AGRONEGÓCIO
Soja enfrenta desafios logísticos e queda de preços na Bolsa de Chicago em meio a mercado pressionado
Publicado em
15 de julho de 2025por
Da Redação
A soja brasileira apresenta preços variados conforme a região, enfrentando desafios ligados à infraestrutura e à capacidade de armazenagem. No Rio Grande do Sul, a TF Agroeconômica destaca um mercado retraído, com preços no porto de julho em R$ 137,00 por saca. No interior, os valores para fábricas giram em torno de R$ 130,00 em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Ijuí, Santa Rosa e São Luiz. No entanto, Panambi registrou queda, com saca oferecida a R$ 118,00 ao produtor.
Em Santa Catarina, apesar do fim da colheita com desempenho positivo, a comercialização segue travada. O crescimento da produção exige maior capacidade estática e logística eficiente, principalmente com a aproximação da safra de inverno. No porto de São Francisco, a saca é cotada a R$ 136,58, com alta de 1,24%.
No Paraná, a armazenagem limitada dificulta a estratégia de retenção dos produtores. Os preços FOB registrados foram de R$ 136,20 em Paranaguá, R$ 121,05 em Cascavel, R$ 120,98 em Maringá e R$ 121,78 em Ponta Grossa, onde no balcão a soja alcançou R$ 118,00. Já em Pato Branco, a cotação foi de R$ 135,28.
No Mato Grosso do Sul, a escassez de espaços adequados para armazenagem pressiona os produtores a vender logo após a colheita, reduzindo o poder de negociação. Em cidades como Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, a soja foi cotada a R$ 120,63, enquanto Chapadão do Sul apresentou preço menor, a R$ 108,69.
No Mato Grosso, a superprodução pressiona a logística e as margens dos produtores. Os fretes rodoviários registraram aumentos de até 25% em julho devido à concentração da colheita e retomada da demanda reprimida. A antecipação da safra 2025/26 já alcança 17,5% comercializados. Os preços nas principais praças foram: Campo Verde R$ 113,25; Lucas do Rio Verde e Nova Mutum R$ 111,38; Primavera do Leste e Rondonópolis R$ 113,25; Sorriso R$ 111,38.
Queda de preços na Bolsa de Chicago pressiona mercado global da soja
Na manhã desta terça-feira (15), os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago recuaram pouco mais de 3 pontos, com setembro cotado a US$ 9,90 e novembro a US$ 10,03 por bushel. O mercado permanece pressionado por fundamentos como o desenvolvimento favorável da safra norte-americana, maior oferta esperada, demanda externa contida e cenário macroeconômico incerto.
A valorização do dólar frente ao real, influenciada pelo conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos, também contribui para o recuo nas cotações. Os preços do farelo e óleo de soja acompanham a tendência de baixa, reforçando a pressão sobre o grão. Dados da NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) sobre esmagamento e estoques de óleo em junho devem ser divulgados, podendo influenciar o mercado.
China amplia compras da soja brasileira em meio à redução da demanda pelos EUA
O fechamento do pregão da segunda-feira (15) na Bolsa de Chicago mostrou queda nas cotações da soja, com o contrato de agosto recuando 0,32%, a US$ 10,01 por bushel, e setembro caindo 0,18%, a US$ 9,93. A baixa demanda externa, o clima favorável nos EUA e a ausência da China nas compras da nova safra americana foram os principais fatores para o movimento.
As inspeções semanais de embarques nos EUA caíram 63% em relação à semana anterior, totalizando 147 mil toneladas, abaixo do esperado. A China, maior compradora mundial, ampliou suas aquisições em junho, mas concentrou cerca de 80% das compras no Brasil, reflexo das tensões comerciais com os EUA.
No mercado de derivados, o farelo de soja caiu 0,96%, cotado a US$ 267,70 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,78%, a US$ 54,17 por libra-peso. A alta do óleo é atribuída à maior demanda doméstica, impulsionada pelo crescimento do uso de biodiesel e possíveis tarifas de 35% sobre o óleo de canola canadense previstas para agosto.
