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Conab reajusta tarifas de armazenagem em sua rede própria a partir de setembro

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a atualização das tarifas cobradas pelo armazenamento de estoques de terceiros em sua rede própria. Os novos valores passam a vigorar em 1º de setembro de 2025, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 27 de agosto. O reajuste tem como objetivo recompor custos operacionais e alinhar as práticas da estatal às condições de mercado.

Último reajuste ocorreu em 2023

O último aumento de tarifas realizado pela Conab havia ocorrido em julho de 2023. Desde então, a estatal conduziu um levantamento com base nos principais índices inflacionários acumulados e em pesquisas de mercado. A análise revelou uma defasagem média de 10,62% no período entre julho de 2023 e janeiro de 2025, o que justificou a atualização da tabela de preços.

Reajuste será aplicado em duas etapas

A correção das tarifas será implementada em duas parcelas iguais: a primeira entrou em vigor em agosto de 2025 e a segunda passará a valer em setembro do mesmo ano. A Conab informou que a comunicação aos clientes foi feita por meio das superintendências regionais e unidades armazenadoras, garantindo transparência e manutenção do relacionamento com os usuários dos serviços.

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Medida complementa atualização em armazéns credenciados

Em junho de 2025, a Conab já havia promovido um reajuste nas tarifas dos armazéns credenciados, com a intenção de incentivar a ampliação da capacidade destinada ao armazenamento de estoques públicos. Agora, com a atualização na rede própria, a estatal busca promover maior equilíbrio entre os diferentes serviços de estocagem oferecidos. A nova tabela de tarifas está disponível no site oficial da Conab.

Serviços oferecidos pela Conab

Além da guarda de produtos agrícolas, a Conab disponibiliza diversos serviços relacionados ao armazenamento. Entre eles estão:

  • pesagem;
  • limpeza;
  • secagem;
  • armazenagem em contratos de depósito.

A receita proveniente dessas operações é fundamental para a manutenção da estatal e contribui para a execução de suas atividades voltadas à regulação do abastecimento no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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