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Mercado do açúcar registra estabilidade no Brasil e queda nas bolsas internacionais; etanol sobe em São Paulo

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Preços do açúcar cristal encerram julho praticamente estáveis no Brasil

Levantamento do Cepea mostra que os preços do açúcar cristal no mercado spot paulista permaneceram praticamente estáveis entre os dias 28 de julho e 1º de agosto. O Indicador CEPEA/ESALQ (Icumsa 130 a 180) ficou em R$ 120,39 por saca de 50 kg, apresentando uma leve valorização de 0,07% frente à semana anterior.

Apesar da estabilidade no fechamento do mês, a média mensal caiu. Em julho, o indicador fechou com média de R$ 118,49/sc, o que representa uma queda de 6,29% em relação ao mês de junho. Segundo analistas do Cepea, os preços domésticos vêm se recuperando desde a segunda quinzena do mês, após tocarem as mínimas nominais dos últimos três anos no início de julho.

Mesmo com uma demanda interna enfraquecida, as usinas mantêm suas pedidas firmes, o que ajuda a sustentar os valores. No entanto, a liquidez recuou levemente na última semana de julho.

Queda internacional: açúcar recua mais de 1% em Nova Iorque e Londres

O mercado internacional do açúcar encerrou a terça-feira com queda superior a 1% nos principais contratos futuros, devolvendo os ganhos observados na sessão anterior. Em Londres, o contrato com vencimento em outubro de 2025 caiu 1,37%, sendo cotado a US$ 462,40 por tonelada. Já em Nova Iorque, o açúcar bruto para o mesmo vencimento recuou 1,35%, sendo negociado a 16,03 cents de dólar por libra-peso. O contrato para março de 2026 também caiu, fechando a 16,67 cents/lb, uma baixa de 1,24%.

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Segundo o analista Maurício Muruci, da Safras & Mercado, nem mesmo o movimento recente de compras pelo Paquistão foi suficiente para conter o pessimismo no mercado. Embora o país seja produtor e esteja ativo no mercado para abastecer o consumo interno, sua atuação limitada nas bolsas internacionais reduz seu impacto sobre os preços globais.

O mercado volta a testar o suporte técnico de 16 cents/lb, pressionado pelas expectativas de uma safra robusta na Índia e na Tailândia, além do avanço da colheita no Brasil.

Colheita brasileira avança, mas produção preocupa

Apesar do progresso na colheita, a produção brasileira ainda gera incertezas. Dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) indicam que a moagem acumulada até 16 de julho foi de 256,14 milhões de toneladas — uma queda de 9,61% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior, que registrou 283,36 milhões de toneladas.

De acordo com Muruci, grande parte da produção das usinas brasileiras já foi comercializada desde o ano passado, com contratos firmados até janeiro a preços superiores a 18 cents/lb. A preocupação agora recai sobre a safra do próximo ano, que ainda enfrenta um processo de recuperação após os danos causados em 2024. “Nossos modelos climáticos indicam chuvas abaixo da média no início de 2026, o que é preocupante para a recuperação das lavouras”, alerta o analista.

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Etanol registra alta em São Paulo com mix mais açucareiro

No mercado de combustíveis, os preços dos etanóis anidro e hidratado apresentaram alta na última semana em São Paulo, influenciados pela menor produção e pelo direcionamento da produção para o açúcar.

Segundo o Cepea, o etanol hidratado foi comercializado a R$ 2,6239/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), o que representa uma alta de 3,11%. Já o etanol anidro atingiu R$ 2,9996/litro (líquido de impostos), com valorização de 2,84%.

A menor oferta contribuiu para a firmeza nos preços por parte dos vendedores, enquanto os compradores mantiveram cautela, adquirindo volumes limitados diante da expectativa de novas quedas nas cotações.

O setor sucroenergético vive um momento de contrastes: enquanto o mercado doméstico do açúcar mostra sinais de recuperação e estabilidade após quedas expressivas, o mercado internacional enfrenta pressão por excesso de oferta. No segmento de etanol, os preços continuam em alta, impulsionados pela menor produção diante de um mix mais voltado ao açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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