Várzea Grande

Projeto leva saúde bucal para crianças na primeira infância

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Somente neste ano, o projeto já passou pelo CMEI Marlice e, agora, está sendo realizado no CMEI Sávio Domingos, no bairro Cristo Rei, onde atende cerca de 250 crianças

Pequenos sorrisos, grandes cuidados. Essa é a essência do projeto “Sorria Várzea Grande”, desenvolvido pela Prefeitura, por meio do Centro de Atendimento Odontológico do Município. A iniciativa, coordenada pela dentista Noemi Oliveira, servidora pública e professora do curso de Odontologia do Univag, tem transformado a forma como as crianças de 0 a 3 anos, e suas famílias, cuidam da saúde bucal desde os primeiros anos de vida.

O projeto nasceu em 2019 com o objetivo de conscientizar, educar e prevenir problemas na dentição ainda na primeira infância. Durante a pandemia, as atividades foram suspensas, mas, com a retomada das ações, ele voltou com força total. Somente neste ano, o projeto já passou pelo CMEI Marlice e, agora, está sendo realizado no CMEI Sávio Domingos, no bairro Cristo Rei, onde atende cerca de 250 crianças.

“Não é porque estamos falando da primeira infância que os dentinhos de leite podem ser deixados de lado. O cuidado precisa começar cedo. Quanto mais cedo, a criança entende a importância da escovação, mais natural se torna o hábito, garantindo saúde e qualidade de vida no futuro”, explica a coordenadora do CMEI, Isabel Figueiredo, que solicitou à Secretaria Municipal de Saúde a realização do projeto na unidade.

Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, o projeto reforça o compromisso da Prefeitura com o cuidado integral das crianças.

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“Investir na saúde bucal desde os primeiros anos de vida é garantir mais qualidade de vida para nossas crianças no futuro. O ‘Sorria Várzea Grande’ é um exemplo de como a prevenção, o carinho e a educação caminham juntos para formar hábitos saudáveis e criar gerações mais conscientes. Nossa gestão tem priorizado ações que cuidam das pessoas desde cedo, porque acreditamos que um sorriso bem cuidado hoje é sinônimo de saúde amanhã.”

APRENDER BRINCANDO – A metodologia do projeto envolve muito carinho, acolhimento e prática. Cada criança recebe um kit completo de higiene bucal, com escova, creme dental e fio dental, e aprende, com a ajuda dos acadêmicos do último semestre de Odontologia do Univag, a maneira correta de escovar os dentes. Os alunos acompanham os pequenos até o banheiro, demonstrando como segurar a escova e fazer os movimentos corretos.

Além da orientação, a equipe realiza uma avaliação detalhada para identificar possíveis cáries ou outros problemas bucais. Os casos mais simples são tratados ali mesmo, de forma minimamente invasiva. Já os casos mais complexos são encaminhados para o Centro Especializado de Odontológico de Várzea Grande (CEO) garantindo que nenhuma criança fique sem atendimento.

Além das crianças os pais também são partes envolvidas nesse projeto. Eles participam de palestras orientativas.

UM APRENDIZADO PARA TODOS – Para os acadêmicos, a experiência vai muito além da prática. Para Bruna Bortolassi, estudante do último semestre, participar do projeto é um momento especial.

“É uma experiência única. A maioria dos nossos estágios acontece na unidade hospitalar da faculdade, mas vir até a comunidade, olhar no olho das crianças, ensiná-las e cuidar delas é algo que exige amor, paciência e muita habilidade. É emocionante ver a transformação acontecendo”, destacou.

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Já para a acadêmica Ana Luísa Mendonça, o contato com as crianças reforçou a importância de aproximar a universidade da comunidade. “A odontopediatria tem esse poder de tocar o coração. É um aprendizado que não está só nos livros. Estar com as crianças, orientar as famílias, ver a alegria delas… é algo que marca para sempre.”

UM PROJETO QUE PLANTA SORRISOS PARA O FUTURO – Para a coordenadora do projeto, Noemi Oliveira, a proposta vai muito além de ensinar a escovar os dentes. É sobre formar hábitos, prevenir doenças e construir um futuro mais saudável para as novas gerações.

“Quando cuidamos dos dentes de leite, cuidamos da saúde integral da criança. Nossa missão é criar consciência, não só nas crianças, mas também nas famílias, para que o cuidado com a saúde bucal seja parte da rotina desde cedo”, reforçou.

O “Sorria Várzea Grande” permanece no CMEI Sávio Domingos até o fim de setembro, levando educação, prevenção e tratamento para todas as crianças da unidade. Mais do que um projeto, ele representa um compromisso com o futuro, porque um sorriso saudável hoje significa uma vida mais feliz e confiante amanhã.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Mordida de cachorro: saiba quando é necessário tomar vacina antirrábica

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Uma simples mordida ou arranhão de cachorro pode exigir atenção. Em casos de acidentes com animais domésticos ou de rua, o paciente deve procurar uma unidade de saúde para avaliação médica, já que existe o risco de transmissão da raiva, doença grave e quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

De acordo com a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a primeira medida após a mordida é lavar o local com água corrente e sabão em abundância, além de procurar atendimento médico o mais rápido possível.

ANIMAIS DOMÉSTICOS – Se o animal for domiciliado, saudável e puder ser acompanhado, a orientação é mantê-lo em observação por 10 dias. Durante esse período, é importante verificar se o cachorro apresenta mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, salivação excessiva, dificuldade para engolir, medo da água, tendência a se esconder da claridade, paralisia ou sinais neurológicos.

Caso o animal permaneça saudável ao final dos 10 dias, normalmente não há necessidade de completar o esquema antirrábico. Porém, se o cachorro adoecer, morrer ou desaparecer nesse período, a pessoa deve retornar imediatamente ao serviço de saúde para iniciar ou complementar a vacinação.

ANIMAIS DE RUA – Nos casos envolvendo cães de rua ou animais desconhecidos, que não podem ser observados, a recomendação é iniciar a profilaxia antirrábica, conforme avaliação médica.

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O esquema vacinal geralmente é realizado em quatro doses, aplicadas nos dias 0 (dose inicial), 3, 7 e 14. Em situações consideradas graves, também pode ser necessário o uso do soro antirrábico.

Entre os casos considerados graves estão mordidas profundas, múltiplos ferimentos, lesões em mãos, pés, rosto e mucosas, além de ataques de animais silvestres ou morcegos.

SINTOMAS EM HUMANOS – Os primeiros sintomas da raiva em seres humanos podem incluir febre, dor de cabeça, mal-estar, fraqueza e sensação de formigamento ou dor no local da mordida. Com a evolução da doença, o paciente pode apresentar ansiedade, agitação, dificuldade para engolir, espasmos musculares, confusão mental e paralisia. Após o surgimento dos sintomas, a doença apresenta alta taxa de mortalidade.

CUIDADOS IMPORTANTES – Além da vacina contra a raiva, a equipe de saúde também avalia a necessidade de vacina antitetânica e uso de antibióticos, dependendo da gravidade do ferimento.

Maria José alerta que a raiva não tem cura e pode levar à morte caso o paciente desconsidere a importância de uma avaliação médica após mordedura de animal.

“Muitas vezes não levamos a sério a mordida de um cão ou gato, e isso pode resultar em algo muito grave se não tomarmos os cuidados necessários”, alerta a enfermeira.

A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), Amanda Nunes, orienta a população a evitar contato com animais desconhecidos, principalmente cães e gatos em situação de rua, além de nunca tocar em morcegos ou animais silvestres.

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“É de suma importância que a população, principalmente crianças e pessoas curiosas, não toque em animais que não conhece, nem em animais de rua ou silvestres, como capivaras. Eles podem transmitir a raiva”, reforça.

ATENDIMENTO NO MUNICÍPIO – Em Várzea Grande, pacientes vítimas de mordidas podem buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) para avaliação e encaminhamento da vacina antirrábica humana.

No município, a raiva animal está erradicada desde 2015. A equipe do CCZ segue monitorando a situação para manter Várzea Grande livre da doença.

A veterinária Amanda Nunes orienta que, em casos suspeitos ou para mais informações sobre a doença, a população pode entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses pelo WhatsApp (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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