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Paraná conclui plantio de trigo em 833,4 mil hectares com expectativa de safra 16% maior

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Trigo: plantio finalizado com alta na estimativa de produção

Os produtores do Paraná encerraram nesta semana o plantio de trigo, que alcançou uma área total de 833,4 mil hectares. A expectativa de produção para a safra 2024/2025 é de 2,7 milhões de toneladas, um crescimento de 16% em relação à safra anterior, que colheu 2,3 milhões de toneladas. Os dados constam no relatório semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Geadas e estiagem preocupam setor

Apesar do avanço do plantio, eventos climáticos recentes colocam parte da produção em risco. Segundo o analista Carlos Hugo Godinho, do Deral, as geadas ocorridas até 25 de junho afetaram lavouras em estágio reprodutivo na região Norte. A primeira reavaliação da estimativa de produção, considerando os impactos do frio, será divulgada pelo Deral em 31 de julho.

A produtividade média prevista é de 3.220 quilos por hectare, número superior aos 2.068 kg/ha da safra 2023/2024. No entanto, o analista alerta para a queda na qualidade das lavouras. Antes das geadas, 99% estavam em boas condições. Atualmente, esse número caiu para 82%, com 11% em condição média e 7% classificadas como ruins.

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Outro fator de atenção é a falta de chuvas em diversas regiões do estado. As precipitações esperadas para os próximos dias são aguardadas com expectativa pelos produtores.

Aveia mantém bom desenvolvimento

As lavouras de aveia seguem com desenvolvimento satisfatório, favorecidas pelas temperaturas amenas e ausência de chuvas excessivas. No entanto, houve redução do plantio da aveia branca em regiões não tradicionais, motivada por resultados insatisfatórios no ciclo anterior. Situação semelhante é observada com culturas como trigo mourisco e centeio.

Batata da segunda safra entra na reta final

A colheita da batata da segunda safra está próxima da conclusão. Em algumas áreas do Sul do estado, houve redução de área e produtividade, mas os resultados foram considerados compatíveis com as expectativas.

Contudo, em alguns municípios, produtores estão colhendo apenas para liberar áreas, em razão da baixa cotação do produto, o que tem causado prejuízos financeiros.

Mandioca: plantio aguarda chuvas

Os mandiocultores seguem no preparo do solo e aguardam chuvas para retomar o plantio. Mesmo com os preços considerados baixos, há expectativa de leve aumento na área plantada nesta nova temporada.

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Cana-de-açúcar mantém ritmo normal de colheita

As condições climáticas atuais têm favorecido o avanço da colheita da cana-de-açúcar em várias regiões do estado. A atividade segue em ritmo normal, com produtividade dentro do esperado, sem grandes impactos adversos até o momento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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