AGRONEGÓCIO

Prefeitura oferece curso gratuito para quem deseja iniciar na apicultura

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho, está oferecendo oficinas gratuitas de iniciação à apicultura durante a 57ª Expoagro. A atividade é voltada a quem deseja aprender sobre o manejo de abelhas e a produção de mel, e ocorre na Casa do Mel, instalada no Parque de Exposições Jonas Pinheiro.

As oficinas começaram nesta segunda-feira (14) e terão novas turmas na quarta (16) e sexta-feira (18), sempre das 9h às 12h. O curso ensina desde a captura de abelhas com caixas iscas até o processo de transferência para a caixa ninho, onde ocorre a produção de mel.

“Estamos demonstrando que este é o momento ideal para começar, com o início da florada em julho. É uma fase excelente para atrair enxames de forma prática e acessível. Mostramos desde técnicas simples, como o uso de caixas de papelão, até práticas mais profissionais”, explicou Juraci Rodrigues do Nascimento, presidente da Cooperativa Cuiabana de Apicultores (Coopabel), que conduz a oficina.

Mesmo quem perdeu o primeiro dia pode participar nas próximas datas. “Na quarta, a gente recapitula tudo. Dá para aprender do começo até a parte prática”, reforçou Juraci.

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A oficina é aberta a todos os interessados e não exige experiência anterior. Para quem tem receio de lidar com abelhas, a Coopabel disponibiliza equipamentos de proteção individual (EPIs). Os participantes também podem se inscrever no programa Agro da Gente, que oferece kits gratuitos para apicultores iniciantes.

A proposta da oficina é estimular a geração de renda por meio da apicultura, oferecendo uma alternativa viável para pequenos produtores e famílias da zona rural. Em apenas três dias de aula, o aluno já adquire base suficiente para iniciar a captura e manejo de enxames.

Durante o curso, os participantes aprendem as medidas ideais das caixas, o uso correto dos quadros e cuidados com as melgueiras, fundamentais para uma produção de mel segura e eficiente.

Exemplo de quem participa

Uma das participantes é Elza Monteiro de Campos, moradora do Distrito da Guia, onde atua na agricultura familiar. “Meu marido e eu temos muito interesse. Já identificamos três pontos com enxames e estamos esperando as orientações do Juraci para começar”, contou.

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Juraci, por sua vez, iniciou na apicultura de forma despretensiosa, ainda na década de 1990, enquanto atuava na preservação da RPPN do Sesc Pantanal. O que era um hobby, inspirado nas aulas de zootecnia de sua formação técnica no Paraná, acabou se tornando um negócio. “Hoje, com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, posso compartilhar esse conhecimento com orgulho”, afirmou.

Apoio institucional

A Coopabel é uma cooperativa criada para apoiar agricultores e apicultores da Baixada Cuiabana. Já a Casa do Mel, onde ocorrem as oficinas, foi construída pela Prefeitura para beneficiar os apicultores da região, fortalecendo a cadeia produtiva do mel.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura e Trabalho, Renildo França, a cooperativa mantém um termo de cooperação com a Prefeitura para uso da estrutura. “Quando iniciamos a gestão, a Coopabel tinha cerca de 40 associados. Hoje, com o apoio da Prefeitura, já são mais de 100 apicultores cadastrados, sendo 64 integrados diretamente nas ações da gestão Abilio Brunini”, destacou.

#PraCegoVer

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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