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Wilson Santos celebra avanço da ferrovia em Água Boa e lembra que Cuiabá espera há 150 anos

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O deputado Wilson Santos (PSD) participou, na última sexta-feira (27), do Fórum sobre o Corredor Logístico Ferroviário e Oportunidades Regionais, realizado no município de Água Boa. O evento, que contou com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e teve como objetivo discutir os avanços da implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que ligará Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), em um trecho de 363 km.

A iniciativa foi promovida pelo deputado Dr. Eugênio (PSB) e reuniu lideranças políticas das esferas municipal, estadual e federal, além de representantes de entidades estratégicas ligadas ao setor logístico e produtivo de Mato Grosso.

O gerente de Regulação Ferroviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Fernando Feitosa, explica que as obras contam com um projeto macro e um planejamento a longo prazo, sendo que já atingiu cerca de 35% do processo construtivo, conforme o cronograma previsto. Ele explica que no traçado entre Mara Rosa e Água Boa, haverá quatro lotes, envolvendo 11 pacotes que vão corresponder às frentes de trabalho. Também, frisa que há um cronograma regulatório, que 131 km estão bem avançados para ser entregue em junho de 2026 e o prazo de execução é de cinco anos, com previsão de entrega em 2028.

O gerente de Regulação Ferroviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Fernando Feitosa, destacou que as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) seguem um planejamento macro e de longo prazo, já alcançando aproximadamente 35% de execução, conforme o cronograma estabelecido. Segundo ele, o trecho entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT) foi dividido em quatro lotes, que, por sua vez, envolvem 11 pacotes correspondentes às diferentes frentes de trabalho.

Feitosa também ressaltou que o cronograma regulatório está em andamento e que aproximadamente 131 quilômetros do traçado já estão em estágio avançado, com previsão de entrega para junho de 2026. O prazo total para a conclusão da ferrovia é de cinco anos, com previsão de finalização em 2028. “Além disso, o projeto inclui 30 obras estruturais, entre pontes, viadutos, túneis e outros elementos complexos. Também estão previstas 12 pátios ferroviários e uma base industrial onde as cargas são transferidas dos caminhões para os trens”, explicou Feitosa.

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Dr. Eugênio agradeceu a presença de todos e disse que “é um dia memorável para o Vale do Araguaia, pois não é mais um sonho e, sim, uma realidade”, comemorou. “Essa reunião é uma ratificação que a ferrovia vai chegar até a cidade de Água Boa. Nós estamos preparados para receber a ferrovia. As cidades vizinhas também. Vai ser o maior acontecimento na região do nosso Araguaia. Esse vai ser o marco histórico”, complementou o parlamentar.

Wilson Santos fez um paralelo histórico ao relembrar que Cuiabá aguarda há mais de 150 anos por uma ferrovia, promessa feita ainda no período imperial por Dom Pedro II. “Água Boa está sendo contemplada com um modal ferroviário e Cuiabá espera desde o Império. Não posso esquecer de figuras importantes que prepararam o caminho para que essa obra chegasse até aqui. O primeiro é o saudoso Getúlio Vargas, que na década de 1950, durante a Marcha para o Oeste, determinou um grande programa de ocupação e desenvolvimento da região que deu origem a cidades como Barra do Garças e Nova Xavantina”, explicou.

O deputado também destacou o papel do ex-presidente da República, Michel Temer, como peça-chave para a viabilização da obra no Araguaia, ao antecipar a renovação da concessão da Vale do Rio Doce sobre a Ferrovia Carajás, medida que enfrentou resistência dos governos do Pará e do Espírito Santo. “Temer enfrentou pressões e ações judiciais, mas garantiu que a Vale investisse sozinha neste trecho entre Mara Rosa e Água Boa. Precisamos ser justos e reconhecer a importância desse gesto. Enquanto isso, Cuiabá segue esperando há um século e meio”, pontuou Wilson, reforçando a necessidade de ampliar o debate para incluir a capital no traçado ferroviário futuro.

