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Ações chinesas atingem maior nível em 10 anos impulsionadas por novos fundos

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As ações da China alcançaram nesta quarta-feira (20) seu maior patamar desde 2015, apoiadas pela entrada de novos fundos no mercado e pelo alívio nas tensões comerciais. Além disso, medidas do governo para conter a concorrência excessiva em setores estratégicos deram mais confiança aos investidores.

Índices chineses em alta

No fechamento, o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,14%, alcançando 4.271 pontos. Já o índice de Xangai (SSEC) avançou 1,04%, fechando em 3.766 pontos, o maior nível em dez anos. O Hang Seng, referência em Hong Kong, registrou ganho de 0,17%, aos 25.165 pontos.

Entrada de novos fundos impulsiona mercado

Segundo o Shanghai Securities News, mais de 200 fundos mútuos foram criados desde julho, sendo que 70% deles têm foco em ações. Esses fundos já captaram cerca de 67,7 bilhões de iuanes, reforçando a liquidez e estimulando a valorização dos papéis no mercado acionário chinês.

Governo intervém para conter concorrência

Outro fator que sustentou a alta foi o anúncio de medidas do governo chinês para reduzir a guerra de preços e o excesso de capacidade industrial. O Ministério da Indústria promoveu, pela segunda vez em dois meses, uma reunião com empresas do setor de energia solar, reforçando a necessidade de maior regulação e equilíbrio competitivo.

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Desempenho das bolsas na Ásia-Pacífico

Enquanto a China registrou ganhos consistentes, outros mercados da região tiveram resultados mistos:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 1,51%, a 42.888 pontos.
  • Seul (Kospi): baixa de 0,68%, a 3.130 pontos.
  • Taiwan (Taiex): recuo expressivo de 2,99%, a 23.625 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): leve alta de 0,08%, a 4.219 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): avanço de 0,25%, a 8.918 pontos.
Perspectivas

Com o forte ingresso de capital em fundos de ações e o posicionamento do governo contra práticas de concorrência predatória, analistas avaliam que o mercado chinês pode manter a trajetória de valorização no curto prazo, consolidando a retomada após anos de volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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