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Comitiva da Prefeitura de Cuiabá visita Casa do Autista em Santa Catarina

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Liderada pela primeira-dama e vereadora, Samantha Iris, uma equipe técnica da Prefeitura de Cuiabá visitou a Casa do Autista em Balneário Camboriú-SC. A unidade de acolhimento e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é referência nacional e atende cerca de 200 crianças de 3 a 11 anos diagnósticas no município. Além da primeira-dama, participou também as secretárias municipais de Saúde, Lúcia Helena e de assistência social, Helida Vilela, além da presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil.

As agendas foram construídas em parceria com o Secretário de Assistência Social, da Mulher e da Família de Balneário Camboriú, Omar Tomalih. “Como mãe atípica pude presenciar como as políticas públicas podem ajudar quem precisa. Muito além de ver a estrutura do local, viemos ver como funciona o modelo de gestão e como o projeto é financiado. Também pudemos ver que essa referência é uma união de esforços das secretarias de saúde, assistência social e educação”, comentou Samantha durante a visita.

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“A proposta dessa viagem é entender como Balneário Camboriú estruturou políticas efetivas para públicos que historicamente enfrentam barreiras de acesso e inclusão”, explicou Hélida Vilela. “Cada agenda tem sido uma aula de empatia, planejamento e acolhimento e nós queremos replicar, adaptar e levar o que tem de melhor para Cuiabá”.

A secretária de Saúde, Lúcia Helena, também destacou a integração entre as pastas. “Saúde e assistência social caminham juntas. A troca de experiências tem sido enriquecedora e abre portas para fortalecer o atendimento eficaz em Cuiabá”.

A presidente da Câmara, Paula Calil, reforçou o compromisso do legislativo municipal com o fortalecimento das políticas de inclusão. “Nossa missão é garantir que experiências bem-sucedidas como essas possam ser adaptadas e aplicadas em nossa cidade, com o devido suporte legal e orçamentário.”

A comitiva também conheceu iniciativas comunitárias como o trabalho de mais de 40 mulheres voluntárias na Igreja Santa Inês, que produzem enxovais para gestantes de baixa renda, com distribuição feita pelos CRAS locais. Além disso, também conheceu a Casa da Família – espaço público, que integra projetos, programas e serviços em atenção às famílias ao consolidar uma política pública de atenção social e valorização da vida.

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Em Cuiabá, um centro de referência nesse tipo de atendimento está sendo montando na Cidade da Saúde, que será um complexo com várias unidades, localizado na Avenida Barão de Melgaço, no prédio da antiga Unic Barão.

A viagem institucional visa conhecer de perto boas práticas já implantadas no município catarinense e buscar referências para fortalecer os serviços ofertados em Cuiabá. A proposta central da visita é colher experiências exitosas para aplicar em Cuiabá, especialmente na execução da Casa do Autista da capital – proposta pela gestão e que será fortalecido com base nas boas práticas observadas em Balneário Camboriú.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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