O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou, nesta terça-feira (26.8), o corpo de um homem de 20 anos, vítima de afogamento no Rio Arinos, em São José do Rio Claro (a 296 km de Cuiabá).
As buscas foram iniciadas no domingo (24) pela 5ª Companhia Independente Bombeiro Militar (5ª CIBM), com varredura subaquática. A visibilidade era reduzida devido à turbidez da água, e foi descartado um raio de 50 metros a partir do último ponto em que a vítima foi vista.
Após a inspeção completa da área de mergulho, foram iniciadas as buscas em superfície ao longo de 10 km rio abaixo.
O rio, com aproximadamente 100 metros de largura, exigiu atenção especial às margens durante o deslocamento, tanto na descida quanto na subida, para garantir melhor visualização.
O corpo foi encontrado na terça-feira (26), por volta das 14h, na margem esquerda, a cerca de 3 km do ponto onde ocorreu o afogamento. Segundo informações, a vítima teria tentado atravessar o rio a nado, mas não conseguiu concluir a travessia.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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