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Controle do ‘psilídeo-dos-citros’ mostra alta eficácia com novo grupo de inseticidas

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Estudo comprova eficácia no combate ao psilídeo-dos-citros

O Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao IAC – Instituto Agronômico, em parceria com a Sipcam Nichino, desenvolveu uma estratégia de controle do Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora do ‘greening’.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da Sipcam Nichino, o estudo, realizado na Estação do IAC em Cordeirópolis-SP e concluído em maio, avaliou a eficácia dos produtos Fujimite® (fenpiroximato), Fiera® (buprofezina) e Trebon® (etofenprox) nas fases adulta e ninfa do psilídeo.

Aplicações isoladas ou combinadas atingem até 100% de eficácia

Palazim explica que as aplicações, feitas isoladamente ou em combinação, com intervalos de sete dias, apresentaram eficácia de 75% a 100%, independentemente do nível populacional da praga. “São números expressivos, considerando a alta capacidade de reprodução e disseminação do inseto nos pomares”, afirma. Ele ressalta que a combinação dos ativos permite interromper o ciclo de desenvolvimento do psilídeo de forma mais eficiente.

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Impactos do ‘greening’ e recomendações de manejo

As árvores afetadas pelo ‘greening’ apresentam queda acentuada de frutos, que ficam menores, deformados e assimétricos, tornando-se impróprios para o mercado. Palazim recomenda que os inseticidas sejam aplicados via solo e na parte aérea da planta, assim que detectada a presença dos primeiros indivíduos por meio de monitoramento.

Características dos produtos e importância da rotação

Segundo a Sipcam Nichino, cada produto atua de maneira específica:

  • Fiera®: regulador fisiológico de crescimento de insetos, eficaz sobre ninfas.
  • Fujimite®: inseticida-acaricida utilizado com sucesso para pragas como o ácaro-da-leprose.
  • Trebon®: produto de contato de amplo espectro, aplicável em mais de 20 culturas.

“Safra após safra, o ‘greening’ continua sendo a maior preocupação da citricultura”, reforça Palazim. Ele destaca que a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos é fundamental para manter o controle fitossanitário eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil: soja mantém exportações fortes em 2026 mesmo com pressão de preços e clima irregular no milho safrinha

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O mercado agrícola brasileiro segue em 2026 marcado por um cenário de contrastes: enquanto os preços no campo da soja e do milho recuam de forma moderada em meio à valorização do real e aumento dos custos logísticos, as exportações de soja avançam em ritmo recorde, sustentadas pela forte competitividade do Brasil no mercado global.

De acordo com o relatório mensal “Brazilian G&O Monthly – May 2026”, da Rabobank, o país mantém posição de destaque no comércio internacional de grãos, com a soja liderando o desempenho externo, enquanto o milho apresenta maior volatilidade e sinais de desaceleração nas exportações.

Preços da soja e do milho recuam no campo brasileiro em maio

Segundo o levantamento, os preços da soja na porteira registraram leve queda em maio, acumulando recuo de cerca de 6% na comparação anual. O movimento reflete uma combinação de fatores, incluindo a valorização do real frente ao dólar, aumento dos custos internos de frete e bases mais fracas no mercado doméstico, mesmo com cotações firmes na Bolsa de Chicago (CBOT).

O milho também apresentou queda no campo, com recuo aproximado de 2% no mês, influenciado pela maior oferta global, especialmente vinda dos Estados Unidos e da Argentina durante o primeiro trimestre de 2026.

Apesar da pressão sobre os preços internos, o cenário de demanda externa segue como principal fator de sustentação para o agronegócio brasileiro.

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Exportações de soja crescem e atingem 16,7 milhões de toneladas em abril

O destaque do relatório é o forte desempenho das exportações brasileiras de soja. Em abril de 2026, o país embarcou 16,7 milhões de toneladas, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço foi impulsionado por uma safra recorde e pela competitividade do Brasil no mercado internacional, consolidando o país como principal fornecedor global da oleaginosa.

No acumulado do ano, o desempenho exportador mantém trajetória positiva, reforçando o papel estratégico do complexo soja na balança comercial brasileira.

Exportações de milho caem em abril, mas projeções seguem no radar

Diferentemente da soja, o milho apresentou retração nos embarques. Em abril, as exportações somaram 0,47 milhão de toneladas, queda de 52% em relação ao mês anterior, embora ainda com crescimento anual expressivo.

O relatório indica que a concorrência internacional mais forte, especialmente dos Estados Unidos e da Argentina, tem limitado o espaço do milho brasileiro no curto prazo.

A expectativa da Rabobank é de que o volume exportado de milho em 2026 fique abaixo do registrado em 2025, refletindo maior competitividade global e ajustes na oferta interna.

Safrinha de milho: clima irregular gera atenção em regiões-chave

O desenvolvimento da segunda safra de milho (“safrinha”) é outro ponto de atenção do mercado. De acordo com o relatório, as condições das lavouras são, em geral, consideradas boas em Mato Grosso, principal estado produtor.

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No entanto, regiões como Goiás, Minas Gerais e Tocantins enfrentam condições mais secas do que o esperado, o que pode impactar o potencial produtivo em algumas áreas.

A estimativa da Rabobank para a produção total de milho no Brasil na safra 2025/26 é de 137 milhões de toneladas, com atenção redobrada ao comportamento climático nas próximas semanas.

Mercado agrícola brasileiro segue sustentado por exportações e clima no radar

O cenário para os grãos no Brasil em 2026 combina fundamentos positivos no comércio exterior com desafios no ambiente doméstico de preços e produção.

Enquanto a soja sustenta o desempenho do agronegócio com exportações robustas e demanda global firme, o milho segue mais sensível à concorrência internacional e às variações climáticas da safrinha.

Para analistas do setor, o equilíbrio entre oferta, clima e demanda externa será determinante para a formação de preços nos próximos meses, especialmente diante de um cenário global ainda volátil para commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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