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Friboi lança “Entrega Expressa” e revoluciona logística de carne bovina em SP e RJ

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A Friboi, marca da JBS e líder no mercado de carne bovina no Brasil, lançou recentemente a “Entrega Expressa”, serviço inovador que permite a entrega de carne fresca no mesmo dia do pedido, em tempo recorde. A operação já registrou a entrega mais rápida desde seu início: aproximadamente duas horas entre o pedido e a chegada ao cliente.

Clientes de diversos segmentos ganham agilidade nas entregas

O serviço atende restaurantes, açougues e varejistas, incluindo pequenos mercadinhos de bairro. Os pedidos podem ser feitos de forma online ou diretamente com os vendedores da marca, garantindo praticidade e rapidez.

Segundo a Friboi, a inovação combina tecnologia de ponta e logística eficiente, elevando o padrão de atendimento e adaptando-se às expectativas do consumidor moderno.

Inteligência logística reduz custos e otimiza rotas

Para viabilizar a entrega rápida, a Friboi implementou um software de roteirização, capaz de calcular em tempo real os trajetos ideais entre os 15 Centros de Distribuição da empresa e os destinos de entrega.

Com essa otimização, a frota — composta por cerca de 300 caminhões em São Paulo e 120 no Rio de Janeiro — consegue realizar mais de uma viagem diária com múltiplas entregas, reduzindo consumo de combustível por tonelada transportada e aumentando a eficiência operacional.

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Gilmar Schumacher, diretor de Logística da JBS, afirma:

“A entrega rápida deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa do cliente moderno. O que diferencia a Friboi é a capacidade de aplicar esse conceito em um setor com desafios logísticos complexos.”

Resultados positivos nos primeiros meses de operação

Antes da novidade, as entregas da Friboi ocorriam, no máximo, no dia seguinte. Com a Entrega Expressa, os produtos saem do Centro de Distribuição e chegam ao cliente no mesmo dia.

  • São Paulo: nos primeiros seis meses, foram realizadas cerca de 2 mil entregas, movimentando mais de 500 toneladas de proteína e gerando faturamento superior a R$ 16 milhões.
  • Rio de Janeiro: em três meses, foram contabilizadas aproximadamente 250 entregas.

Henrique Reis, proprietário do restaurante Essência Gaúcha em São Paulo, elogia a iniciativa:

“A Friboi acertou em cheio com a ‘Entrega Expressa’. Ganhamos praticidade e agilidade, especialmente com pedidos de última hora. A entrega no mesmo dia é realmente diferenciada no mercado e incentiva a recorrência de compra.”

Expansão e integração com plataforma Friboi+

A Friboi planeja expandir o serviço para outras capitais ainda neste ano, com implementação gradual em todos os Centros de Distribuição.

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O projeto também se integra à plataforma Friboi+, oferecendo uma experiência completa para os clientes, desde a seleção dos cortes até a entrega final, garantindo qualidade e rapidez em todas as etapas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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