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Demanda externa aquecida e escalas curtas impulsionam preços do boi gordo no Brasil

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O mercado brasileiro de boi gordo encerrou a semana com alta nas cotações e expectativa de continuidade desse movimento no curto prazo. O cenário é sustentado pelo bom ritmo das exportações e pelo encurtamento das escalas de abate nos frigoríficos, especialmente nos de menor porte.

Escalas de abate e pressão compradora

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, as escalas de abate estão, em média, entre seis e sete dias úteis no país, o que tem levado frigoríficos a pagar mais para garantir a compra dos animais.

Exportações em ritmo acelerado

O desempenho das exportações de carne bovina em julho foi considerado muito positivo, com projeções favoráveis para as próximas semanas.

A expectativa é de crescimento na demanda asiática e de participação relevante do México nas compras da carne brasileira.

Cotações da arroba do boi gordo – 07/08
  • São Paulo (Capital) – R$ 310,00 (+3,33% frente a R$ 300,00 da semana anterior)
  • Goiás (Goiânia) – R$ 295,00 (+3,51% frente a R$ 285,00)
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 300,00 (+3,45% frente a R$ 290,00)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 315,00 (+3,28% frente a R$ 305,00)
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 300,00 (+1,69% frente a R$ 295,00)
  • Rondônia (Vilhena) – R$ 270,00 (+1,89% frente a R$ 265,00)
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Mercado atacadista em alta

O mercado atacadista também apresentou avanço nos preços durante a semana, tendência que deve continuar no curto prazo devido ao bom potencial de consumo na primeira quinzena do mês.

No entanto, Iglesias ressalta que a competitividade das proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango, ainda é um fator que influencia o setor.

  • Traseiro bovino – R$ 23,00/kg (+7,48% frente a R$ 21,40/kg)
  • Dianteiro bovino – R$ 17,80/kg (+1,71% frente a R$ 17,50/kg)
Desempenho das exportações – Julho

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 1,536 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 66,824 milhões.

  • Volume total: 276,879 mil toneladas (média diária de 12,038 mil toneladas)
  • Preço médio da tonelada: US$ 5.551,00

Na comparação com julho de 2024, houve:

  • Alta de 46,9% no valor médio diário exportado
  • Avanço de 16,7% na quantidade média diária embarcada
  • Elevação de 25,9% no preço médio
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sustentável gera R$ 6 milhões em bônus e impulsiona agricultura regenerativa em Mato Grosso

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A produção de soja sustentável em Mato Grosso vem ganhando força e gerando retorno direto ao produtor. Na safra 2024/2025, agricultores vinculados à Associação Clube Amigos da Terra devem receber cerca de R$ 6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja certificada, consolidando o avanço da agricultura regenerativa no estado.

A certificação da Round Table on Responsible Soy assegura que a produção segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, agregando valor ao produto brasileiro no mercado global.

Certificação exige alto padrão de sustentabilidade

Para obter o selo RTRS, os produtores precisam atender a 108 critérios, que incluem:

  • Cumprimento da legislação ambiental
  • Preservação de áreas sensíveis
  • Condições adequadas de trabalho
  • Relacionamento com comunidades
  • Uso responsável de insumos
  • Rastreabilidade total da produção

Cada tonelada de soja certificada gera um crédito negociado internacionalmente. Na última safra, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos comercializados para empresas da Europa e da América do Sul.

Prêmio financeiro amplia acesso a mercados

Segundo a coordenação da entidade, o principal diferencial está na conexão com compradores que valorizam cadeias sustentáveis e remuneram melhor o produtor.

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A bonificação é definida pelo próprio mercado internacional, que reconhece práticas produtivas alinhadas a padrões ESG, fortalecendo a competitividade da soja brasileira.

Recursos são revertidos em melhorias nas propriedades

Parte significativa dos valores obtidos com a certificação tem sido reinvestida nas fazendas, especialmente em ações voltadas ao bem-estar dos trabalhadores rurais.

Entre os investimentos estão:

  • Melhoria em alojamentos e estruturas de convivência
  • Modernização de cantinas
  • Aquisição de uniformes e equipamentos
  • Condições mais seguras e adequadas de trabalho

Além disso, a certificação contribui para aprimorar a gestão das propriedades, promovendo maior organização e controle das atividades.

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes

O avanço da soja sustentável é refletido no crescimento das propriedades certificadas. Em dez anos, o número de fazendas vinculadas ao CAT Sorriso com selo RTRS saltou de 9 para 53.

Esse crescimento é sustentado por suporte técnico contínuo, que inclui:

  • Consultoria especializada
  • Organização documental
  • Monitoramento de práticas agrícolas
  • Apoio na comercialização dos créditos

O acompanhamento é permanente, com registros detalhados das operações realizadas nas propriedades ao longo da safra.

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Agricultura regenerativa ganha espaço no campo

As fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, com foco na sustentabilidade e na eficiência produtiva. Entre as principais técnicas estão:

  • Plantio direto
  • Rotação de culturas
  • Sistemas agroflorestais
  • Uso racional de insumos
  • Essas práticas contribuem para:
  • Melhoria da saúde do solo
  • Maior retenção de água
  • Redução da erosão
  • Sequestro de carbono
Sustentabilidade se consolida como estratégia de crescimento

O avanço da certificação RTRS reforça o papel de Mato Grosso como referência global na produção de soja sustentável. A expectativa do setor é ampliar o número de produtores participantes, consolidando um modelo produtivo que alia rentabilidade, responsabilidade ambiental e acesso a mercados premium.

Com isso, a agricultura brasileira avança na direção de sistemas mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências do consumidor global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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