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III Diálogos Digitais do InovaJusMT destaca IA como ferramenta estratégica no Judiciário

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O III Diálogos Digitais do InovaJusMT reuniu, nesta terça-feira (26 de agosto), juízes, assessores e servidores do Poder Judiciário para discutir ferramentas, boas práticas e inovações em inteligência artificial (IA) capazes de potencializar resultados na atividade judicial.

A juíza Joseane Quinto Antunes, coordenadora do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT) abriu o evento ressaltando a importância de promover conhecimento especializado e a troca de experiências entre profissionais da área.

O destaque do encontro foi a palestra de Gustavo Bodra, sócio da StartSe Corporate, que apresentou um panorama da evolução da IA nos últimos três anos. Segundo Bodra, 2023 foi o ano do “hype” do ChatGPT, lançado há pouco mais de dois meses, quando a discussão estava centrada na educação. Em 2024, empresas e indivíduos começaram a experimentar o uso da tecnologia, enquanto consultorias desenvolveram protótipos para explorar suas aplicações práticas. Já em 2025, a IA passou a figurar nos orçamentos das empresas, não de forma massiva, mas como investimento estratégico voltado para resultados concretos e resolução de problemas do dia a dia.

Para Bodra, o grande desafio atual é o “mapa de inteligência artificial”, diante da abundância de ferramentas e da dificuldade de saber por onde começar. “A estrutura básica sem boas perguntas não gera resultados. Quando bem aplicada, a tecnologia cria um círculo virtuoso: reduz custo do trabalho, impacta positivamente a inflação e contribui para taxas de juros mais baixas”, explicou.

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O especialista destacou que nenhuma tarefa é pequena demais para gerar valor. “A onda de transformação e produtividade está dentro dos escritórios. Menos planilhas, menos e-mails, menos apresentações. Mais eficiência no dia a dia, mais tempo livre e mais oportunidades de aprendizado e automação”, afirmou.

Durante a palestra, Bodra trouxe exemplos práticos de aplicação da IA no cotidiano. Em uma viagem à China, observou robôs capazes de interagir fisicamente, atendendo clientes em farmácias e entregando medicamentos de forma autônoma. Ele também explicou como ferramentas de IA podem ajudar na tomada de decisões estratégicas, como priorizar contatos com clientes potenciais para vendas, destacando que a tecnologia permite delegar tarefas complexas de análise para a IA, aumentando a produtividade e a assertividade.

Segundo Bodra, a IA muda a forma de pensar o trabalho. “Precisamos reorganizar tarefas, agrupar funções e focar no produto ou serviço entregue. Algumas atividades já estão sendo automatizadas, acelerando processos e criando oportunidades para focar em decisões de maior valor”. Ele ressaltou que, com a evolução da IA, a discussão deixa de ser tecnológica e passa a ser de negócio. “Hoje, contratar alguém que não sabe mandar um e-mail gera frustração. Amanhã, quem não souber trabalhar com IA será um desafio”, disse.

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Bodra também apresentou a “teoria dos três baldes”, que propõe gastar menos, ganhar mais e criar novas fontes de receita. Ele reforçou a importância da disciplina e da transformação contínua, destacando que a chave do sucesso está em fazer boas perguntas, experimentar, correr riscos calculados e aprender com os erros.

Um ponto central do debate foi a capacidade da IA de gerar oportunidades sem estimular preguiça mental. Bodra alertou que, sem orientação adequada, as pessoas podem depender demais da tecnologia. “O grande desafio é formar pessoas capacitadas que saibam provocar e explorar a IA de forma criativa”, destacou.

No âmbito do serviço público, Bodra ressaltou que o Judiciário tem adotado iniciativas pioneiras para produzir peças e explicar processos à população, mostrando que a IA pode ser um instrumento de ganho de produtividade e melhoria do atendimento à sociedade.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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