AGRONEGÓCIO
Mesmo com leve alta nos preços, algodão enfrenta custos históricos
Publicado em
27 de julho de 2025por
Da Redação
Apesar de uma leve valorização nos preços do algodão no mercado brasileiro nesta semana, o cenário para a cotonicultura ainda é marcado por instabilidade econômica. A combinação entre custos de produção elevados, recuo nas exportações e sinais de saturação da demanda global levanta dúvidas sobre a rentabilidade da próxima safra e pressiona o planejamento dos produtores.
Segundo especialistas, a recente alta de 0,25% nas cotações em São Paulo — com a pluma negociada a R$ 4,07 por libra-peso — está mais ligada a movimentações pontuais da indústria têxtil do que a uma tendência sustentada de valorização. Em outras regiões, como Rondonópolis (MT), o avanço foi semelhante, mas insuficiente para alterar o quadro de margens apertadas e custo elevado por hectare.
No Mato Grosso, principal polo produtor do país, o custo para o cultivo de algodão na safra 2025/26 permanece acima de R$ 10,6 mil por hectare — segundo maior da série histórica. Ainda que tenha ocorrido uma queda tímida de 0,17% nos gastos em junho, puxada pela redução nos preços de micronutrientes e corretivos do solo, os valores seguem altos o suficiente para exigir atenção redobrada à chamada relação de troca.
A comparação entre preços da pluma e fertilizantes revela um alívio pontual. Para adquirir uma tonelada de fertilizante do tipo KCL, por exemplo, o produtor precisaria de 17,25 arrobas de algodão — número ainda elevado, mas 21% menor do que a média dos últimos anos. No caso do SAM, a relação é de 13,96 arrobas por tonelada, também abaixo do padrão histórico.
Esse pequeno fôlego no custo dos insumos pode abrir espaço para negociações mais favoráveis na próxima safra, mas não resolve o problema estrutural de compressão nas margens, agravado pela estagnação dos preços internacionais e pelas incertezas no câmbio e no comércio global.
Enquanto os custos preocupam no campo, os números da balança comercial acendem um sinal de alerta. Nas primeiras três semanas úteis de julho, as exportações brasileiras de algodão somaram 81,99 mil toneladas — com uma média diária de 5.856 toneladas. Trata-se de uma retração de quase 20% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita cambial caiu ainda mais: quase 30% abaixo do desempenho anterior.
Apesar da manutenção da projeção anual de 2,9 milhões de toneladas exportadas, analistas alertam para uma desaceleração do apetite externo, reflexo da demanda mais fraca em países asiáticos e da oferta elevada em mercados concorrentes, como os Estados Unidos e a Austrália.
A perspectiva para a safra 2025/26 é de manutenção da área cultivada, em torno de 2,12 milhões de hectares. No entanto, a produção total pode recuar levemente, ficando em torno de 3,86 milhões de toneladas. A explicação está na pressão de preços globais mais baixos, que têm levado produtores a reconsiderar o plantio de culturas de maior risco.
De acordo com especialistas, enquanto pequenos e médios produtores tendem a migrar parte de suas áreas para lavouras com melhor retorno esperado, grandes grupos agrícolas ainda indicam intenção de manter ou até expandir as áreas destinadas ao algodão. Esse equilíbrio pode sustentar a estabilidade, ao menos em termos de volume.
A safra 2024/25 teve a produção revisada para 3,89 milhões de toneladas, graças a ajustes na área plantada na Bahia — mesmo diante de um clima adverso e de produtividade abaixo da média histórica. No Mato Grosso, porém, o rendimento por hectare caiu ligeiramente para 1,86 tonelada, com relatos de preocupação quanto à densidade da pluma colhida.
No mercado interno, o consumo da pluma foi revisto para 680 mil toneladas em 2024/25 e pode atingir 720 mil toneladas no ciclo seguinte, segundo estimativas de analistas. Ainda assim, esse volume representa apenas uma fração da produção nacional, o que torna o desempenho das exportações ainda mais decisivo para o equilíbrio do setor.
O algodão brasileiro vive um momento de transição, em que a leve recuperação dos preços domésticos ainda não é suficiente para compensar os desafios estruturais do setor. A perda de ritmo nas exportações, o custo elevado de produção e a concorrência global intensa colocam os produtores diante de um cenário que exige planejamento rigoroso, boa gestão financeira e cautela na tomada de decisão para a próxima safra.
Com estabilidade na área plantada e perspectivas de consumo interno em leve alta, o desempenho do algodão nos próximos meses dependerá sobretudo de fatores macroeconômicos — como o câmbio, a demanda asiática e o comportamento dos preços internacionais. Até lá, o setor caminha entre a resiliência e a incerteza.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Rússia reconhece Brasil livre de febre aftosa sem vacinação e fortalece exportações do agronegócio
Published
28 minutos agoon
12 de junho de 2026By
Da Redação
O agronegócio brasileiro conquistou mais um importante avanço no mercado internacional. A Rússia reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando um novo patamar sanitário para a pecuária nacional e abrindo caminho para a ampliação das exportações de produtos de origem animal.
