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Secagem de vacas leiteiras: entenda a importância e os cuidados para garantir saúde e produtividade

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O que é a fase de secagem?

A secagem é um período fisiológico essencial na vida da vaca leiteira, marcado pela interrupção da produção de leite. Essa fase permite a regeneração da glândula mamária, é fundamental para a saúde do úbere e impacta diretamente o desempenho produtivo da próxima lactação. Um manejo técnico adequado nesse momento é indispensável para garantir o sucesso sanitário e produtivo do rebanho.

Por que a secagem é importante para a saúde do úbere?

Durante a lactação, o úbere está vulnerável a lesões e infecções, especialmente mastites causadas por bactérias. O período seco funciona como uma pausa fisiológica que permite a reparação dos tecidos e a eliminação de agentes patogênicos, desde que a secagem seja realizada corretamente, explica Marcos Malacco, gerente de serviços veterinários da Ceva Saúde Animal.

Pressão interna e formação do tampão de queratina

Ao cessar a produção de leite, a pressão interna no úbere diminui, permitindo a formação do tampão de queratina no canal do teto, que atua como uma barreira física contra a entrada de microrganismos. No entanto, a pressão residual da produção ainda em curso, aliada à ausência de ordenha, pode causar desconforto e abertura do canal, favorecendo vazamentos e invasão por patógenos.

Métodos de secagem: gradual e abrupta

Existem duas formas principais de secar vacas:

  • Secagem Gradual: envolve técnicas que buscam reduzir a produção de leite progressivamente, como mudança de lote, diminuição da frequência de ordenha e restrição alimentar. Apesar de parecer vantajosa, essa prática pode causar estresse, alterar a rotina das vacas e diminuir sua imunidade, afetando a saúde mamária.
  • Secagem Abrupta: consiste na interrupção imediata da ordenha no dia determinado, sem outras mudanças de manejo. Esse método tem ganhado preferência por permitir melhor aproveitamento do potencial produtivo das vacas.
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Malacco destaca que a secagem gradual pode gerar desequilíbrios metabólicos e comportamentais, pois vacas são animais metódicos e socialmente organizados, e alterações no manejo impactam negativamente seu sistema imunológico.

O papel da prolactina na secagem

A prolactina é o hormônio responsável por manter a lactação. Para uma secagem eficiente, é fundamental reduzir os níveis circulantes desse hormônio, diminuindo a produção de leite. Isso facilita a queda da pressão no úbere, evita a abertura do canal do teto e vazamentos, além de favorecer a formação do tampão de queratina, minimizando riscos de infecção.

Benefícios de um manejo correto da secagem

Estudos indicam que a secagem bem conduzida reduz a incidência de mastites clínicas e subclínicas no período seco e na lactação seguinte, além de diminuir a contagem de células somáticas (CCS) e a ocorrência de descartes precoces. Também promove melhor regeneração da glândula mamária, garantindo maior qualidade e volume de leite na próxima lactação.

Manter o conforto e minimizar o estresse durante essa fase é fundamental, pois o estresse prejudica o sistema imunológico e atrasa a recuperação do úbere.

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Tecnologias para secagem abrupta: o exemplo do Velactis®

Na secagem abrupta, o uso de tecnologias farmacológicas tem sido adotado para garantir rapidez e segurança. Um exemplo é a Cabergolina, princípio ativo do Velactis®, que administrada em dose única na última ordenha do dia da secagem, reduz rapidamente a secreção de prolactina e, consequentemente, a produção de leite.

Isso resulta em menor pressão no úbere, redução de vazamentos e desconforto, maior bem-estar e diminuição do estresse. Estudos indicam que o uso dessa tecnologia contribui para a saúde do úbere, diminuição da mastite e aumento da produção na lactação seguinte.

Secagem Inteligente: mais produtividade e bem-estar

O conceito de Secagem Inteligente, viabilizado por tecnologias como o Velactis®, permite explorar ao máximo o potencial produtivo das vacas sem alterar a rotina ou o manejo, facilitando o processo e promovendo maior conforto animal.

