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LabQuali da Agrodefesa realiza 10 mil análises anuais de alimentos de origem animal em Goiás

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O Laboratório de Controle de Qualidade de Alimentos (LabQuali), localizado em Goiânia (GO) e vinculado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), realiza cerca de 10 mil análises por ano em produtos de origem animal no estado. As análises incluem ensaios físico-químicos e microbiológicos, garantindo que alimentos como carne, leite, ovos, mel e derivados cheguem à mesa do consumidor com segurança e qualidade.

Controle microbiológico rigoroso

No setor de microbiologia, o LabQuali identifica micro-organismos patogênicos que podem causar doenças em humanos, como Salmonella sp., Listeria monocytogenes, Escherichia coli, Clostridium perfringens, estafilococos, além de fungos e leveduras. A presença desses agentes nos alimentos pode provocar gastroenterites e outras infecções alimentares. Além disso, a unidade realiza a verificação de rótulos, datas de validade, temperatura de armazenamento e integridade das embalagens.

Análises físico-químicas e detecção de fraudes

O laboratório também avalia parâmetros como umidade, proteína, gordura e acidez, comparando os resultados aos padrões definidos pela legislação brasileira. Segundo Pryscilla Gonçalves, gerente do LabQuali, esses exames são essenciais não apenas para garantir a conformidade, mas também para identificar fraudes, como adição indevida de água em leite ou presença de amido em produtos cárneos.

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Limitação ao serviço oficial de inspeção

É importante destacar que o LabQuali não atende ao público em geral. As amostras analisadas devem estar vinculadas a estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou coletadas por fiscais da Agrodefesa durante ações de vigilância sanitária, fiscalização ou investigação de denúncias.

Compromisso com a saúde pública

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta que a Agência atua para garantir a saúde pública por meio de análises rigorosas de alimentos de origem animal. “A preocupação com a oferta de alimentos seguros é um dos pilares da saúde única, que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental”, afirma.

Educação sanitária e papel do consumidor

Pryscilla Gonçalves reforça que o trabalho do LabQuali complementa as ações de fiscalização e controle sanitário. Além disso, destaca a importância da conscientização do consumidor, que deve verificar a procedência dos produtos e observar o selo de inspeção, garantindo que os alimentos consumidos passaram por criterioso controle de qualidade. Ela também alerta para a necessidade de atenção às condições de armazenamento e à validade dos produtos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho enfrenta pressão da oferta, desafios de armazenagem e queda nas bolsas, mas demanda interna segue firme

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O mercado de milho atravessa um período de transição marcado pelo avanço da colheita da segunda safra, aumento da oferta e desafios logísticos relacionados à armazenagem. Ao mesmo tempo, a demanda doméstica continua aquecida, especialmente pelos segmentos de proteína animal, enquanto as exportações seguem como importante válvula de escape para o excedente da produção nacional.

A combinação desses fatores tem limitado uma recuperação mais consistente dos preços, tanto no mercado físico quanto nos contratos futuros negociados na Bolsa Brasileira (B3).

Colheita da safrinha aumenta oferta e pressiona cotações

Com a intensificação da colheita em importantes estados produtores, como Mato Grosso e Goiás, a disponibilidade de milho deve crescer significativamente nas próximas semanas. O cenário amplia a oferta do cereal no mercado interno justamente em um momento em que parte das indústrias consumidoras já se encontra abastecida.

A expectativa é de que o maior volume disponível gere pressão sobre as cotações, especialmente nas principais regiões produtoras do país.

Além disso, compradores seguem adotando postura cautelosa, aguardando possíveis quedas adicionais nos preços antes de avançarem nas negociações. Do lado dos produtores, a necessidade de liberar espaço para a nova safra também aumenta a disposição para vendas.

Falta de armazenagem preocupa produtores

Outro fator que chama a atenção do setor é a limitação da capacidade de armazenagem nas propriedades rurais.

Em diversas regiões produtoras, silos ainda permanecem ocupados por estoques remanescentes da soja, justamente quando a colheita do milho ganha ritmo acelerado. Esse gargalo logístico pode obrigar produtores a comercializar parte da produção em um prazo menor do que o planejado.

A necessidade de escoamento rápido tende a aumentar a oferta imediata disponível, ampliando a pressão sobre os preços recebidos pelos agricultores.

