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Vendas de soja avançam no Brasil enquanto mercado aguarda relatório do USDA

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Negociações aceleram no último mês

A comercialização da soja no Brasil registrou avanço consistente nos últimos 30 dias, mesmo diante de condições de mercado pouco atrativas. De acordo com levantamento da Safras & Mercado, com dados até 5 de agosto, 78,4% da safra 2024/25 já foi negociada. No relatório anterior, de 4 de julho, o índice era de 69,8%.

Apesar do aumento no ritmo das vendas, o percentual ainda está abaixo dos 82,2% registrados no mesmo período de 2023 e da média de cinco anos, que é de 85,7%. Considerando a estimativa de produção de 171,93 milhões de toneladas, o volume já comprometido chega a 134,87 milhões de toneladas.

Safra 2025/26 com vendas antecipadas mais lentas

Para a próxima temporada, estimada em 179,88 milhões de toneladas, o avanço das negociações é mais tímido: apenas 16,8% da produção foi vendida de forma antecipada, o equivalente a 30,28 milhões de toneladas.

No mesmo período do ano passado, o percentual era de 22,5%, enquanto a média de cinco anos é de 26,8%. Em julho deste ano, o relatório indicava 13,8% de vendas já comprometidas.

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Expectativa para o relatório do USDA

O foco do mercado agora se volta para o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima terça-feira (12), às 13h (horário de Brasília). A expectativa é que o órgão eleve as projeções para a safra e os estoques de soja norte-americanos em 2025/26.

Analistas consultados por agências internacionais projetam produção de 4,371 bilhões de bushels para os EUA em 2025/26, acima dos 4,335 bilhões estimados em julho. Para os estoques finais, a previsão é de 359 milhões de bushels, contra 350 milhões projetados anteriormente.

Estoques mundiais e cenário global

No cenário mundial, o mercado aposta em estoques finais de soja para 2024/25 de 125 milhões de toneladas, praticamente estáveis em relação aos 125,1 milhões indicados em julho.

Para 2025/26, a expectativa é de 127,9 milhões de toneladas, superando a projeção de 126,1 milhões feita no mês anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Araguaína recebe etapa estratégica do Indicador do Boi DATAGRO na Estrada com foco no mercado pecuário de 2026

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Após percorrer importantes polos da produção agropecuária brasileira, o circuito Indicador do Boi DATAGRO na Estrada 2026 chega a Araguaína, no Tocantins, no próximo dia 28 de maio. A cidade sediará a quinta etapa do projeto, reforçando sua relevância estratégica para a pecuária nacional e consolidando-se como um dos principais centros de discussão sobre o mercado bovino brasileiro.

A realização do encontro em Araguaína amplia a presença do circuito em regiões-chave da bovinocultura e fortalece a proposta da DATAGRO de aproximar produtores, frigoríficos, investidores e demais agentes da cadeia pecuária. O objetivo é promover uma leitura mais ampla das tendências de mercado, gestão de risco e oportunidades para o setor em 2026.

A programação contará com workshop voltado à comercialização futura em bolsa, além de painéis sobre perspectivas econômicas, comportamento dos preços do boi gordo e estratégias para o mercado pecuário. O evento também deve aprofundar debates sobre integração entre mercado físico e financeiro, cenário das exportações e competitividade da carne bovina brasileira.

Entre os participantes confirmados estão representantes do Banco Pine, Nova Futura Investimentos, Genial Investimentos, Supera Invest | Necton, Corteva – Probeef | Cargill, Mitsubishi Motors, Naturafrig e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). A presença da indústria exportadora deve ampliar as discussões sobre demanda internacional, abertura de mercados e tendências globais para a proteína animal brasileira.

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Indicador do Boi DATAGRO ganha protagonismo no mercado futuro

O Indicador do Boi DATAGRO consolidou-se como uma das principais referências de preços da pecuária brasileira. O índice é construído a partir de coleta auditada de informações junto a pecuaristas e frigoríficos em todo o país, abrangendo mais de 60% do abate nacional.

Desde 2025, o indicador passou a ser a referência oficial para liquidação dos contratos futuros de boi gordo negociados na B3, fortalecendo a conexão entre os mercados físico e financeiro e ampliando a transparência na formação de preços da cadeia pecuária.

Criado em 2019, o indicador reúne dados de milhares de produtores e unidades frigoríficas distribuídas em mais de mil municípios brasileiros, garantindo maior confiabilidade e abrangência às informações do setor.

Visitas técnicas e networking fortalecem integração da cadeia pecuária

Mantendo o formato já consolidado nas etapas anteriores, o circuito em Araguaína incluirá visitas técnicas a confinamentos e indústrias da região, além de um encontro exclusivo com pecuaristas locais.

A proposta é estimular a troca de experiências práticas, fortalecer o networking entre os participantes e ampliar o entendimento sobre as dinâmicas do mercado pecuário tocantinense. A iniciativa também busca contribuir para maior transparência comercial e disseminação de estratégias de gestão em um cenário de crescente profissionalização da pecuária brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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