A fase de secagem é estratégica para garantir saúde, bem-estar e alta produtividade no rebanho leiteiro. O investimento em manejo adequado e tecnologias inovadoras traz retorno em forma de melhor qualidade de leite, menor ocorrência de doenças e maior rendimento na próxima lactação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alongamento de dívida rural é direito do produtor e bancos não podem negar pedido sem justificativa, alerta especialista

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O alongamento de dívida rural voltou ao centro das discussões no agronegócio brasileiro diante do aumento da pressão financeira sobre produtores afetados por problemas climáticos, juros elevados e oscilações no mercado de commodities. Apesar de estar previsto na legislação e reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o mecanismo ainda enfrenta resistência por parte de instituições financeiras, segundo alerta da advogada Giulia Arndt, especialista em direito bancário e agronegócio do escritório Maffioletti & Arndt Advogados.

De acordo com a especialista, muitos bancos continuam tratando o alongamento da dívida rural como uma negociação comercial facultativa, quando, em determinadas situações, trata-se de um direito assegurado ao produtor rural.

“A Súmula 298 do STJ é clara ao reconhecer que o alongamento da dívida originária de crédito rural não depende exclusivamente da vontade da instituição financeira quando há comprovação de incapacidade temporária de pagamento causada por fatores como quebra de safra, eventos climáticos adversos ou fortes oscilações de mercado”, explica Giulia Arndt.

Crise financeira no agro aumenta busca por orientação jurídica

O cenário econômico vivido pelo setor agropecuário nos últimos anos elevou a procura de produtores rurais por orientação jurídica especializada. Custos de produção mais altos, dificuldades climáticas recorrentes e retração nos preços de diversas commodities comprometeram o fluxo de caixa em diferentes regiões do país.

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Segundo a advogada, muitos produtores acabam aceitando renegociações bancárias mais pesadas financeiramente por desconhecerem os instrumentos legais disponíveis para proteção do crédito rural.

“Muitos produtores procuram apoio apenas depois de assinarem contratos com juros maiores, reforço de garantias ou confissões de dívida. Em vários casos, havia um direito ao alongamento que poderia ter sido exercido antes da formalização dessas novas obrigações”, destaca.

Diferença entre renegociação e alongamento de dívida rural

A especialista ressalta que existe uma diferença jurídica relevante entre renegociação comercial e alongamento de dívida rural — distinção que pode impactar diretamente a defesa do produtor.

Enquanto a renegociação depende de critérios comerciais internos das instituições financeiras, o alongamento possui previsão legal específica e requisitos próprios definidos pelas normas do crédito rural e pelo entendimento consolidado da Justiça.

“Confundir renegociação comercial com pedido de alongamento pode enfraquecer a posição do produtor rural. São instrumentos diferentes, com fundamentos jurídicos distintos”, afirma Giulia.

Impactos atingem toda a cadeia do agronegócio

Além dos prejuízos individuais, a negativa de alongamento pode comprometer toda a cadeia produtiva do agronegócio. Sem reorganização financeira, muitos produtores perdem acesso ao crédito necessário para custear a próxima safra, afetando fornecedores, cooperativas, transportadoras e economias locais.

“Quando o crédito trava, o problema deixa de atingir apenas a propriedade rural. O impacto chega a toda a cadeia do agro. O alongamento existe justamente para impedir que uma dificuldade temporária se transforme em um colapso financeiro maior”, ressalta a especialista.

Debate deve avançar no próximo Plano Safra

A expectativa do setor é que o tema ganhe ainda mais relevância nas discussões do próximo Plano Safra, especialmente diante da crescente demanda por medidas de apoio financeiro ao produtor rural.

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Para Giulia Arndt, a orientação técnica antes da assinatura de acordos bancários pode ser decisiva para preservar a atividade rural e evitar perdas patrimoniais.

“O produtor rural precisa compreender que existem mecanismos legais criados justamente para protegê-lo em períodos de crise. Conhecer esses instrumentos pode fazer toda a diferença para garantir a continuidade da atividade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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