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Dólar sobe com tensão entre Brasil e EUA e mercado atento à ata do Copom e efeitos do tarifaço

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Dólar volta a subir em meio à tensão diplomática e expectativa sobre o tarifaço

O dólar abriu em alta nesta terça-feira (5), cotado a R$ 5,5280 por volta das 9h, com valorização de 0,39%. A alta ocorre após duas sessões consecutivas de queda, período em que a moeda americana acumulou desvalorização de 1,7% frente ao real. Às 9h42, o dólar à vista já subia 0,24%, a R$ 5,5203, enquanto o contrato futuro avançava 0,12%, a R$ 5,561.

Segundo analistas, o movimento é reflexo de uma correção técnica após a forte queda anterior, influenciada pela desaceleração do mercado de trabalho nos Estados Unidos e o aumento das apostas em um corte de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.

Tensões entre Brasil e EUA pressionam mercado cambial

A aproximação do início da vigência das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, marcadas para começar nesta quarta-feira (6), aumenta a cautela dos investidores. A ordem executiva do presidente Donald Trump determinou uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, o que reacendeu preocupações sobre o impacto na economia nacional.

A situação se agravou com a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por descumprimento de medidas cautelares. Trump, que já havia defendido Bolsonaro em outras ocasiões, relacionou anteriormente a imposição das tarifas à forma como o ex-presidente vinha sendo julgado no Brasil, o que gera incertezas adicionais sobre eventuais reações da Casa Branca.

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Copom mantém juros e reforça cenário de cautela

Outro fator importante para o mercado nesta terça-feira foi a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. No documento, o Banco Central destacou os “impactos setoriais relevantes e incertos” das tarifas americanas, defendendo uma postura de cautela diante do cenário internacional.

“A avaliação predominante no Comitê é que há maior incerteza no cenário externo e, consequentemente, o Copom deve preservar uma postura de cautela”, pontuou o texto.

O Banco Central também alertou para os possíveis reflexos da política tarifária dos EUA sobre a inflação no Brasil e reafirmou seu foco em monitorar os canais de transmissão dos efeitos externos na economia nacional.

Setores brasileiros temem prejuízos e buscam apoio

De acordo com a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), cerca de 10 mil empresas brasileiras que exportam para os EUA poderão ser impactadas pelas novas tarifas, com risco para 3,2 milhões de empregos no país. Os setores afetados já calculam os prejuízos e pressionam o governo federal por medidas que mitiguem os efeitos da medida americana.

Na tentativa de resposta, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou que o Brasil entre com uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar o tarifaço. “Está aprovado pelo Conselho de Ministros da Camex. Agora, o presidente Lula vai decidir como e quando fazer a consulta”, declarou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

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Investidores atentos à agenda econômica

Além do impasse com os EUA, o mercado monitora a divulgação de novos indicadores de atividade econômica no Brasil e nos Estados Unidos. Embora a agenda internacional esteja mais leve, a movimentação do câmbio deve continuar reagindo às negociações comerciais e aos desdobramentos da situação política e diplomática entre os dois países.

“A reação da Casa Branca nas próximas horas será crucial para determinar o rumo do real no restante da semana”, avaliou João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

Desempenho do mercado até o momento
  • Dólar
    • Semana: -0,69%
    • Mês: -1,69%
    • Ano: -10,90%
  • Ibovespa
    • Semana: +0,40%
    • Mês: -0,08%
    • Ano: +10,55%

O cenário de instabilidade política interna, somado ao aumento da tensão diplomática com os Estados Unidos, mantém os mercados em alerta. As decisões da Casa Branca e as respostas do governo brasileiro, incluindo a possível contestação na OMC, serão determinantes para os próximos movimentos do dólar e da bolsa. Enquanto isso, o Banco Central reforça a necessidade de cautela diante de um ambiente internacional mais adverso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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