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Haddad confirma diálogo com secretário dos EUA e entrega plano de contingência a Lula

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta segunda-feira (5) que terá uma conversa virtual com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, na próxima quarta-feira. O encontro tratará da tarifa de 50% imposta pelos EUA a uma série de produtos brasileiros, que entra em vigor hoje.

“Recebemos uma resposta, enfim, e temos hora e local para a conversa”, afirmou Haddad, destacando que o diálogo poderá se desdobrar em reuniões presenciais futuras.

Brasil pede tratamento igualitário nas relações comerciais

Haddad defendeu a normalização das relações comerciais entre os dois países e criticou as tarifas aplicadas. Segundo ele, mesmo uma taxa de 10% já seria inadequada, considerando a relação deficitária da América do Sul com os Estados Unidos.

“Somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado de forma diferenciada”, reforçou o ministro.

Plano de contingência será enviado hoje a Lula

O ministro também informou que o plano de contingência do governo, voltado especialmente aos produtores brasileiros afetados pelas tarifas, será finalizado e encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda hoje.

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De acordo com Haddad, o texto está praticamente concluído, restando apenas ajustes finais. Ele explicou que caberá ao presidente definir o momento mais adequado para o anúncio das medidas.

“O plano será detalhado e atenderá ao pequeno produtor que não tem alternativas de mercado aos Estados Unidos”, declarou. Entre as ações previstas, estão compras públicas de produtos, e a expectativa é de que o pacote seja apresentado por meio de uma Medida Provisória.

Extrema-direita é criticada por atrapalhar negociações

Haddad voltou a criticar o papel da extrema-direita brasileira nas negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, uma entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro, em que o deputado afirma que pretende dificultar um possível acordo, comprova a tentativa de interferência.

“A família Bolsonaro segue atrapalhando as negociações. Essa mistura entre política e economia está atrapalhando. Temos que separar a questão política. Isso não faz parte do Executivo”, disse o ministro, ressaltando que o presidente Lula está comprometido com a defesa da soberania nacional e da legalidade.

Apelo por união nacional

O ministro fez um apelo à união de diferentes setores da sociedade para enfrentar o impacto das medidas impostas pelos EUA. Ele pediu que governadores que têm influência sobre setores da extrema-direita ajam para cessar as obstruções.

“Governadores não podem fingir que nada está acontecendo. Precisam pegar o telefone e pedir para a oposição parar de atrapalhar o país”, declarou.

Haddad também solicitou o engajamento do setor empresarial, defendendo uma articulação conjunta entre governo, empresários e líderes políticos.

“O governo vai fazer a parte dele, mas precisamos de uma ação coordenada”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol hidratado cai em São Paulo e se aproxima do custo de produção, aponta Cepea

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O preço médio do etanol hidratado nas usinas do estado de São Paulo voltou a registrar queda na última semana, ainda que em ritmo menos intenso do que o observado em abril e maio. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações já se aproximam dos custos de produção das unidades industriais, o que reduz a pressão vendedora no mercado spot.

O movimento confirma um cenário de enfraquecimento gradual dos preços do biocombustível, em meio ao aumento da oferta e à maior competitividade entre etanol e açúcar no mix produtivo das usinas.

Etanol hidratado atinge menor nível desde março de 2024

De acordo com o Cepea, o etanol hidratado registrou recuo de 0,67% na comparação semanal, sendo negociado a R$ 2,2166 por litro. Trata-se da segunda queda consecutiva e do menor patamar nominal desde março de 2024.

Desde o início de março, o combustível acumula desvalorização próxima de 25% na média das usinas paulistas, refletindo um ambiente de maior oferta no mercado interno.

A retração é explicada principalmente pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul e pela maior destinação da matéria-prima para a produção de etanol, em um cenário em que o açúcar também apresenta preços limitados de valorização.

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Maior oferta e etanol de milho ampliam pressão sobre preços

Além da maior disponibilidade de cana-de-açúcar, o mercado também é impactado pelo crescimento da produção de etanol de milho, que reforça a oferta total do biocombustível no país.

Segundo o Cepea, a combinação desses fatores sinaliza para um cenário de produção recorde em 2026, o que tende a manter o ambiente de preços pressionados no médio prazo.

Dados do setor apontam que, no Centro-Sul, a moagem de cana cresceu cerca de 34% no início da safra entre abril e meados de maio, enquanto a produção de etanol avançou 46,7% no mesmo período.

Usinas operam próximas do ponto de equilíbrio

Com a forte queda das cotações, agentes do mercado relatam que os preços atuais já se aproximam dos custos de produção das usinas, especialmente em unidades com menor eficiência industrial.

Diante desse cenário, parte dos vendedores optou por reduzir a participação no mercado spot, adotando postura mais cautelosa e aguardando sinais de recuperação das cotações.

A estratégia reflete a tentativa de evitar vendas em níveis considerados pouco remuneradores, em um ambiente de margens mais apertadas para o setor sucroenergético.

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Etanol anidro também registra retração

O etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, também acompanhou o movimento de baixa.

O indicador do Cepea registrou média de R$ 2,5108 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), com recuo de 2,11% na comparação semanal.

A queda reforça a tendência de enfraquecimento geral do mercado de combustíveis derivados da cana-de-açúcar, ainda que em ritmos distintos entre os diferentes tipos de etanol.

Perspectiva do mercado segue atrelada à oferta de cana

O comportamento dos preços nas próximas semanas deve continuar fortemente influenciado pelo ritmo da moagem de cana no Centro-Sul, pela competitividade com o açúcar e pelo avanço da produção de etanol de milho.

Com oferta elevada e demanda relativamente estável, analistas avaliam que o mercado tende a permanecer sensível a ajustes de curto prazo, com oscilações limitadas enquanto não houver mudança significativa no equilíbrio entre produção e consumo.

O cenário reforça a necessidade de gestão mais cautelosa por parte das usinas, que enfrentam um período de margens comprimidas e maior competição entre produtos dentro da própria cadeia sucroenergética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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