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Mercado da soja: estabilidade no Brasil e ajustes em Chicago antes do relatório do USDA

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O mercado da soja no Brasil apresenta estabilidade nas cotações, mesmo com variações pontuais entre as principais regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, os preços para entrega em agosto variam entre R$ 122,00 e R$ 140,00 por saca, com destaque para a boa demanda que favorece negociações, segundo a TF Agroeconômica.

Em Santa Catarina, as cotações permanecem estáveis, com fluxo constante de negócios e estoques próximos do limite, principalmente no porto de São Francisco, onde a saca é cotada a R$ 138,83.

No Paraná, apesar da queda na produção, as exportações de farelo de soja atingem recordes, com preços próximos a R$ 141,00 em Paranaguá, reforçando a importância do agronegócio para a economia local.

No Mato Grosso do Sul, o mercado segue equilibrado, com cotações próximas a R$ 121,00 em várias regiões, refletindo um cenário de exportações aquecidas.

Já em Mato Grosso, apesar da perspectiva de menor safra, o mercado segue ativo, com preços e margens atrativas que incentivam vendas imediatas, impulsionadas pela forte demanda chinesa, principal consumidor do grão brasileiro.

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Ajustes no mercado internacional: soja recua em Chicago antes do relatório do USDA

Na Bolsa de Chicago, os preços da soja recuaram nesta terça-feira (12) após forte alta na sessão anterior. Os contratos para setembro e novembro registraram queda entre 12,50 e 12,75 pontos, cotados a US$ 9,79 e US$ 9,98 por bushel, respectivamente.

Esse movimento de realização de lucros acontece em um momento de espera pelo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado hoje às 13h (horário de Brasília). O documento deve trazer dados importantes sobre produtividade e programas de exportação norte-americanos, impactando o cenário global do mercado de alimentos e commodities agropecuárias.

Impacto das declarações políticas e fatores climáticos no mercado da soja e alimentos

O mercado da soja em Chicago também foi influenciado por declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu um aumento significativo das compras chinesas de soja norte-americana. A notícia impulsionou as cotações na segunda-feira (11), levando a ganhos expressivos nos contratos futuros.

Analistas classificaram o movimento como “compre no boato, venda no fato”, ressaltando que, apesar da expectativa, a China ainda não confirmou grandes aquisições.

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Além disso, a expectativa de renovação da trégua tarifária entre EUA e China, somada à falta de chuvas no Centro-Oeste dos EUA, reforçou a busca por posições no mercado, influenciando o preço dos alimentos e produtos agropecuários. No entanto, a sessão noturna indicou possibilidade de devolução parcial dos ganhos, especialmente com a proximidade do relatório do USDA.

Por que acompanhar o mercado da soja é importante para a economia e a inflação?

A soja é um dos principais produtos do agronegócio brasileiro, influenciando a balança comercial, os preços dos alimentos e, consequentemente, a inflação. Oscilações nos preços da soja impactam diretamente o custo da produção agropecuária e o abastecimento de alimentos, além de afetar setores correlatos, como combustíveis (biodiesel) e ração animal.

A atenção aos mercados internacionais, sobretudo o desempenho da soja em Chicago e as políticas comerciais globais, é fundamental para entender as tendências de preços no Brasil e seu efeito na economia doméstica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos

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A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.

Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.

Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil

Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.

Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.

O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.

Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador

O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

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Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.

Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência

Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.

Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.

“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.

Estratégias integradas ganham força no controle sanitário

Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.

Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.

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Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.

Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência

A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.

Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo

Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.

A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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