AGRONEGÓCIO

Safra 2024/2025 pode chegar a 339,6 milhões de toneladas

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A safra brasileira de grãos 2024/2025 caminha para ser a maior da história. Segundo dados atualizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta quinta-feira (10.07), a nova estimativa aponta para uma produção total de 339,6 milhões de toneladas — um crescimento de 14,2% em relação à temporada anterior.

Em comparação ao levantamento feito no mês passado, a projeção foi elevada em 3,6 milhões de toneladas, puxada principalmente pelo milho, que teve acréscimo de 3,7 milhões de toneladas, e pelo sorgo, com aumento de 139 mil toneladas. A área plantada segue estável, estimada em 81,8 milhões de hectares, o que indica avanço na produtividade média nacional, que agora alcança 4.152 quilos por hectare, número 11,6% superior ao ciclo anterior.

Com a colheita praticamente finalizada — restando apenas áreas pontuais em estados como Roraima e Alagoas —, a produção de soja chegou a 169,4 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra recorde para a oleaginosa. O volume representa um crescimento de 14,7% em relação à safra passada e é 8,8% maior que o último recorde registrado no ciclo 2022/2023.

O milho, que tem cultivo dividido em até três etapas ao longo do ano, apresenta projeção total de 131,9 milhões de toneladas, o que representa aumento de 14,3% sobre o ciclo anterior. A primeira safra já está praticamente colhida, enquanto a segunda safra (safrinha), que representa a maior parte da produção, ainda está atrasada: apenas 27,7% da área foi colhida, contra uma média histórica de 39,5% para este período. A Conab explica que chuvas em junho atrapalharam os trabalhos, mas sem prejuízo à produtividade.

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Com colheita já encerrada, a produção de arroz foi estimada em 12,32 milhões de toneladas, crescimento de 16,5% na comparação com a safra anterior. A recuperação se deve, principalmente, ao aumento de área plantada e às boas condições climáticas no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

A estimativa total para o feijão é de 3,16 milhões de toneladas, uma queda leve de 1,3% em relação ao ciclo anterior. Apesar da redução geral, a primeira safra teve desempenho positivo, com alta de 12,8%. A segunda safra segue em fase de maturação e colheita, e a terceira está em desenvolvimento.
Algodão: aumento na área impulsiona produção

A produção de algodão em pluma deve atingir 3,94 milhões de toneladas, com crescimento de 6,4% em relação à safra anterior. A área plantada teve expansão de 7,2%, o que explica o avanço. Atualmente, cerca de 7,3% da área já foi colhida, enquanto 78,9% está em maturação. O estado de Mato Grosso lidera a produção nacional, com quase 70% do volume total, seguido pela Bahia.

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O trigo segue em fase de plantio na maioria dos estados do Sul. A área plantada apresenta redução de 16,5%, o que deve resultar em uma produção de 7,81 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do volume colhido em 2024 (queda de 0,9%). Já há áreas colhidas no Centro-Oeste e Sudeste, enquanto no Sul as lavouras estão entre emergência e desenvolvimento vegetativo.

Com as novas projeções, o cenário é positivo para o agronegócio brasileiro, especialmente em um ano em que o clima se comportou de forma mais favorável em regiões estratégicas. A produtividade em alta, mesmo com área estável, é um indicativo de avanço tecnológico e melhor manejo nas propriedades rurais. O produtor, no entanto, deve seguir atento ao mercado, às condições climáticas e aos custos de produção, que seguem pressionando algumas culturas.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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