam na recuperação do sistema de drenagem, com verificação e manutenção do manilhamento que garante o escoamento da água das chuvas.

A execução conta com o apoio de caminhão hidrojato, retroescavadeira e caminhão caçamba. O hidrojato realiza a sucção dos materiais acumulados, enquanto o trabalho manual garante a limpeza interna das caixas coletoras. Todo o resíduo retirado, como areia, cascalho, garrafas PET, sacolas plásticas e outros descartes domésticos, tem destinação ambientalmente correta.

De acordo com o balanço parcial da secretaria, já foram limpas 1.556 bocas-de-lobo, 155 poços de visita e mais de 7 quilômetros de redes de drenagem. Também houve a reposição de 142 tampas de bocas-de-lobo e 17 de poços de visita, além da recuperação de 73 unidades.

As equipes são formadas por trabalhadores braçais, operadores de máquinas e motoristas, atuando de forma integrada para garantir agilidade e eficiência nas ações.

O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, destacou a importância do trabalho contínuo. “Esse mutirão é fundamental para garantir o bom funcionamento do sistema de drenagem da cidade, reduzindo alagamentos e prevenindo transtornos durante o período chuvoso. Além disso, estamos zelando pela segurança da população e pela preservação da infraestrutura urbana”, afirmou.

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#PraCegoVer

A imagem mostra as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras realizando a operação de desobstrução de bocas-de-lobo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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