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Colheita do algodão avança lentamente em Mato Grosso devido ao frio e ao clima irregular

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Ritmo de colheita segue abaixo do esperado

A colheita do algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso continua em ritmo lento. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até a última sexta-feira (25/07), apenas 9,75% da área prevista para o cultivo havia sido colhida no estado. O avanço semanal foi de 4,33 pontos percentuais, mas o desempenho ainda está aquém do esperado.

Atraso em relação a safras anteriores

De acordo com o Imea, o atual ritmo da colheita está 13,98 pontos percentuais abaixo da safra 2023/24 e 14,59 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. As principais causas desse atraso são as condições climáticas desfavoráveis, que prolongaram o ciclo da cultura e dificultaram a abertura dos capulhos em várias lavouras, especialmente devido às temperaturas mais baixas registradas no estado.

Diferenças regionais no avanço da colheita

O boletim do Imea também aponta variações significativas entre as regiões produtoras:

  • Nordeste de Mato Grosso: lidera com 32,71% da área colhida
  • Sudeste: segue com 12,21%
  • Oeste: tem o pior desempenho, com apenas 4,99% da área colhida
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Essas diferenças regionais evidenciam a irregularidade da safra e aumentam a preocupação com o cumprimento dos prazos de entrega e a qualidade da pluma colhida.

Expectativa de melhora nas próximas semanas

Apesar do atraso, o Imea projeta uma possível aceleração da colheita nas próximas semanas, especialmente nas áreas de segunda safra, que representam 80,48% da área total cultivada no estado. A retomada do ritmo é vista como essencial para que os produtores possam cumprir contratos e evitar prejuízos logísticos e financeiros.

Condições climáticas serão decisivas

Agora, todas as atenções se voltam para o comportamento do clima nas próximas semanas, que será determinante para o andamento da colheita. O setor segue monitorando as previsões com expectativa de que o tempo firme favoreça o progresso dos trabalhos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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