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Silêncio Sagrado

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Sempre me disseram que eu precisava aprender a falar. Poucas vezes, que eu precisava aprender a ouvir. Simone Weil afirmou que a atenção, em sua forma mais pura, é oração. E eu pude ver isso em algumas pessoas. Um olhar profundo e desinteressado — aquele que se volta inteiramente para o outro, para o mundo, para a vida. Um momento que revela uma presença inteira, um silêncio interior, uma entrega sem ego. E, acima de tudo, uma abertura para o mistério. Porque, claro, atenção sem sentimento é apenas registro.Escutar é complicado, sutil e manso. Essa forma de atenção é rara e preciosa. É um gesto de humildade e reverência — por isso, tão difícil. Somos orgulhosos. E o orgulho é um aperto: uma rigidez interior, uma tensão que nos fecha ao outro e ao mistério da vida. Ao orgulhoso, falta a graça — em todos os sentidos. Vivemos como se fôssemos inteiros e isolados, cada um como um país fechado, imune ao tempo e às transformações. Mas essa certeza é um erro. Somos feitos de encontros, de perdas, de afetos que nos atravessam. O ego, que julgamos eterno, é apenas uma construção frágil, que se desfaz no silêncio, na dor, na escuta. Somos parte de um todo, e nossa verdadeira essência está na impermanência e na comunhão.A alma ora naturalmente, sem necessidade de palavras, rituais ou fórmulas. É expressão autêntica e espontânea do ser interior — uma conexão com o que há de mais elevado em nós. E é aí que reside a atenção. Por isso, Malebranche disse que a atenção é a prece natural da alma.Para sentir plenamente o curso da vida através de nós, é necessário sermos amigos da nossa própria atenção. Ouvir verdadeiramente é permitir que o outro exista em nós. É um estado de comunhão com a vida. Um silêncio cheio de sentidos. Um gesto de cuidado e compaixão. Lembre-se, Amigo Leitor, uma oração não serve para “convencer” Deus a fazer algo diferente, mas sim para transformar o coração e a consciência de quem ora.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT abre inscrições para o I Simpósio Mato-grossense de Longevidade

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Estão abertas as inscrições para o I Simpósio Mato-grossense de Longevidade Ativa – Mais Anos, Mais Funcionalidade, que será realizado no dia 1º de outubro de 2026, das 13h30 às 18h, no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Várzea Grande, com transmissão ao vivo pelo canal do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) no YouTube. A iniciativa é promovida pela 34ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá e pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção Mato Grosso (SBGG-MT), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.As vagas são limitadas a 150 participantes presenciais, e as inscrições podem ser realizadas aqui. O evento é destinado a pessoas idosas, familiares, cuidadores, profissionais das áreas da saúde, direito, assistência social e educação, gestores públicos, estudantes, integrantes da rede de proteção à pessoa idosa, representantes da sociedade civil organizada e demais interessados na temática do envelhecimento. A atividade terá carga horária de quatro horas/aula e emissão de certificado mediante registro de presença.Realizado em alusão ao Dia Internacional da Pessoa Idosa, o simpósio tem como objetivo promover reflexões sobre o envelhecimento saudável e a longevidade ativa, aproximando o conhecimento científico da população por meio de uma linguagem acessível e de uma abordagem positiva e contemporânea sobre o envelhecimento. A proposta é estimular a construção de uma sociedade mais preparada para o aumento da expectativa de vida, valorizando a autonomia, a participação social, a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas idosas.Ao longo da programação, especialistas de referência nas áreas da geriatria, gerontologia, assistência social e fisioterapia abordarão temas como o perfil do envelhecimento no Brasil, prevenção do declínio cognitivo, mobilidade, funcionalidade, intergeracionalidade, autonomia, propósito de vida e estratégias para reduzir o risco de demência. O evento também busca combater o etarismo e os estereótipos relacionados à idade, fortalecendo a compreensão da pessoa idosa como sujeito de direitos, escolhas e participação ativa na sociedade. Além disso, pretende ampliar o diálogo entre saúde, justiça, cidadania, políticas públicas e sociedade civil, contribuindo para o fortalecimento da rede de proteção e para a promoção de uma cultura de respeito à pessoa idosa.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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