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Genética na pecuária: estratégia para um futuro sustentável e competitivo

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Quando olhamos para o mundo e observamos os processos produtivos exercidos sobretudo nos territórios da agricultura e criação animal, percebe-se que a pecuária brasileira é uma das mais relevantes, tanto em termos de volume quanto em qualidade dos produtos.

Não é à toa que o rebanho bovino atingiu 238,6 milhões de cabeças em 2023, o maior da série histórica desde 1974, como mostrou a Pesquisa da Pecuária Municipal 2023, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado. Por este motivo e outros, o Brasil tornou-se líder na exportação de carne, ocupando papel central, por exemplo, na cadeia de leite, couro e outros derivados.

Todavia, para manter essa posição estratégica no mercado global e ampliá-la, dentre todas as tecnologias que vêm sendo implementadas nos territórios da agricultura, os avanços em genética animal tornaram-se indispensáveis.

O que é e qual a importância do melhoramento genético?

No Brasil, o avanço genético do gado apoia-se em práticas consolidadas internacionalmente. O trabalho de melhoramento busca combinar, por meio de cruzamentos planejados, as qualidades mais relevantes de cada raça. Com isso, é possível criar animais mais rústicos, resistentes a doenças e parasitas, com melhor desempenho produtivo.

Na pecuária, portanto, a genética aplicada envolve técnicas de seleção e melhoramento genético que buscam transmitir características desejáveis de uma geração para a outra. Isso significa animais com mais facilidade para ganho de peso, melhor conversão alimentar na construção de músculo, resistência a doenças, bem como maior qualidade tanto da carne quanto do leite.

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Outro ponto interessante do melhoramento genético é que ele permite a preservação de raças adaptadas a determinados ambientes, assegurando, portanto, que a produção continue eficiente, até mesmo nas regiões que possuem desafios atrelados ao clima, como o semiárido nordestino, por exemplo.

Quais tecnologias são mais usadas atualmente?

É possível dizer que uma das maiores contribuições do campo técnico-científico para revolucionar a pecuária brasileira foi, sem dúvidas, a melhoria genética. Conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a introdução do gado zebu no Brasil Central foi, por exemplo, elementar para a expansão nesta região, tornando-se base do rebanho brasileiro.

É a partir deste momento que outros avanços foram possíveis, como as técnicas de fecundação in vitro, produção de embriões, clonagem, entre outros. No território brasileiro, alguns exemplos de sucesso mostram na prática como a genética está transformando gradativamente o setor.

O melhoramento da raça nelore, por exemplo, permitiu o manejo de animais com um rendimento de carcaça mais efetivo e melhor qualidade de carne. É importante enfatizar que neste processo não se perdeu a rusticidade que torna a raça ideal para o clima tropical brasileiro.

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Na contemporaneidade, os avanços mais recentes envolvem o uso de tecnologias de reprodução assistida, como, por exemplo, inseminação artificial em tempo fixo (IATF), fertilização in vitro (FIV), entre outros. Todos com o objetivo de acelerar o processo de melhoramento genético e garantir o sucesso do manejo.

É importante enfatizar que, no campo epistemológico e técnico, grande parte das conquistas está diretamente ligada à evolução da medicina veterinária, campo da ciência dedicada, entre seu amplo leque de possibilidades, ao estudo e à aplicação de técnicas para aprimorar a saúde genética do rebanho.

Quais são as perspectivas para o futuro?

No fim, o futuro da pecuária brasileira dependerá, em grande medida, da continuidade dos investimentos em pesquisa e inovação. Desse modo, à medida que novas tecnologias genéticas e veterinárias comecem a surgir, a possibilidade de atender as demandas do mercado com produtos de qualidade tende a crescer.

O foco é buscar uma forma sustentável e rentável de manejo. Hoje, mais do que um diferencial competitivo, a genética é um caminho indispensável para assegurar a soberania nacional, frente ao mercado agropecuário mundial que tende a crescer nos próximos anos.

Fonte: Conversion News + Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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