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Bio-óleo 100% renovável do Vale do Jequitinhonha impulsiona descarbonização da indústria brasileira

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Indústria brasileira avança na transição para energia limpa

De acordo com levantamento divulgado em junho pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 48% das indústrias brasileiras adotaram medidas para o uso de energia limpa em 2024, representando um crescimento de 14% em relação ao ano anterior.

Bio-óleo produzido a partir do eucalipto é destaque em Minas Gerais

No Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, a Aperam BioEnergia se destaca como pioneira na produção de bio-óleo renovável. O combustível é gerado pela condensação dos gases liberados na transformação do eucalipto em carvão vegetal, resultando em um biocombustível 100% renovável utilizado para substituir fontes fósseis e reduzir emissões de CO2 em processos industriais.

Parceiros industriais já utilizam o bio-óleo para reduzir carbono

Entre as empresas que adotaram o bio-óleo está a Nexa Resources, que utiliza o combustível em sua unidade metalúrgica em Três Marias (MG) para a produção de óxido de zinco. Atualmente, o bio-óleo alimenta 12 dos 47 fornos da planta, com previsão de substituição completa dos combustíveis fósseis até 2030.

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Inovação tecnológica é base para produção e expansão

A Aperam BioEnergia desenvolveu soluções tecnológicas próprias, como fornos automatizados e queimadores de gases, que possibilitam a produção e beneficiamento do bio-óleo. Atualmente, a empresa comercializa cerca de 5 mil toneladas por ano e planeja dobrar essa produção para 10 mil toneladas em 2025, com o objetivo de ampliar o mercado e a capacidade produtiva.

Reconhecimento nacional pelo compromisso ambiental

A empresa foi vencedora do Prêmio ESG 2025 na categoria Inovação em Energia Renovável, com o projeto “Produção de bio-óleo, um combustível renovável – zero emissão de carbono”. O prêmio é um dos principais reconhecimentos brasileiros na área de Environmental, Social and Governance (ESG) e destaca iniciativas que promovem sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e boa governança.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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