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Colheita da safrinha de milho atinge 55% no Centro-Sul com avanço impulsionado pelo clima seco, aponta AgRural

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Clima favorece avanço da colheita da safrinha no Centro-Sul

A colheita da segunda safra de milho (safrinha) 2025 avançou significativamente no Centro-Sul do Brasil, alcançando 55% da área cultivada até a última quinta-feira (17), segundo levantamento da AgRural. Na semana anterior, o índice era de 40%. No mesmo período de 2024, a colheita já havia atingido 82%.

Desempenho impulsionado pelo tempo seco

O tempo mais seco contribuiu para a aceleração das atividades no campo. Embora a umidade dos grãos ainda limite a operação de máquinas em algumas regiões e certos estados apresentem ritmo abaixo da média histórica, o avanço da colheita tem sido constante e revela produtividade elevada na maioria das áreas produtoras.

Produtividade recorde eleva projeção da safra 2024/25

Com base no bom desempenho das lavouras, a AgRural revisou para cima sua estimativa da produção total de milho no Brasil para a safra 2024/25. A nova projeção é de 136,3 milhões de toneladas, contra 130,6 milhões na estimativa divulgada em junho.

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Safrinha é destaque na revisão

O principal fator de crescimento da projeção foi o aumento na produtividade da safrinha. A consultoria destaca rendimentos médios recordes nos estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul. Com isso, a produção da segunda safra de milho no país foi ajustada para 108,9 milhões de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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