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Os senadores Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), membros titulares da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CSI) do Senado Federal, destacaram a importância de Água Boa se preparar para receber a ferrovia. Eles ressaltaram que, além da implantação da obra, haverá investimentos em diversas áreas, gerando benefícios socioeconômicos, novas oportunidades e melhorias na logística regional. Os senadores também reforçaram que a construção da ferrovia está garantida, resultado de uma repactuação na regulação da concessão com a Vale do Rio Doce.

“O projeto dessa ferrovia estava inicialmente no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) desde 2010, foi encaminhado ao Congresso Nacional e acabou sendo incluído na Fico. Esse é um trabalho que vem sendo planejado há bastante tempo, e é importante compreendermos todo esse processo. Precisamos discutir o desenvolvimento da região como um todo, não apenas a ferrovia. Também é fundamental investir em mais estradas e melhorar a infraestrutura das rodovias, como as MT-158 e MT-242, que atendem à região do Araguaia”, afirmou Wellington.

O prefeito de Água Boa, Dr. Mariano, ressaltou a importância da parceria com o governo de Mato Grosso, que tem viabilizado investimentos significativos em saúde, infraestrutura, educação e habitação para preparar a cidade para a chegada do modal ferroviário. Ele destacou que a ferrovia não só interligará Água Boa a Mara Rosa (GO), mas também conectará a região aos portos de Ilhéus (BA), Itaqui (MA) e Santos (SP), o que promete transformar a realidade do Araguaia.

O Fórum contou com a presença do secretário da Presidência da República, Valternir Pereira, o vice-governador Otaviano Pivetta, chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, Ministério Público Estadual (MPE), prefeitos e vereadores dos municípios da região do Araguaia, do Movimento Pró-Logística e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT aprova projetos ambientais e discute regularização fundiária em Rio da Casca

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A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na manhã desta terça-feira (30), 10 dos 15 projetos analisados durante reunião ordinária. Entre os destaques, estão propostas voltadas à regularização ambiental, à criação de brigadas para prevenção e combate a incêndios em comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas, e ao incentivo ao desenvolvimento sustentável. Outros três projetos receberam pedidos de vista e dois foram retirados de pauta para análise mais detalhada.

A reunião foi presidida pelo deputado Eduardo Botelho (MDB) e contou com a participação dos deputados Carlos Avallone (PSDB) e Wilson Santos (PSD). Na ocasião, Botelho avaliou o andamento dos trabalhos e destacou a importância da atuação dos parlamentares para dar celeridade à tramitação de propostas com impacto na vida da população e na economia do Estado.

Segundo ele, a comissão priorizou a análise de projetos considerados estratégicos, enquanto algumas matérias encaminhadas pelo governo foram retiradas de pauta para uma avaliação mais aprofundada. “Analisamos vários projetos que estavam em pauta, entre eles alguns importantes, que facilitam a vida dos produtores rurais. Também retiramos alguns de pauta, como a mensagem do governo trata de mudanças na área ambiental. Esses projetos ficarão para análise em uma próxima reunião”, disse.

Entre os destaques está o Projeto de Lei Complementar 40/2024, de autoria de Gilberto Cattani (PL), que disciplina o Programa de Regularização Ambiental (PRA), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o licenciamento ambiental no Estado de Mato Grosso. A proposta estabelece que imóveis localizados em áreas sob estudo de demarcação para constituição de terras indígenas ou unidades de conservação poderão manter suas atividades produtivas até a decisão final do processo, desde que cumpram as exigências estabelecidas na norma.

Outras propostas que receberam parecer favorável foram o Projeto de Lei 344/2026, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), sobre o programa de treinamento de brigada nas comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e quilombolas para combate a incêndio e catástrofes ambientais; e o Projeto de Lei 556/2026, do deputado Dilmar Dal Bosco (União), que institui a Política Estadual de Incentivo, fortalecimento e desenvolvimento tecnológico, à industrialização e comercialização de veículos com matriz elétrica renovável (elétrico-biocombustível), denominada de MT Veículo e Combustível Verde.

