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Teste da Urna 2025: conheça as quatro comissões de apoio ao evento

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O Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais 2025, que está com inscrições abertas na página oficial do evento até sexta-feira (18), conta com o apoio de quatro comissões: Organizadora; Reguladora; Avaliadora; e de Comunicação Institucional. O Teste Público da Urna ocorrerá de 1º a 5 de dezembro, em espaço preparado e reservado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF).

Esta será a oitava edição do Teste Público, que tem como o objetivo fortalecer a transparência, a confiabilidade e a segurança dos sistemas de votação e apuração a serem utilizados nas Eleições Gerais de 2026 e propiciar melhorias no processo eleitoral.

Podem participar do Teste, na condição de investigadora ou investigador, cidadãs e cidadãos brasileiros maiores de 18 anos, individualmente ou em grupo, mediante apresentação de documentação comprobatória. Na página oficial do Teste Público da Urna 2025, serão publicadas todas as informações, o calendário, os prazos e os resultados do evento.

Conforme a Portaria TSE n° 285/2025, cada comissão do Teste Público tem atribuições definidas e regulamentadas relacionadas à realização do evento. O documento apresenta, ainda, os nomes dos componentes de cada comissão.

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Confira abaixo as competências de cada uma das quatro comissões:

Comissão Organizadora

  • Planejar e elaborar o projeto geral para a realização do evento;
  • Organizar e prover a infraestrutura necessária para a realização de todas as fases do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais 2025;
  • Convocar as demais áreas do Tribunal, observadas as respectivas atribuições administrativas, a fim de providenciar ações ou infraestrutura para a realização do evento; e
  • Manter informadas a Presidência e a Diretoria-Geral sobre o andamento dos trabalhos.

Comissão Reguladora

  • Definir os procedimentos e a metodologia utilizados;
  • Aprovar as inscrições dos técnicos e/ou dos grupos de técnicos que tenham atendido às exigências constantes do edital;
  • Supervisionar e documentar todas as fases do evento;
  • Aprovar os planos de testes elaborados pelos técnicos e/ou grupos de técnicos;
  • Realizar outras atividades relacionadas à disciplina do Teste, visando ao fiel cumprimento do objetivo da Resolução TSE nº 23.444, de 30 de abril de 2015, ressalvadas as atribuições das demais comissões e da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral; e
  • Elaborar, em conjunto com a Comissão Organizadora, a minuta do edital que disciplina a convocação e as etapas do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais 2025.
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Comissão Avaliadora

  • Validar a metodologia e os critérios de julgamento definidos pela Comissão Reguladora do Teste Público da Urna;
  • Avaliar e homologar os resultados obtidos;
  • Produzir relatório parcial, assinado por todos os componentes, e encaminhá-lo para o TSE até 18 de dezembro de 2025; e
  • Produzir relatório final conclusivo, assinado por todos os componentes, e encaminhá-lo para o TSE até 15 de junho de 2026.

Comissão de Comunicação Institucional

  • Elaborar o plano de comunicação sobre o evento;
  • Receber as solicitações de informação do público externo e centralizar a publicação de informações e notícias sobre o Teste Público da Urna, observadas as orientações da Presidência e da Diretoria-Geral; e
  • Responsabilizar-se pela cobertura jornalística do evento e credenciamento dos veículos de comunicação.

LB/EM/MM

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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