A decisão foi formalizada em 10 de junho de 2026 e reforça a credibilidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária perante os principais parceiros comerciais do país. O reconhecimento ocorre após a certificação concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025 e segue movimento semelhante anunciado recentemente pela China.
Reconhecimento fortalece exportações de carnes
O novo status sanitário representa um importante diferencial competitivo para o Brasil no comércio internacional, especialmente para as cadeias produtivas de carne bovina e carne suína.
Com a validação russa, o país amplia as condições para avançar em processos de habilitação de plantas frigoríficas, certificações sanitárias e abertura de novos mercados, além de oferecer maior previsibilidade aos exportadores brasileiros.
A medida também fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, atendendo às exigências sanitárias cada vez mais rigorosas dos mercados globais.
Missão do Mapa fortaleceu agenda comercial e sanitária
O reconhecimento foi resultado de uma missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizada na Rússia entre os dias 1º e 10 de junho.
A comitiva brasileira foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e contou com a participação de representantes da diplomacia agrícola brasileira em Moscou.
Durante a agenda, foram realizadas reuniões estratégicas em São Petersburgo, Kirovsk e Moscou, abordando temas relacionados à cooperação sanitária, comércio agropecuário, fertilizantes e ampliação das relações bilaterais.
Fórum econômico reforçou aproximação entre os países
Parte da programação ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, considerado um dos mais importantes eventos econômicos da Rússia.
O encontro reuniu autoridades governamentais, empresários e representantes de diversos setores produtivos, criando oportunidades para ampliar o diálogo comercial entre os dois países.
Além de participar de debates sobre as relações econômicas entre Brasil e Rússia, representantes do Mapa realizaram reuniões bilaterais com autoridades russas e lideranças empresariais.
Fertilizantes seguem como pauta estratégica
Outro destaque da missão foi a agenda voltada ao fornecimento de fertilizantes, um tema considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.
Em Kirovsk, a delegação visitou instalações da indústria russa PhosAgro, uma das principais produtoras mundiais de fertilizantes fosfatados. Os representantes brasileiros conheceram a estrutura de mineração e processamento de apatita, matéria-prima essencial para a fabricação desses insumos.
Empresas russas do setor destacaram a relevância do Brasil como mercado prioritário, devido à forte dependência nacional da importação de fertilizantes para sustentar a produção agrícola.
Novas oportunidades comerciais ganham força
Na etapa final da missão, em Moscou, autoridades brasileiras participaram de reuniões com o Ministério da Agricultura da Federação da Rússia e com o Rosselkhoznadzor, órgão responsável pela vigilância veterinária e fitossanitária do país.
Os encontros trataram da ampliação das exportações agropecuárias brasileiras, do fortalecimento da cooperação sanitária e da abertura de novos mercados.
Além do reconhecimento do status sanitário brasileiro, avanços recentes incluem:
- Habilitação dos primeiros estabelecimentos brasileiros de pescado para exportação à Rússia;
- Abertura do mercado russo para castanhas brasileiras;
- Ampliação das discussões sobre novos produtos agropecuários.
Comércio bilateral supera US$ 10 bilhões pelo segundo ano consecutivo
A relação comercial entre Brasil e Rússia continua em expansão. Em 2025, o intercâmbio entre os dois países ultrapassou novamente a marca de US$ 10 bilhões, consolidando a Rússia entre os parceiros estratégicos do agronegócio brasileiro.
O fluxo comercial é marcado pela complementaridade econômica.
Enquanto o Brasil exporta produtos como:
- Carne bovina;
- Carne de aves;
- Café;
- Amendoim;
- Outros produtos agroindustriais;
a Rússia fornece ao mercado brasileiro itens considerados essenciais para a produção agropecuária, como:
- Fertilizantes;
- Trigo;
- Insumos para a agricultura.
Carne bovina brasileira ganha destaque no mercado russo
Durante a passagem por Moscou, a delegação brasileira também participou do Brazilian Beef Dinner, evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
A iniciativa teve como objetivo fortalecer a imagem da carne bovina brasileira junto a importadores russos, ampliar oportunidades comerciais e reforçar o posicionamento do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de proteína animal.
Novo status sanitário amplia competitividade do agro brasileiro
O reconhecimento da Rússia representa mais um passo na consolidação da estratégia brasileira de ampliação de mercados e valorização do sistema nacional de defesa agropecuária.
Com a validação do status de país livre de febre aftosa sem vacinação por importantes parceiros comerciais, o Brasil fortalece sua competitividade internacional, amplia oportunidades para as exportações de proteína animal e reforça sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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