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Bactéria da Caatinga dá origem ao Hydratus, bioinsumo que aumenta produtividade e protege lavouras da seca

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Uma bactéria encontrada em solos áridos do Ceará é a base de uma nova tecnologia que promete impulsionar a produtividade de lavouras brasileiras, mesmo sob condições de seca severa. Trata-se do Hydratus, bioinsumo desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo (MG) em parceria com a empresa Bioma, e já registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para uso na cultura da soja. O produto também vem sendo testado em outras culturas agrícolas.

Resultados comprovados em campo

O Hydratus é formulado com a bactéria Bacillus subtilis e foi criado para proteger plantas sob escassez hídrica e ainda estimular seu crescimento. Em testes realizados em áreas comerciais, o bioproduto demonstrou aumento médio de 7,7 sacas por hectare no milho e 4,8 sacas por hectare na soja.

A eficácia da tecnologia também foi observada em lavouras irrigadas, mostrando que o Hydratus vai além do combate à seca e atua como promotor de crescimento vegetal.

Inovação na formulação

O diferencial do produto está na alta concentração de células de Bacillus subtilis e em uma formulação inovadora, com agentes protetores que favorecem a sobrevivência da bactéria no solo e aumentam sua estabilidade durante o armazenamento.

Lançamento oficial na Andav 2025

O lançamento do Hydratus ocorrerá no dia 5 de agosto, durante o Congresso da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP). O evento, de 5 a 7 de agosto, reunirá profissionais e especialistas do agronegócio de todo o país.

Pesquisa teve início em 2017 e aposta na biodiversidade do semiárido

A pesquisa começou em 2017, com o objetivo de encontrar microrganismos capazes de ajudar as plantas a suportarem períodos de déficit hídrico. Foram coletadas amostras de solo em regiões áridas do Ceará. Das 414 estirpes isoladas, 28 mostraram capacidade de sobrevivência em ambientes com pouca água. A estirpe 1A11 de Bacillus subtilis destacou-se por sua produção de exopolissacarídeos (EPS) — substâncias que formam uma camada protetora ao redor das células, reduzindo a perda de água.

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Avanços científicos por trás do produto

Além da seleção e caracterização da bactéria, os pesquisadores da Embrapa realizaram uma série de estudos:

  • Associação com raízes: A bactéria demonstrou ser eficaz quando inoculada em sementes de milho, resultando em raízes maiores, maior fotossíntese e acúmulo de biomassa, mesmo sob estresse hídrico.
  • Sequenciamento genético: Confirmou a identificação da bactéria e revelou genes relacionados à promoção de crescimento vegetal, tolerância ao estresse oxidativo e osmótico, e produção de compostos voláteis benéficos.

Em 2021, a cepa foi transferida à Bioma, que desenvolveu a formulação comercial e conduziu testes em 30 áreas de cultivo, validando a eficiência da tecnologia.

Resposta às mudanças climáticas

O lançamento do Hydratus ocorre em um contexto de mudanças climáticas, com aumento da frequência e intensidade de secas, além de alterações no regime de chuvas em diferentes regiões do Brasil.

“A seca interfere na absorção de nutrientes e causa danos celulares nas plantas. O Hydratus ajuda a manter o desenvolvimento das culturas mesmo nessas condições extremas”, explica Eliane Aparecida Gomes, pesquisadora da Embrapa e coordenadora do projeto.

Segundo Artur Soares, diretor de pesquisa da Bioma, o Hydratus melhora a eficiência do uso da água, o que contribui para sustentabilidade agrícola e resiliência climática.

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Brasil se destaca na produção de bioinsumos

O Brasil é um dos líderes globais em desenvolvimento de bioinsumos agrícolas, com apoio de programas como o Programa Nacional de Bioinsumos, instituído em 2020. A Embrapa atua ativamente nesse cenário, desenvolvendo tecnologias sustentáveis que serão levadas para discussão internacional durante a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, marcada para novembro de 2025 em Belém (PA).

Equipe por trás da inovação

O desenvolvimento do Hydratus envolveu pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Agricultura Digital e da empresa Bioma. Entre os nomes estão:

  • Eliane Aparecida Gomes (coordenadora do projeto)
  • Sylvia Morais de Sousa Tinoco (avaliação da interação planta-bactéria)
  • Ubiraci Gomes de Paula Lana (sequenciamento genético)
  • Artur Soares (diretor de pesquisa da Bioma)
  • Geraldo Cançado (Embrapa Agricultura Digital)
Outras iniciativas com microrganismos da Caatinga

O Hydratus não é o primeiro bioinsumo da Caatinga voltado à tolerância à seca. Em 2021, a Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveu o Auras, produto formulado com a bactéria Bacillus aryabhattai, isolada do mandacaru, cacto símbolo do bioma. O Auras foi o primeiro bioinsumo com essa finalidade registrado no Brasil.

Com soluções como o Hydratus, o Brasil avança em direção a uma agricultura mais sustentável, resiliente e conectada com os desafios impostos pelas mudanças climáticas, aproveitando a biodiversidade nacional como aliada no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

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“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

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A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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