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Preço do suíno oscila em junho, mas exportações batem recorde no semestre

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Mercado do suíno: altas no início e recuos na segunda quinzena de junho

O mercado de suínos vivo apresentou comportamento distinto ao longo de junho. Na primeira quinzena, os preços subiram na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea, impulsionados por uma oferta ajustada e por uma leve melhora na demanda — estimulada, sobretudo, pelo clima mais frio, que favorece o consumo da carne suína.

Já na segunda metade do mês, os valores se estabilizaram em algumas praças e recuaram em outras. Nessas regiões, a pressão veio de uma oferta ligeiramente superior à demanda, o que afetou a sustentação dos preços.

Exportações de carne suína batem recorde histórico no semestre

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou recordes tanto em volume quanto em receita com as exportações de carne suína. Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que desde 1997 não registrava resultados tão expressivos para o período.

Custo de produção: melhora na relação de troca para o suinocultor

O suinocultor paulista viu seu poder de compra aumentar em junho pelo terceiro mês consecutivo em relação ao milho e pelo segundo mês frente ao farelo de soja. Essa melhora se deve, principalmente, à desvalorização desses insumos, já que os preços do suíno vivo se mantiveram estáveis durante o mês.

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Carnes concorrentes: competitividade da suína avança frente ao boi, mas perde para o frango

No atacado da Grande São Paulo, os preços médios das carnes suína, bovina e de frango recuaram em junho. A carne de frango foi a que mais se desvalorizou no período, o que aumentou sua competitividade frente à carne suína. Por outro lado, a carne suína ganhou competitividade em relação à bovina, devido à maior queda nos preços do boi.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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