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Moradores da comunidade Rio da Casca pedem apoio – Durante a reunião, a comissão recebeu o presidente da Associação de Moradores e Produtores da Comunidade Rio da Casca (Ricape), Seno Hoffmann, que solicitou apoio dos parlamentares para solucionar um impasse fundiário enfrentado pelos moradores da região.

A comunidade foi criada em 1994 e está inserida nos limites da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio da Casca, em Chapada dos Guimarães. A ausência de registro definitivo das propriedades impede que os ocupantes tenham segurança jurídica sobre as terras.

A associação pede a criação de um grupo de trabalho para realizar estudos técnicos e jurídicos sobre a área, visando à regularização fundiária e à emissão dos títulos de posse, conciliando o desenvolvimento econômico da comunidade, existente há décadas, com as exigências de preservação ambiental.

Segundo Seno Hoffmann, cerca de 90 famílias aguardam uma solução definitiva para a situação. “São pequenos produtores que sobrevivem da criação de gado, do cultivo de soja e de outras culturas em pequenas propriedades. São famílias que acreditaram, investiram e agora esperam uma solução para ter segurança jurídica e também acesso ao crédito”, relatou.

O deputado Carlos Avallone explicou que a associação foi convidada a participar da reunião para explicar a situação. A partir disso, será analisada a possibilidade de criar um grupo de trabalho com a participação da Secretaria Estadual de Maio Ambiente (Sema) para tratar de uma demanda que se arrasta há mais de quatro décadas na região próxima à Agrovila Ponce de Arruda.

“A comissão ficou de dar todo o apoio. Vamos fazer alguns requerimentos à Sema para que a secretaria ajude a fazer o levantamento das áreas consolidadas, respeitando a vegetação. A ideia é considerar como consolidadas as áreas até 2008, que seriam mantidas. Também precisamos buscar uma solução para cerca de 90 pequenos produtores que vivem e dependem disso e que, neste momento, estão com uma grande insegurança”, adiantou o parlamentar.

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Projetos com parecer favorável:

Projeto de Lei 1475/2025 – de autoria do deputado Valdir Barranco, que institui Diretrizes Estaduais para a cooperação internacional e interestadual na proteção de recursos hídricos transfronteiriços e dá outras providências.

Projeto de Lei n° 1979/2025 – de autoria do deputado Valdir Barranco, que dispõe sobre a instituição da Política de Equidade de Gênero na Governança Ambiental e Climática do Estado de Mato Grosso, garantindo a participação plena e diversa das mulheres nos processos de decisão, e dá outras providências.

Projeto de Lei n° 520/2026 – de autoria do deputado Wilson Santos, que institui o Programa Estadual de Prevenção ao Uso Irregular de Substâncias Tóxicas, com foco na proteção da saúde pública, do meio ambiente e da fauna, no âmbito do Estado de Mato Grosso, e dá outras providências.

Projeto de Lei n° 1479/2025 – de autoria do deputado Valdir Barranco, que Institui mecanismos de cooperação internacional e interfederativa para a proteção dos biomas transfronteiriços do estado de mato grosso, com ênfase no pantanal e na Amazônia, e dá outras providências.

Projeto de Lei n° 531/2026 – de autoria do deputado Eduardo Botelho, que dispõe sobre a Política Estadual de Incentivo à Reciclagem e à Coleta Seletiva Inteligente, e dá outras providências.

Projeto de Lei n° 2067/2025 – de autoria deputado Beto Dois a Um, que estabelece diretrizes para acessibilidade em trilhas turísticas públicas e unidades de conservação no Estado de Mato Grosso, e dá outras providências

Projeto de Lei 18/2026 – de autoria do deputado Nininho (Republicanos), que altera o dispositivo da Lei Complementar nº 38, de 21 de novembro de 1995 e estabelece que, na ausência de norma regulamentadora para obtenção de licença ou autorização ambiental, é nulo o auto de infração lavrado por obra de drenagem.

Fonte: ALMT – MT

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