AGRONEGÓCIO

Cuiabá realiza 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres nesta quinta

Publicado em

A 5ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres será realizada nesta quinta-feira (24), das 8h às 18h, no auditório da Secretaria Municipal da Mulher (SMM), localizado na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá. A discussão é coordenada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), com apoio institucional da Secretaria Municipal da Mulher.

Com o tema “Equidade da Mulher: construindo políticas públicas justas para mulheres”, a conferência será um espaço de diálogo, escuta ativa e construção coletiva de propostas para fortalecer os direitos das mulheres e ampliar as políticas públicas que assegurem a autonomia econômica, a igualdade de gênero dentro e fora do ambiente de trabalho, e o enfrentamento à violência, ao assédio e à discriminação.

Interessadas em participar do encontro, que visa alinhar a participação da sociedade civil nas discussões, podem se inscrever pelo link: https://forms.gle/n4iFSV9s3CJtjztGA. A iniciativa busca garantir a ampla participação das diversas representadas por entidades, organizações e movimentos sociais da capital.

Segundo a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, o objetivo é promover um diálogo entre a sociedade civil e os órgãos responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas para as mulheres, valorizando as contribuições das mulheres cuiabanas na construção de diretrizes municipais.

Leia Também:  Bionutrição: Estratégia Inovadora para Potencializar a Segunda Safra de Milho no Cerrado

“Espero que daqui saiam grandes estratégias que garantam a equidade de gênero, melhorias nas ações de enfrentamento à violência contra a mulher, ampliação da participação feminina nos espaços de decisão e incentivo à autonomia econômica das mulheres. A presença de todas é essencial para garantirmos que as vozes femininas sigam ecoando com força, respeito e protagonismo”, convidou Hadassah.

#PraCegoVer

A foto mostra a entrada da Secretaria da Mulher.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

Published

on

Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

Leia Também:  Preço do algodão sobe em maio com melhora nas negociações e avanço das exportações brasileiras

Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

Leia Também:  Prefeito, primeira-dama e vice lamentam falecimento do desembargador Rondon Bassil

Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA