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Mercado interno de algodão desacelera com pressão externa e queda nas cotações internacionais

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Negócios fracos marcam semana no mercado doméstico de algodão

O mercado brasileiro de algodão registrou uma semana de comercialização morna, com negociações pontuais no início do período e ritmo reduzido ao longo dos dias. A retração dos compradores foi influenciada pela tendência de baixa nas cotações do algodão na Bolsa de Nova York, refletindo incertezas no cenário externo. Do lado dos vendedores, também houve cautela, com agentes optando por adiar as vendas frente à pressão baixista sobre os preços.

As informações são da Safras & Mercado Consultoria.

Queda nos preços da pluma em São Paulo e Mato Grosso

Na indústria paulista, a cotação do algodão em pluma (CIF) ficou em torno de R$ 4,05 por libra-peso, uma queda de 0,74% em relação ao dia anterior. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 0,98%, considerando os R$ 4,09/libra-peso registrados na semana anterior.

Já em Rondonópolis (MT), o valor da pluma caiu para R$ 3,92/libra-peso, equivalente a R$ 129,70 por arroba, representando uma queda diária de 1,64%. Na comparação com a quinta-feira anterior (03), quando o produto era negociado a R$ 130,24 por arroba, a desvalorização acumulada foi de 0,54%.

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Conab projeta aumento na produção para safra 2024/25

Apesar do cenário de retração nas negociações, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento na produção brasileira de algodão em pluma na safra 2024/25. A estimativa é de uma colheita de 3,938 milhões de toneladas, acima das 3,701 milhões de toneladas previstas para a safra 2023/24. Os dados constam do 10º levantamento da Conab.

A produtividade média das lavouras está estimada em 1.890 kg/ha, ligeiramente abaixo dos 1.904 kg/ha registrados na safra anterior. No entanto, o aumento da área plantada compensa essa leve queda: a previsão é de 2,083 milhões de hectares cultivados, crescimento de 7,2% em relação aos 1,944 milhão de hectares do ciclo passado.

Destaques regionais: Mato Grosso e Bahia puxam alta

O Mato Grosso, maior produtor nacional, deve colher 2,744 milhões de toneladas de algodão em pluma na safra 2024/25, alta de 3,5% em comparação ao volume produzido em 2023/24 (2,651,9 milhões de toneladas).

A Bahia, segunda maior produtora, tem previsão de colher 823,6 mil toneladas, crescimento expressivo de 16,3% sobre as 708,3 mil toneladas da temporada anterior.

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Por outro lado, o estado de Goiás deve apresentar uma queda na produção, com estimativa de 53,7 mil toneladas, retração de 11,1% em relação às 60,4 mil toneladas de 2023/24.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do arroz volta a cair no Brasil após leilões frustrados e excesso de oferta pressiona mercado

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O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, baixa liquidez e retração nas negociações, mesmo após a realização dos leilões de PEP e PEPRO promovidos pelo governo federal. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que aponta agravamento da fragilidade comercial diante do excesso de oferta e da limitada efetividade das medidas oficiais de sustentação.

Segundo o especialista, o setor continua sem apresentar reação consistente, com indústrias operando de forma defensiva e negociações ocorrendo em ritmo bastante reduzido.

“O mercado segue extremamente travado, com baixa movimentação e dificuldades crescentes na formação de preços”, destaca Oliveira.

Leilões não conseguem sustentar preços do arroz

Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) eram vistos como uma tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do setor.

A baixa adesão aos programas — com menos da metade dos volumes negociados — aumentou a percepção negativa entre produtores e agentes da cadeia orizícola. Na prática, o mercado interpretou os resultados como sinal de limitação operacional dos mecanismos diante dos problemas estruturais atuais.

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Além disso, parte dos participantes avalia que os prêmios acabaram sendo parcialmente absorvidos pela indústria e pelas tradings por meio de ajustes negativos nos preços pagos ao produtor.

Em diversas regiões produtoras, começaram a surgir diferenciações entre operações enquadradas e não enquadradas nos programas oficiais, ampliando distorções regionais e reduzindo a transparência da formação de preços.

Produtores seguram estoques e vendas seguem pontuais

Diante do ambiente de preços fragilizados, os grandes produtores permanecem retraídos e priorizam a retenção dos estoques, aguardando melhores oportunidades comerciais. Já os produtores com menor capacidade financeira continuam realizando vendas pontuais para geração de caixa e cumprimento de compromissos imediatos.

O cenário também segue pressionado pelo câmbio menos favorável às exportações brasileiras de arroz, fator que reduz a competitividade do produto nacional no mercado externo e dificulta o escoamento dos excedentes.

Cotação do arroz acumula forte desvalorização em 2025

A pressão sobre os preços continua evidente nas referências do mercado gaúcho, principal polo produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, padrão 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (7) cotada a R$ 61,65.

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O valor representa queda de 3,03% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, houve leve alta de 1,34%, mas no acumulado de 2025 a desvalorização já alcança 19,63%.

Mercado segue atento aos próximos movimentos

Analistas do setor avaliam que o comportamento do mercado dependerá principalmente da capacidade de retomada das exportações, da evolução da demanda doméstica e de possíveis novas medidas governamentais para sustentação da renda do produtor.

Enquanto isso, o ambiente continua marcado por cautela, excesso de oferta e dificuldade de reação consistente nos preços do arroz brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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