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Tarifas dos EUA travam exportações no Porto de Vitória e afetam rochas, café e pimenta

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Primeiros reflexos das novas tarifas

Desde o anúncio da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o Porto de Vitória já enfrenta sérios impactos. Na última quarta-feira (23), o primeiro navio com destino aos EUA cancelou sua parada no porto capixaba, deixando 1.500 contêineres retidos. Desse total, 1.200 contêm rochas ornamentais, enquanto o restante inclui café, pimenta-do-reino, gengibre, cosméticos, carne bovina e instrumentos musicais.

Prejuízo estimado chega a R$ 360 milhões

A empresa que administra o Porto de Vitória, Vports, informou que está monitorando os efeitos da nova tarifa e afirmou que o cancelamento do navio foi consequência da redução na demanda por embarques. Mesmo assim, a programação dos próximos navios segue, por ora, mantida. O volume não embarcado já representa um prejuízo estimado em US$ 60 milhões, cerca de R$ 360 milhões.

Setor de rochas ornamentais é o mais afetado

A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) já exportou, no primeiro semestre de 2024, o equivalente a US$ 426 milhões (R$ 2,3 bilhões) em rochas ornamentais do Espírito Santo para os EUA. Com a nova tarifa, muitos compradores norte-americanos solicitaram a suspensão imediata das remessas.

O presidente do Centrorochas, Tales Machado, alertou que há grande apreensão no setor. “Tudo que embarcarmos agora só chega após o dia 1º do mês seguinte, quando a tarifa pode já estar em vigor. Isso torna inviável para os importadores norte-americanos”, afirmou. Entre os contêineres parados, há um lote avaliado em US$ 40 milhões (R$ 221 milhões).

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O setor busca alternativas: uma associação nos EUA já entrou com pedido junto ao governo americano para adiar a vigência da tarifa especificamente para as rochas ornamentais. O governo do Espírito Santo também estuda oferecer linhas de crédito para ajudar empresas locais afetadas.

Empresas enfrentam riscos de paralisação

De acordo com Bruno Marques, despachante aduaneiro e diretor comercial da Speed Soluções em Comex, as consequências vão além das perdas imediatas. Algumas empresas exportadoras já cogitam adotar férias coletivas e, em casos extremos, encerrar operações voltadas ao mercado externo. O Porto de Vitória normalmente envia cerca de 4 mil contêineres por mês, número que tende a crescer durante a alta da exportação de café.

“Os setores de rochas, agroindústria com café e celulose, e também o aço, serão duramente afetados”, destacou Marques.

Cafeicultura também sofre impactos severos

O café é outro produto fortemente atingido. O Brasil é o principal fornecedor do grão para os Estados Unidos e, só em 2024, exportou cerca de 8 milhões de sacas, das quais mais de 1,6 milhão saíram do Espírito Santo.

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Segundo o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), somente nos últimos sete dias o estado deixou de embarcar 42 mil sacas — aproximadamente 2,5 mil toneladas de café cru e solúvel. Em nível nacional, mais de 210 mil sacas deixaram de ser negociadas com os EUA, o que corresponde a 12,6 mil toneladas sem destino.

O vice-presidente do CCCV, Jorge Nicchio, afirmou que a situação afeta empresas de todos os tamanhos e que o mercado norte-americano depende do café brasileiro. “Os EUA não produzem café, mas são os maiores consumidores do mundo. Nenhum outro país consegue suprir as mais de 8 milhões de sacas que embarcamos anualmente para lá”, explicou.

Apesar das possíveis reduções nos negócios com os EUA, Nicchio avalia que ainda será necessário importar parte do café brasileiro, mesmo com a taxação em vigor.

Com exportações paralisadas e um cenário de incertezas, o Espírito Santo já sente os impactos econômicos da nova política tarifária norte-americana. Enquanto associações e governos tentam negociar alternativas, empresas enfrentam riscos operacionais e prejuízos significativos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto esportivo em Cuiabá aposta no futebol para transformar vidas de crianças

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O projeto Bom de Bola, Bom de Escola realizou, no início da noite desta sexta-feira, o lançamento das atividades no miniestádio do bairro Pedregal, em Cuiabá. O encontro reuniu alunos, familiares, professores e coordenadores para apresentar o funcionamento das aulas, os critérios de participação e a equipe responsável pelo acompanhamento de cerca de 600 alunos-atletas atendidos pelo programa, distribuídos em quatro polos da capital: Pedregal, Pedra 90, CPA IV e Três Barras, nesta sexta-feira (3).

Os treinamentos no Pedregal começam na próxima segunda-feira (6). A primeira semana será destinada à entrega de uniformes, organização das turmas, conferência de horários e dos tamanhos dos materiais esportivos. Durante o período de férias escolares, a coordenação informou que não haverá cobrança de frequência dos participantes que estiverem viajando ou impossibilitados de comparecer.

