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Crime organizado é tema de debate promovido pelo Ministério Público

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A importância de ações conjuntas entre instituições foi destaque da entrevista desta sexta-feira (25) do projeto Diálogos com a Sociedade, que teve como tema: ‘Combate ao Crime Organizado’. Em Sinop, a iniciativa reuniu representantes das forças de segurança pública e do próprio Ministério Público de Mato Grosso para discutir os desafios, avanços e estratégias no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado.Participaram da entrevista a promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, o comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Edylson Figueiredo Pintel, e o delegado de Polícia Civil José Getúlio Daniel.A promotora Carina Dalmolin ressaltou que “o trabalho conjunto das forças de segurança pública é essencial, sobretudo diante da complexidade desses casos, da estrutura dessas organizações criminosas”. Ela também explicou o papel do Ministério Público como titular da ação penal pública e destacou a criação de unidades do Gaeco no interior do estado, incluindo Sinop, como resposta à necessidade de atuação mais célere e eficaz.O tenente-coronel Edylson Pintel chamou atenção para o impacto do crime organizado em todas as esferas da sociedade, inclusive no setor produtivo. “É um mal que tem penetrado sem qualquer limite. Temos que dialogar e buscar soluções”, afirmou. Ele também destacou os investimentos do Governo do Estado, como o programa Vigia Mais, que disponibiliza câmeras de segurança para auxiliar no combate ao crime.Já o delegado José Getúlio Daniel enfatizou a diversidade e complexidade do cenário mato-grossense. “Temos diversas organizações criminosas atuando aqui, desde fraudes em licitações no Araguaia até grandes facções envolvidas no tráfico de drogas”, explicou. Ele também lembrou que a legislação brasileira já prevê, desde 2013, o crime de integrar ou financiar organizações criminosas.A promotora de Justiça pontuou ainda que na região norte do Estado o principal tipo de crime relacionado às organizações criminosas é o tráfico de drogas. Ela lembrou que neste ano, por exemplo, o Gaeco Sinop já realizou diversas operações como a ‘Lagoa Limpa’ que resultou na prisão de um ex-vereador da cidade de Santa Carmem; e a ‘Destino Final’ que combateu o tráfico de entorpecentes através de veículos de aplicativos. “A partir dessa operação (Destino Final) foram apreendidas cinco granadas, munições que poderiam ser utilizadas em outros crimes. Essa ação foi em conjunto com a Força de Combate ao Crime Organizado (FICCO-MT)”.Diálogos com a Sociedade – Iniciativa do MPMT, o projeto Diálogos com a Sociedade visa aproximar a instituição da população, promovendo discussões sobre temas relevantes e incentivando a participação cidadã. Em 2025, o projeto expandiu sua atuação para o interior do estado, com edições previstas também em Rondonópolis e Várzea Grande. A transmissão é realizada em parceria com o SBT Sinop.O projeto Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de diversas instituições e empresas, como Aprosoja, Energisa, Águas Cuiabá, Oncomed, Ampa, Unimed MT, Imad, Nova Rota do Oeste, Bom Futuro, Amaggi, Águas de Sinop e Aliança do Setor Produtivo. A entrevista completa está disponível no canal oficial do MPMT no YouTube.Canais de denúncia – Para denunciar qualquer forma de crime ou violação de direitos, a população pode acionar a Ouvidoria do MPMT pelo telefone 127 ou pelo site promotoriavirtual.mpmt.mp.br/portal. O sigilo do denunciante é garantido. Também é possível procurar a Promotoria de Justiça mais próxima ou ligar para o Disque Direitos Humanos (Disque 100).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça aceita denúncia e manda prender acusada por morte de advogado

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A Justiça de Mato Grosso acatou a denúncia contra nove pessoas investigadas pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá, e determinou a prisão de uma das acusadas.
A decisão foi assinada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal da Capital. Com isso, os investigados passam a responder formalmente pelos crimes, que incluem homicídio qualificado e participação em organização criminosa.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o assassinato teria sido cometido por um grupo organizado, com divisão de tarefas, voltado a execuções sob encomenda.
Entre os denunciados estão Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do crime. Também são acusados outros envolvidos na intermediação, execução e apoio logístico.
Na mesma decisão, a juíza determinou a prisão preventiva de Elenice Ballarotti Laurindo. Segundo o entendimento da magistrada, há indícios de que ela participou da contratação e do pagamento pela execução, além de risco de interferência no andamento do processo.
Já os pedidos de prisão de Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater foram negados. Eles continuarão cumprindo medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, restrição de contato e limitação de deslocamento.
A Justiça também determinou a citação de todos os denunciados para que apresentem defesa e autorizou o levantamento do sigilo do processo.
A denúncia é assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Elide Manzini de Campos, Vinicius Gahyva Martins e Rodrigo Ribeiro Domingues.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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