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Paraná revisa para cima previsão da 2ª safra de milho e estima colheita recorde de 17 milhões de toneladas

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Colheita recorde de milho no Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná elevou nesta quinta-feira (31) a estimativa da segunda safra de milho 2024/25 para um recorde de 17 milhões de toneladas. A colheita já atingiu cerca de dois terços da área plantada, e mesmo com a ocorrência de geadas em algumas regiões, os números superaram as projeções anteriores.

O volume estimado representa um crescimento de 500 mil toneladas em relação à previsão anterior e de 31% frente à safra de inverno do ano passado.

Produtividade surpreende

De acordo com o Deral, o destaque da temporada foi a produtividade. Mesmo com intempéries, como estiagem, geadas, ondas de calor e pragas (como percevejos e cigarrinhas), as boas condições climáticas na maior parte do estado permitiram uma média superior a 6 toneladas por hectare.

Além disso, a área plantada cresceu 9% em relação ao ciclo anterior, totalizando 2,77 milhões de hectares.

“Apesar dos impactos climáticos, as áreas em boas condições apresentaram produtividade acima do esperado, compensando as perdas em regiões mais afetadas”, afirmou Edmar Gervásio, analista do Deral.

Maior safra da história no Estado

A nova estimativa ultrapassa a previsão inicial de 16,8 milhões de toneladas e, segundo o Deral, já é possível afirmar que esta será a maior safra de milho da história do Paraná, tanto em volume quanto em área cultivada.

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Mesmo com o alerta para possíveis quedas de produtividade nas lavouras do norte do estado, os resultados até o momento são considerados extremamente positivos.

O Paraná é o segundo maior produtor de milho do país, atrás apenas do Mato Grosso. A boa performance estadual contribui para o volume nacional estimado em 131,97 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Geadas reduzem expectativa para a safra de trigo

Por outro lado, o trigo paranaense, também destaque nacional e segundo maior em produção no Brasil, foi afetado pelas geadas recentes, especialmente no norte do estado. A nova projeção de produção foi reduzida para 2,6 milhões de toneladas, uma queda de 70 mil toneladas em relação à estimativa anterior.

Segundo o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral, o frio intenso comprometeu o potencial produtivo das lavouras atingidas.

“Ainda é cedo para medir com precisão os danos. Teremos uma noção mais clara a partir da colheita, prevista para meados de agosto”, afirmou Godinho.

Redução da área plantada

A safra de trigo 2025 já vinha enfrentando dificuldades desde o início. Produtores reduziram a área plantada em 27%, totalizando 832,8 mil hectares, após perdas expressivas em safras anteriores causadas por eventos climáticos.

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Apesar da redução de área, se a projeção atual se confirmar, a produção ainda será 13% maior do que a de 2024, quando o clima prejudicou o desempenho de uma safra que chegou a ocupar mais de 1,13 milhão de hectares no Estado.

Mesmo assim, o número atual da safra ainda é 3% inferior à expectativa anterior, com a região norte sendo a mais afetada pelas geadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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