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Prefeito e primeira-dama lamentam falecimento de Márcia Folador, defensora dos direitos das pessoas com deficiência

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini e a primeira-dama, Samantha Iris, manifestam profundo pesar pelo falecimento da conselheira Márcia Folador, ocorrido nessa sexta-feira (25), em decorrência de um câncer contra o qual lutava há algum tempo.

Psicóloga do Centro de Referência em Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (CRIDAC), Márcia dedicou sua vida à promoção dos direitos das pessoas com deficiência, tendo atuado como conselheira tutelar e também como membro ativo do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. Sua trajetória foi marcada pela sensibilidade, firmeza de propósito e incansável militância por uma sociedade mais justa, inclusiva e acessível.

“É com profundo pesar que recebemos a notícia de sua partida. Márcia não apenas defendeu causas nobres, mas tornou-se um verdadeiro símbolo de empatia, coragem e transformação social. Seu legado permanecerá vivo na memória daqueles que tiveram a honra de conhecer sua luta e seu exemplo de vida”, lamentou.

A secretária, Hélida Vilela e o secretário adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, também externaram condolências aos amigos e familiares da profissional dedicada que deixará saudades. “Nos solidarizamos com os familiares, amigos e colegas de caminhada, desejando força e serenidade para enfrentar esta perda irreparável.”

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O velório está sendo realizado na Capela Jardins, sala Lírios, até às 16h deste sábado (26), quando o cortejo seguirá para o Cemitério Parque Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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