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Mercado do trigo segue pressionado no Sul do Brasil, com queda de preços e pouca demanda

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Rio Grande do Sul: mercado em queda e negócios abaixo do esperado

O mercado do trigo no Rio Grande do Sul voltou a registrar recuos nesta semana, conforme dados da TF Agroeconômica. A queda foi de 0,38% no dia e 1,01% no mês, pressionando os preços no estado.

  • A safra velha de trigo pão chegou a ser cotada a R$ 1.380,00 FOB, mas a fraca demanda por farinha tem freado novas compras pelos moinhos.
  • O setor enfrenta um ciclo de retração causado pela combinação de moagem reduzida, estoques elevados e grande oferta de matéria-prima.
  • Na safra nova, os primeiros negócios são fechados por R$ 1.250 no interior, principalmente no norte do estado, mas compradores tentam negociar por R$ 1.200, valor ainda não aceito pelos produtores.
  • No mercado externo, os preços de exportação para dezembro estão em torno de US$ 230/t no porto de Rio Grande, equivalendo a R$ 1.278 no porto e R$ 1.128 no interior, o que torna a operação economicamente inviável.
  • O preço da pedra em Panambi segue estável em R$ 70/saca.
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Santa Catarina: mercado travado e queda na venda de sementes

Em Santa Catarina, o cenário também é de estagnação.

  • O mercado segue travado, com poucos negócios sendo realizados.
  • Um corretor local relatou apenas a negociação de um lote de trigo branqueador vindo do RS a R$ 1.550 FOB.
  • A oferta elevada de trigo gaúcho impede valorização no estado, com preços variando entre R$ 1.330 e R$ 1.360 FOB.
  • A safra nova ainda não apresenta indicações concretas, e os sementeiros relatam queda de até 20% nas vendas de sementes.
  • Segundo a Conab, a produção estadual deve cair 6,3% nesta temporada.
  • Os preços da pedra permanecem estáveis, variando entre R$ 73,33 e R$ 79,00/saca.
Paraná: câmbio pressiona e reduz preços do trigo importado

No Paraná, a valorização do real pressionou o preço do trigo importado.

  • O câmbio mais favorável fez os preços caírem cerca de R$ 20/t.
  • No mercado interno, compradores e vendedores demonstram pouco interesse em negociar:
    • Vendedores pedem R$ 1.500 FOB pelo trigo tipo 1, enquanto compradores oferecem R$ 1.450 CIF.
    • Para o trigo tipo 2, os moinhos indicam R$ 1.280 a R$ 1.300, sem aceitação por parte dos vendedores.
  • A safra nova permanece estável, com indicações entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF.
  • O preço pago ao agricultor caiu 0,36% na semana, atingindo R$ 77,14/saca, o que reduziu o lucro médio no estado para 4,91%.
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Resumo

A queda na demanda, os altos estoques e a competição com o trigo importado seguem dificultando a valorização do cereal no Sul do Brasil. Com isso, os preços se mantêm pressionados e as negociações continuam lentas nos principais estados produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Valtra lança Série M5 com até 185 cv e amplia eficiência no campo com nova geração de tratores

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A Valtra apresentou oficialmente a nova Série M5 de tratores durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A nova geração sucede a tradicional linha BH HiTech e chega ao mercado com foco em produtividade, conforto operacional e maior eficiência para diferentes segmentos do agronegócio brasileiro.

Os novos tratores M165 e M185 entregam potência de 165 cv e 185 cv, respectivamente, reunindo tecnologias voltadas às operações em lavouras de grãos, arroz e também ao setor sucroenergético. Segundo a fabricante, a Série M5 representa um avanço estratégico na evolução da família BH, reconhecida historicamente pela robustez e desempenho no campo.

De acordo com Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra, o lançamento marca uma nova etapa para a marca no Brasil.

Série M5 aposta em tecnologia, conforto e maior produtividade

A nova linha chega equipada com motores AGCO Power de quatro cilindros, reconhecidos pela combinação entre força e eficiência no consumo de combustível. Entre os principais diferenciais técnicos está a nova transmissão PowerShift HiTech 3 sincronizada, que permite trocas de marchas com o trator em movimento, proporcionando maior fluidez nas operações.

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Outro destaque é o novo sistema hidráulico de alta vazão, capaz de entregar até 205 litros por minuto, ampliando a capacidade de trabalho com implementos pesados e aplicações severas no campo.

A fabricante também reforçou os avanços voltados ao conforto do operador. A cabine recebeu novos revestimentos internos, assentos atualizados e uma caixa refrigeradora integrada, conhecida como “cooler box”, oferecendo mais comodidade durante longas jornadas de trabalho.

Externamente, a Série M5 passa a contar com um novo capô de quinta geração, reforçando a identidade visual moderna da linha.

Tratores mantêm tradição da Valtra no setor sucroenergético

Mesmo com foco ampliado para diferentes culturas, a nova geração mantém características voltadas ao setor de cana-de-açúcar, segmento em que a linha BH consolidou forte presença ao longo das últimas décadas.

Os modelos continuam oferecendo o tradicional kit canavieiro da marca, incluindo eixo dianteiro com bitola de três metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, soluções desenvolvidas para otimizar operações de transbordo nas usinas e lavouras de cana.

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Segundo a Valtra, a proposta da Série M5 é unir a robustez histórica da família BH às demandas atuais da agricultura digital e de alta performance.

Linha BH construiu legado de força e liderança no agro brasileiro

A trajetória da linha BH começou ainda com os modelos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, consolidando a marca como referência em força e confiabilidade no agronegócio nacional.

A primeira geração da família BH foi lançada em 2000 com os modelos BH140, BH160 e BH180. Desde então, a linha evoluiu continuamente, passando pelas gerações lançadas em 2007 e 2013, até alcançar o salto tecnológico da quarta geração em 2017.

Em 2018, a chegada da linha BH HiTech introduziu a transmissão automatizada no segmento de tratores pesados da marca, fortalecendo a presença da Valtra no mercado de máquinas agrícolas de alta tecnologia.

Ao longo dessa trajetória, a fabricante acumulou reconhecimento no setor sucroenergético, incluindo dez conquistas consecutivas do prêmio MasterCana na categoria de tratores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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