Demanda de aves e suínos ajuda a equilibrar mercado

Apesar do aumento da oferta, o consumo interno continua sendo um importante fator de sustentação para o mercado.

Os setores de avicultura e suinocultura mantêm forte demanda pelo cereal para produção de ração, aproveitando os níveis atuais de preços para reforçar estoques. Esse movimento contribui para absorver parte do volume adicional da safrinha.

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A indústria de etanol de milho também segue relevante na composição da demanda nacional, embora enfrente um ambiente menos favorável diante da recente queda das cotações internacionais do petróleo, que reduz parte da competitividade do biocombustível.

Exportações ganham importância no escoamento da produção

No cenário externo, as exportações brasileiras permanecem fundamentais para evitar um excesso de oferta no mercado doméstico.

A melhora do ambiente geopolítico internacional e a normalização das rotas comerciais tendem a favorecer o fluxo dos embarques brasileiros nos próximos meses. O avanço das vendas externas pode ajudar a reduzir a pressão sobre os preços internos ao retirar parte da produção disponível do mercado nacional.

Com uma das maiores safras da história em desenvolvimento, a capacidade de exportação será determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre.

USDA melhora avaliação das lavouras dos Estados Unidos

No mercado internacional, os contratos futuros do milho iniciaram esta terça-feira (16) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT).

A pressão veio após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevar a classificação das lavouras norte-americanas. Segundo o órgão, 68% das áreas cultivadas apresentam condições consideradas boas ou excelentes, acima dos 67% registrados na semana anterior.

O avanço reforça a expectativa de uma safra robusta nos Estados Unidos e reduz preocupações imediatas com a oferta global.

Mesmo assim, o mercado segue atento às condições climáticas no Corn Belt, principal região produtora norte-americana. Qualquer ocorrência de excesso de chuvas, calor intenso ou estiagem poderá provocar forte volatilidade nas cotações internacionais.

B3 recua com perspectiva de maior produção

A pressão observada no mercado internacional também influenciou os contratos futuros negociados na B3.

Na manhã desta terça-feira, os principais vencimentos operavam em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto a expectativa de entrada de grandes volumes da safrinha no mercado brasileiro.

Os contratos permanecem na faixa entre R$ 63 e R$ 75 por saca, enquanto investidores acompanham a evolução da colheita e os dados atualizados de produção divulgados pelos órgãos oficiais.

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Segundo analistas, as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do USDA apontam aumento da produção brasileira na temporada 2025/26 e crescimento da oferta mundial em 2026/27, fatores que continuam limitando reações mais expressivas nos preços.

Mercado físico mantém ritmo lento nos estados produtores

Nas principais regiões produtoras do país, o mercado físico segue com baixa liquidez.

No Rio Grande do Sul, a colheita está praticamente concluída, mas os negócios continuam limitados. Em Santa Catarina e Paraná, compradores aguardam o avanço da segunda safra para negociar em volumes maiores.

Já em Mato Grosso do Sul, onde a colheita da safrinha começa a ganhar ritmo, os preços permanecem pressionados pelo aumento da oferta, embora a demanda da indústria de bioenergia ofereça algum suporte ao mercado regional.

Juros elevados e dólar acima de R$ 5 influenciam setor

No ambiente macroeconômico, as atenções estão voltadas para as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

A expectativa do mercado é de manutenção da taxa Selic em 14,50% ao ano, enquanto o Federal Reserve deve manter sua postura monetária restritiva. O cenário de juros elevados, aliado à inflação ainda acima da meta no Brasil, contribui para sustentar o dólar em patamares superiores a R$ 5,00.

Para o setor agrícola, o câmbio segue sendo um fator estratégico, influenciando tanto a competitividade das exportações quanto os custos de produção.

Perspectiva para o mercado de milho

O mercado de milho deve permanecer pressionado no curto prazo pelo avanço da colheita da safrinha e pela expectativa de aumento da oferta nacional. Entretanto, a demanda firme dos setores de aves, suínos e bioenergia, somada ao desempenho das exportações, tende a evitar movimentos mais acentuados de queda.

Os próximos meses serão decisivos para definir o comportamento dos preços, especialmente diante da evolução da safra norte-americana, da capacidade de armazenagem nas propriedades brasileiras e do ritmo de embarques para o mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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