Mato Grosso

Mapeamento da Defesa Civil identifica áreas de risco em Nortelândia

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A Defesa Civil de Mato Grosso realizou o mapeamento de áreas de risco no município de Nortelândia (a 230 km de Cuiabá), entre os dias 3 e 5 de julho, a fim de identificar regiões vulneráveis a desastres naturais, como enchentes, deslizamentos e inundações.

A ação tem caráter preventivo e é realizada em parceria com a Prefeitura, a fim de subsidiar o planejamento de ações que possam minimizar os impactos para a população.

Com apoio de tecnologias como imagens de satélite, drones e sistemas georreferenciados, a equipe da Coordenadoria de Prevenção e Preparação da Defesa Civil do Estado realizou um levantamento detalhado das áreas do município.

O trabalho envolveu reuniões de alinhamento, vistorias em campo, análises geotécnicas, entrevistas com moradores e levantamento dos históricos de ocorrências. Ainda, a análise da vulnerabilidade do município e a capacidade de resposta em caso de desastres.

“O mapeamento é fundamental para que o município possa agir de forma preventiva, direcionando recursos e esforços para os locais que mais precisam de atenção”, afirmou o coordenador de Prevenção e Preparação da Defesa Civil estadual, subtenente BM José Bruno de Souza Filho.

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O apoio ao município na realização do mapeamento de áreas de risco faz parte de um planejamento estratégico da Defesa Civil do Estado de fortalecimento da rede de proteção em todo o Mato Grosso.

No mês de abril, o município recebeu do Governo do Estado uma picape para auxiliar nas ações da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil.

Mapeamento de áreas de risco

Neste ano, a Defesa Civil Estadual também realizou o mapeamento de áreas suscetíveis a desastres nos municípios de Salto do Céu, Rio Branco, Tangará da Serra, Poxoréu, Cáceres, Porto Esperidião, São José do Rio Claro, Alto Taquari e Pedra Preta.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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