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Rússia adota medidas para estimular exportações agrícolas após queda nas vendas de trigo

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O governo da Rússia anunciou nesta quinta-feira uma série de medidas para incentivar as exportações agrícolas, em resposta à queda nas vendas internacionais de trigo, que atingiram o nível mais baixo desde 2008. Especialistas apontam que a nova safra tem demorado a chegar aos terminais do Mar Negro, fator que contribui para o recuo nas exportações.

Estimativas indicam redução nas exportações de julho

A consultoria Sovecon projeta que as exportações de trigo em julho ficarão entre 2,0 milhões e 2,5 milhões de toneladas, abaixo dos 3,67 milhões de toneladas registradas em julho do ano passado. A transportadora ferroviária Rusagrotrans estima números semelhantes, entre 2,4 milhões e 2,6 milhões de toneladas, citando a colheita mais lenta e estoques reduzidos.

Orientações do governo para garantir exportações positivas

Em comunicado oficial, o vice-primeiro-ministro Dmitry Patrushev, responsável pelo setor agrícola, instruiu as autoridades a “tomar as medidas necessárias em tempo hábil para assegurar uma dinâmica positiva nas exportações”. O presidente Vladimir Putin também estabeleceu a meta de aumentar as exportações em 50% até 2030, com acompanhamento rigoroso por parte do governo.

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Colheita atrasada impacta oferta de trigo no mercado

O vice-ministro da Agricultura, Andrei Razin, explicou que a campanha de colheita deste ano começou mais tarde devido a condições climáticas adversas, abrangendo uma área 60% menor em comparação a 2024. Dmitry Rylko, da consultoria IKAR, prevê que as exportações devem se estabilizar em breve, com a chegada do trigo da nova safra ao mercado.

Agricultores retêm estoque devido à baixa rentabilidade

Com preços globais baixos e a valorização do rublo, os produtores russos enfrentam baixa rentabilidade no cultivo do trigo. Isso tem levado muitos agricultores a segurar seu estoque, aguardando uma possível valorização futura. Comerciantes também relatam escassez de trigo nos terminais do Mar Negro, causada por atrasos na colheita e processos burocráticos.

Imposto de exportação zerado para estimular vendas

O governo reduziu recentemente o imposto de exportação de grãos a zero, em resposta aos preços mais fracos no mercado, uma medida que pode favorecer a retomada das vendas externas.

Perspectivas para safra e exportações em 2025

Apesar dos desafios, a Rússia espera um aumento de 4% na safra de grãos, chegando a 135 milhões de toneladas em 2025. A previsão é que as exportações de trigo cresçam para 45 milhões de toneladas na temporada atual, ante 44 milhões no ciclo anterior. Segundo a IKAR, as exportações em 2024 foram de 40,8 milhões de toneladas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Incertezas sobre El Niño freiam vendas antecipadas de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27

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A comercialização antecipada da safra de milho 2026/27 em Mato Grosso segue abaixo do ritmo histórico. Segundo levantamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), com base em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores haviam negociado até maio apenas 4,77% da produção estimada para o próximo ciclo.

O percentual representa pouco mais da metade da média histórica para o período, que é de 9,1%, e também fica abaixo do registrado no mesmo momento da safra anterior, quando as vendas antecipadas já alcançavam 5,6% da produção prevista.

Apesar do avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, o mercado segue cauteloso diante das incertezas relacionadas ao comportamento climático para o segundo semestre de 2026.

Possível El Niño preocupa produtores

A principal razão para a lentidão nas negociações está associada às previsões climáticas que apontam para a possível formação de um fenômeno El Niño de maior intensidade.

Segundo especialistas, um evento climático mais forte pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil, impactando diretamente o calendário agrícola e a produtividade das lavouras.

De acordo com a analista de mercado do Imea, Milena Bezerra, a preocupação está relacionada principalmente aos reflexos sobre a safra de soja, que influencia diretamente a janela de plantio do milho segunda safra.

Caso ocorram atrasos no início das chuvas ou volumes abaixo do esperado durante a semeadura da soja em Mato Grosso, prevista para começar em setembro, o plantio do milho poderá ser postergado, reduzindo o período ideal de desenvolvimento da cultura.

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Estratégias para reduzir riscos podem afetar o milho

Diante das incertezas climáticas, alguns produtores já avaliam alternativas para aumentar a segurança das lavouras de soja.

Entre as estratégias consideradas está a adoção de cultivares de ciclo mais longo e maior tolerância a períodos de estiagem. No entanto, essa decisão pode gerar impactos indiretos sobre o milho.

Segundo o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, o uso de variedades de soja com ciclo mais extenso tende a atrasar a colheita da oleaginosa, reduzindo a janela disponível para o plantio do milho safrinha e aumentando os riscos produtivos.

Esse cenário tem levado muitos agricultores a postergar decisões de comercialização para a safra futura, aguardando maior clareza sobre as condições climáticas dos próximos meses.

Preços estáveis não impulsionam negócios

Mesmo com preços relativamente estáveis, o avanço das vendas antecipadas continua limitado.

Dados do Imea mostram que a saca de milho para entrega na safra 2026/27 foi negociada em média a R$ 45,39 em maio, praticamente sem variação em relação ao mês anterior.

A estabilidade nas cotações, aliada às incertezas climáticas, reduz o interesse dos produtores em travar preços neste momento, mantendo o ritmo de comercialização abaixo do esperado.

Safra 2025/26 mantém ritmo de vendas acima do ano passado

Enquanto os negócios da safra futura avançam lentamente, a comercialização da produção 2025/26 segue em ritmo mais acelerado.

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Até o final de maio, os produtores mato-grossenses haviam negociado 47,32% da produção estimada para o ciclo atual, avanço de 1,48 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

O percentual supera os 46,30% registrados no mesmo período do ano passado, embora ainda permaneça abaixo da média histórica de 53,09%.

Segundo a Famato, o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade do cereal no mercado têm favorecido as negociações, ao mesmo tempo em que ampliam a pressão sobre os preços.

Mato Grosso caminha para mais uma grande safra

O Imea estima que Mato Grosso deverá produzir 53,35 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.

Embora o volume represente redução de 3,76% em relação ao recorde alcançado no ciclo anterior, o estado segue consolidado como o maior produtor de milho do Brasil.

Com o avanço da colheita, a expectativa é de aumento da oferta para os mercados interno e externo, reforçando a importância do cereal mato-grossense no abastecimento nacional e nas exportações brasileiras.

Diante das incertezas climáticas e do potencial impacto do El Niño sobre a próxima temporada, produtores permanecem atentos ao mercado e às previsões meteorológicas antes de ampliar os compromissos de venda da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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