A comunicação com os alunos e responsáveis será feita exclusivamente por grupos de WhatsApp, onde serão repassadas informações sobre horários, eventuais alterações nas atividades e demais orientações do projeto.

Coordenador de projetos do Instituto Dourado e do Cuiabá Esporte Clube, Roney Schultze explicou que o projeto alia a prática esportiva à formação educacional e cidadã, tendo como principal objetivo promover inclusão social por meio do futebol.

“O futebol é uma importante ferramenta para alcançarmos objetivos sociais. Ele promove inclusão, integração e desenvolvimento, além de despertar o interesse das crianças. Nosso foco principal é formar cidadãos, sem deixar de oferecer oportunidades para que talentos sejam identificados e possam seguir carreira no esporte”, afirmou.

Segundo Schultze, o Instituto Dourado atua como braço social do Cuiabá Esporte Clube, sendo responsável pela gestão dos projetos sociais desenvolvidos em parceria com o clube.

Durante a reunião com pais e alunos, o coordenador também destacou que a permanência no projeto dependerá do comprometimento dos participantes tanto nos treinamentos quanto na escola. A frequência mínima exigida é de 75%, além da apresentação do boletim escolar e do acompanhamento da assiduidade nas aulas.

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“O talento é importante, mas a disciplina também. Vamos acompanhar a frequência escolar, o rendimento dos alunos e o comprometimento dentro do projeto. Queremos formar cidadãos e atletas responsáveis”, ressaltou.

Ele informou ainda que os participantes receberão uniforme completo, bolas e squeezes fornecidos por parceiros do projeto. Os materiais permanecerão com os alunos que cumprirem os critérios de participação e frequência estabelecidos.

Formação dentro e fora de campo

Professor do projeto, Yuri Melo explicou que a metodologia vai além do ensino dos fundamentos do futebol.

“O trabalho começa pelo desenvolvimento socioafetivo e motor dos alunos. Também acompanhamos o desempenho escolar, a frequência e o comportamento, sempre em parceria com as escolas e com as famílias. Nosso objetivo é formar cidadãos disciplinados. O desenvolvimento técnico acontece como consequência desse processo”, afirmou.

Segundo o professor, as categorias mais novas terão prioridade no desenvolvimento psicomotor, enquanto os alunos mais velhos passarão gradativamente pelo ensino dos fundamentos do futebol.

Também integrante da equipe técnica, o professor Odil Soares, ex-jogador profissional, destacou a importância da participação das famílias.

“Esperamos construir uma boa parceria entre professores, pais e alunos para contribuir na formação desses jovens. Nosso compromisso é oferecer o melhor trabalho possível durante todo o projeto”, disse.

O professor Moisés, formado em Educação Física, reforçou que o acompanhamento familiar será fundamental para a evolução dos participantes.

“Queremos que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento dos filhos. Vamos trabalhar com dedicação, respeitando os sonhos de cada criança e incentivando seu crescimento dentro e fora do esporte”, afirmou.

Sonho de crescer no futebol

Entre os alunos, a expectativa para o início das atividades é grande. O estudante Pedro Henrique, que atua como zagueiro, afirmou que pretende aproveitar a oportunidade para buscar uma vaga nas categorias de base.

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“Meu sonho é entrar em um clube de base. Vou continuar estudando e treinando para isso”, disse.

O aluno Enzo Gabriel espera evoluir tecnicamente durante as aulas.

“Quero jogar bola e melhorar”, resumiu.

Já Davi Armando, de nove anos, acredita que o projeto poderá ajudá-lo a alcançar o sonho de atuar no futebol profissional.

“Quero crescer no futebol e um dia jogar na Europa. Acho que o projeto pode me ajudar porque tem professores bons e disciplina”, afirmou.

Expectativa das famílias

A servidora pública Edileide Vânia de Almeida Santos, mãe de um dos participantes, vê na iniciativa uma oportunidade de desenvolvimento para as crianças.

“A expectativa é muito grande. Esperamos que daqui saiam jovens com um futuro melhor e que o projeto ajude a desenvolver o potencial deles”, disse.

A diarista Ivonete Pereira de Lima, avó de um dos alunos, contou que incentiva o neto a participar de projetos esportivos.

“Ele sonha em ser jogador de futebol, e nós acreditamos que essas oportunidades podem abrir caminhos para o futuro dele”, afirmou.

Esporte como ferramenta de inclusão

Presente no lançamento, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes.

“O esporte ajuda a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e incentiva a permanência na escola. O próprio nome do projeto reforça essa proposta: ser bom de bola, mas também ser bom de escola. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos preparados para o futuro”, afirmou.

O lançamento no Pedregal foi o terceiro realizado pelo projeto. A programação será concluída neste sábado (4), às 9h, com o encontro de apresentação no polo do bairro Três Barras.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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