Por fim, fundos especulativos aumentaram as posições líquidas vendidas, sinalizando cautela e pessimismo no curto prazo, mesmo com leves altas em contratos de vencimentos mais longos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Sanidade animal em Goiás ganha reforço após reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa
Published
25 minutos agoon
13 de maio de 2026By
Da Redação
A sanidade animal voltou ao centro das atenções do setor pecuário goiano neste mês de maio, quando se completa um ano do reconhecimento internacional do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A Agrodefesa reforçou o alerta sobre a necessidade de vigilância permanente no campo para garantir a manutenção do status sanitário conquistado e evitar prejuízos à pecuária nacional.
A agência lançou a Nota Técnica 1/2026, documento encaminhado às entidades representativas do setor produtivo, destacando a importância da vacinação, do manejo sanitário, do bem-estar animal e da adoção contínua de práticas preventivas nos rebanhos bovinos e bubalinos.
O objetivo é fortalecer a defesa agropecuária em Goiás e preservar a competitividade da carne brasileira nos mercados nacional e internacional.
Reconhecimento internacional amplia responsabilidade do setor pecuário
Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação representa uma conquista histórica para Goiás e para o agronegócio brasileiro, mas também aumenta a responsabilidade de todos os elos da cadeia produtiva.
“O reconhecimento internacional funciona como um selo de qualidade sanitária para os rebanhos brasileiros. No entanto, a manutenção desse status exige vigilância constante e fortalecimento das ações preventivas para evitar retrocessos”, destacou.
O Brasil recebeu oficialmente o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal em 29 de maio de 2025, durante assembleia realizada em Paris, na França.
Goiás teve participação estratégica nesse processo devido à robustez de seu sistema de defesa sanitária animal. O último foco de febre aftosa no estado foi registrado em agosto de 1995.
Vacinação contra brucelose segue obrigatória e estratégica
Mesmo após o fim da vacinação contra aftosa, a Agrodefesa reforça que outras imunizações continuam fundamentais para proteger os rebanhos e a saúde pública.
A vacinação contra brucelose bovina e bubalina permanece obrigatória para fêmeas entre 3 e 8 meses de idade e deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado.
De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a medida é indispensável para evitar a disseminação da doença, considerada uma zoonose de impacto econômico e sanitário.
Além da obrigatoriedade, a agência também recomenda que os produtores mantenham programas preventivos complementares, reduzindo riscos de perdas produtivas e aumento dos custos com tratamentos veterinários.
Manejo sanitário e bem-estar animal ganham protagonismo
A Nota Técnica 1/2026 também destaca a importância dos manejos sanitários periódicos como ferramenta essencial para a detecção precoce de doenças e fortalecimento da vigilância epidemiológica.
Entre as orientações reforçadas pela Agrodefesa estão:
- Cumprimento rigoroso das vacinações obrigatórias;
- Adoção de práticas preventivas complementares;
- Monitoramento frequente dos animais;
- Investimentos em bem-estar animal;
- Uso racional de antimicrobianos;
- Fortalecimento da assistência veterinária no campo.
Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a redução das práticas preventivas pode elevar a vulnerabilidade sanitária dos rebanhos, além de comprometer a eficiência econômica da atividade pecuária.
Ela ressalta que boas condições de manejo, alimentação adequada e redução do estresse contribuem diretamente para fortalecer o sistema imunológico dos animais e reduzir a incidência de enfermidades.
Preservação do status sanitário depende de ação conjunta
A Agrodefesa também pediu apoio das entidades representativas do agronegócio para ampliar a divulgação das orientações junto aos produtores rurais.
A agência reforça que a preservação do status sanitário conquistado depende da atuação integrada entre pecuaristas, médicos-veterinários, cooperativas, indústria de insumos veterinários, assistência técnica e órgãos de fiscalização.
O reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para a pecuária brasileira no mercado global, fortalecendo as exportações de carne bovina e ampliando o acesso a mercados mais exigentes.
Com isso, o setor produtivo passa a conviver com um cenário de maior responsabilidade sanitária, no qual prevenção, rastreabilidade e vigilância permanente se tornam fatores decisivos para a sustentabilidade da pecuária nacional.
Nota Técnica nº 1/2026-Agrodefesa-Gesan
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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