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Agosto Dourado em Cuiabá aborda saúde bucal na primeira infância

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Como parte das ações da campanha Agosto Dourado, mês dedicado à promoção do aleitamento materno, a Secretaria Adjunta de Saúde Bucal de Cuiabá promoveu, na última quinta-feira (07), uma capacitação online com profissionais da rede municipal. O evento foi realizado em parceria com a Saúde Digital e marcou o início de uma série de ações voltadas à conscientização sobre a importância dos cuidados odontológicos desde a gestação até os primeiros anos de vida da criança.

A capacitação está disponível para acesso público no canal da Saúde Digital no YouTube, e pode ser assistida pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=PmqEYG3EE1U

A secretária adjunta de Saúde Bucal, Cristhiane Leite, explica que as ações vão além da valorização do aleitamento materno pelo viés nutricional, imunológico e emocional. A proposta é ampliar o debate e destacar como a amamentação também contribui para o desenvolvimento orofacial da criança e para a saúde bucal como um todo.

“Nosso objetivo é resgatar com o Agosto Dourado não só a importância da amamentação do ponto de vista imunológico, do vínculo com a criança, nutricional, mas também destacar o impacto para a imunidade das mucosas e para o desenvolvimento orofacial. Queremos resgatar no município de Cuiabá a importância da saúde bucal desde a concepção, ou seja, desde a gestação”, afirmou Cristhiane.

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A gestora destacou ainda a importância da capacitação como ferramenta essencial para mobilizar e qualificar os profissionais da rede municipal de saúde.

“A capacitação foi maravilhosa. Nosso objetivo neste mês é resgatar esse assunto, trazer evidência, e qualificar toda a atenção básica e a atenção especializada para que possamos fazer vários movimentos”, completou.

Entre as ações programadas para o Agosto Dourado estão:

• Ações aos sábados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com foco na captação de gestantes e realização da primeira consulta odontológica de bebês;
• Atividades temáticas às segundas-feiras nas clínicas e Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), com participação das odontopediatras da rede, que abordarão a saúde bucal materno-infantil nas salas de espera.

Cristhiane ressalta que estudos apontam a relação entre doenças periodontais em gestantes e o aumento de casos de partos prematuros, o que reforça a importância de incluir o acompanhamento odontológico durante a gravidez.

“Só começando desde essas fases iniciais é que vamos conseguir mudar a história da condição de saúde bucal da nossa cidade”, concluiu.

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As ações seguem durante todo o mês de agosto, reforçando o compromisso da gestão municipal com a promoção da saúde integral, desde os primeiros momentos da vida.

#PraCegoVer

Na imagem, aparece uma mulher vestida de forma elegante, com roupas em tons claros. Ela está sentada à sua mesa de trabalho, onde também é possível ver o seu computador.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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