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IPPA registra queda em julho, mas acumula alta de 16,4% no ano, aponta Cepea

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O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) apresentou queda em julho, mas ainda acumula expressivo aumento no acumulado do ano, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Queda do IPPA em julho

Em julho, o IPPA registrou recuo nominal de 3,2% em relação ao mês anterior. A retração foi influenciada por diferentes grupos de produtos:

  • IPPA-Grãos: queda de 1,4%
  • IPPA-Pecuária: queda de 3%
  • IPPA-Cana-Café: queda expressiva de 9,1%

Em contrapartida, o IPPA-Hortifrutícolas avançou 3,4% no mesmo período.

A análise comparativa com o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, mostra que este último subiu 0,8% de junho para julho, indicando que os preços agropecuários se desvalorizaram frente aos industriais na economia brasileira.

Cenário internacional pressiona preços

No mercado externo, os preços dos alimentos convertidos em reais recuaram 2,3% em julho. O movimento refletiu dois fatores:

  • Queda do dólar frente ao real, de 0,3%
  • Retração de 1,9% nos valores internacionais dos alimentos
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Essa combinação contribuiu para a redução do valor dos produtos agropecuários quando comparados ao mercado internacional.

Acumulado de 2025 mostra alta significativa

No comparativo entre os sete primeiros meses de 2025 e o mesmo período de 2024, o IPPA apresenta avanço expressivo de 16,4%, impulsionado principalmente por:

  • IPPA-Grãos: alta de 7,4%
  • IPPA-Pecuária: alta de 25,8%
  • IPPA-Cana-Café: alta de 27,7%

Por outro lado, IPPA-Hortifrutícolas registrou queda de 13,4% no acumulado do ano.

Durante o mesmo período, o IPA-OG-DI teve aumento de 5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em reais subiram 11%, impulsionados pela valorização de 11,1% do dólar, mesmo com ligeira retração de 0,2% nos preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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