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Falta de mão de obra e baixa produtividade impactam colheita de eucalipto no Rio Grande do Sul

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A produção de eucalipto no Rio Grande do Sul tem enfrentado desafios que variam de acordo com cada região do estado. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, o setor apresenta desde boas condições fitossanitárias até dificuldades com produtividade, comercialização e escassez de mão de obra.

Caxias do Sul mantém bom desempenho fitossanitário

Na região de Caxias do Sul, o cultivo de eucalipto segue em boas condições, com destaque para o avanço das atividades de preparo de áreas, plantios, tratos culturais, colheita, empilhamento e comercialização de toras e lenha.

Os preços da lenha variam conforme a forma de entrega:

  • R$ 120,00 a R$ 200,00 por metro estéreo (mst) empilhado na propriedade;
  • R$ 170,00 a R$ 350,00/mst entregue ao consumidor;
  • R$ 250,00 a R$ 350,00/mst na versão picada.
Baixa produtividade preocupa em Lajeado

Já na região de Lajeado, a produtividade das florestas permanece baixa. O rendimento médio é de 350 mst por hectare em ciclos de sete anos, resultado de plantios em áreas com excesso de umidade ou relevo acidentado.

Os produtores locais optam por cultivares clonadas, como Eucalyptus dunnii, E. saligna e E. grandis. Entre as práticas de manejo realizadas, destacam-se o controle de formigas e a limpeza de plantas invasoras.

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A produção da região é majoritariamente destinada ao abastecimento de lenha para serrarias e mercados locais, como o Vale do Caí, Vale do Taquari e a Região Metropolitana.

Queda na comercialização de carvão e falta de mão de obra

O setor de carvão vegetal tem sofrido com a redução na demanda, especialmente em julho, impactando diretamente a comercialização. A falta de mão de obra para a colheita de madeira tem sido apontada como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos produtores.

A madeira utilizada na produção de carvão é, em sua maioria, oriunda de áreas locais.

Passo Fundo depende de importação e teme escassez

Em Passo Fundo, a área destinada ao cultivo de eucalipto é reduzida e está atualmente em fase de colheita. Como a região depende da importação de madeira, há uma preocupação crescente com a possível escassez de matéria-prima.

Mesmo assim, os preços médios são considerados vantajosos, com:

  • Madeira para serraria negociada a R$ 300,00/m³ em floresta em pé;
  • Lenha de eucalipto entregue à indústria por R$ 120,00/mst.
Estabilidade na área plantada em Pelotas

De acordo com o Anuário 2024 da Associação Gaúcha das Empresas Florestais (AGEFLOR), a região de Pelotas possui 95.264 hectares implantados com eucalipto — área que se mantém praticamente inalterada nos últimos anos.

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O valor pago ao produtor gira entre R$ 100,00 e R$ 130,00/mst, considerando a madeira empilhada na propriedade.

Algumas empresas atuantes no setor mantêm programas de fomento com foco na expansão das áreas plantadas com eucalipto e outras espécies. Desde 2023, esse movimento tem despertado novo interesse entre os produtores locais.

Preparação para o plantio em Santa Maria

Na região de Santa Maria, os agricultores estão se preparando para o início do plantio com reserva de mudas junto a viveiros florestais. Também são realizadas ações preventivas, como:

  • Controle de formigas;
  • Aplicação de corretivos para acidez do solo;
  • Preparo das áreas para transplante, previsto entre o final de agosto e o início de setembro.

O panorama da produção de eucalipto no Rio Grande do Sul mostra uma cadeia produtiva com realidades distintas entre as regiões, marcada por desafios no campo, pressões comerciais e estratégias de adaptação. A falta de mão de obra e a baixa produtividade em algumas localidades exigem atenção para garantir a sustentabilidade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feira de adoção da Bem Estar Animal encaminha pets para novos lares em Cuiabá

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A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal realizou, neste sábado (9), mais uma feira de adoção de pets em Cuiabá. A ação ocorreu na área externa do Aquário Municipal e disponibilizou cães e gatos para adoção responsável. A iniciativa integra as políticas públicas de proteção animal desenvolvidas pela Prefeitura e busca ampliar a conscientização sobre acolhimento e guarda responsável.

Além de aproximar os animais resgatados de possíveis tutores, a ação também apresentou à população o trabalho realizado no canil municipal, que atualmente abriga cerca de 110 cães vítimas de maus tratos, abandono ou negligência.

A secretária adjunta de Bem Estar Animal, Morgana Thereza Ens, explicou que a seleção dos animais varia conforme a demanda de resgates realizados pela equipe técnica. Segundo ela, os filhotes costumam ter prioridade nas feiras, mas os cães adultos também participam das ações.

“A gente prioriza os filhotes porque têm maior chance de adoção, mas sempre levamos adultos também. Muitos acabam conquistando famílias da mesma forma”, afirmou.

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Durante o evento, os interessados passaram por entrevista social e preenchimento de ficha cadastral. Após a adoção, a secretaria mantém acompanhamento dos tutores por meio de contatos periódicos, envio de fotos e suporte veterinário.

Ao destacar a importância da adoção responsável, Morgana ressaltou que cada adoção contribui para ampliar a capacidade de acolhimento do município.

“Quando um animal é adotado, dois acabam sendo beneficiados: o que ganha uma família e o próximo que poderá ser resgatado. O canil representa uma chance de recomeço para esses animais”, disse.

A secretaria reforça que não é necessário esperar pelas feiras para adotar. Os interessados podem procurar atendimento presencialmente ou solicitar informações pelo WhatsApp (65) 99207-4318. O Instagram oficial da pasta também divulga animais aptos para adoção e orientações sobre os procedimentos.

Entre as famílias que participaram da feira estava Camila Andrea de Morais Ferreira, que contou ter conhecido a ação por meio de notícias na internet. Ela adotou um filhote após atender ao pedido do filho por um cachorro.

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“A expectativa é dar muito amor e carinho para ele. Meu filho queria um cachorrinho há bastante tempo”, relatou.

Outra participante da ação foi Elenil Lima Silva Rocha, que também soube da feira pela internet e decidiu ampliar a família com a adoção de uma filhote chamada Luna.

“A gente já queria adotar há algum tempo. Estamos muito felizes e vamos dar todo carinho até ela se adaptar”, afirmou.

A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal reforça que a adoção responsável é uma das principais ferramentas para reduzir o abandono e garantir melhores condições de vida aos animais resgatados no município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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