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Raça Santa Gertrudis se destaca na Feicorte com maior número de animais e julgamento nacional

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Santa Gertrudis lidera participação pelo segundo ano consecutivo

A raça Santa Gertrudis foi, mais uma vez, destaque absoluto na Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP). Pelo segundo ano consecutivo, foi a raça com maior número de animais na feira, totalizando 90 exemplares — entre machos e fêmeas — apresentados na pista de julgamentos. A forte presença reforça o avanço da raça no cenário da pecuária brasileira.

Julgmento nacional valoriza funcionalidade e desempenho produtivo

Durante o evento, foi realizado o Julgamento Nacional da raça, conduzido pelo jurado José Jacinto Júnior. A avaliação foi pautada em dois critérios essenciais: funcionalidade e desempenho produtivo. Entre as fêmeas, a grande campeã foi Elegância da Malagueta, da Fazenda Malagueta, de Mairinque (SP). O título de reservada grande campeã ficou com Urucaia da Bilí, da Estância Bilí, de Turiúba (SP).

Entre os machos, o destaque foi o touro MR Atalla, criado pela Fazenda Santa Elisa, de Brotas (SP), em parceria com o Sítio Malagueta, que levou o título de grande campeão. Já o touro Quartzo UB, do criatório União do Brasil, de Buri (SP), foi o reservado.

Melhor Criador da Nacional 2025

O criador Pedro Álvares de Melo, da Fazenda Malagueta, foi consagrado como Melhor Criador da Nacional 2025, reconhecimento que valoriza o trabalho criterioso de seleção genética e dedicação à raça. “A Feicorte foi, mais uma vez, uma vitrine importante para mostrarmos a evolução do Santa Gertrudis. Conquistar os títulos de Melhor Criador, Melhor Expositor e os grandes campeões da Nacional reforça o trabalho sério que temos feito”, afirmou Pedro. Ele também destacou que a feira abre portas para novas oportunidades comerciais e amplia a presença da raça no mercado.

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Avaliação técnica reforça foco em produtividade a campo

De acordo com o superintendente técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), José Arnaldo Amstalden, o julgamento refletiu o comprometimento da raça com a produtividade em condições reais de campo. “Função diz respeito à rusticidade, à boa locomoção, à resistência. Produção envolve desmama pesada e precocidade de abate com qualidade de carne”, explicou.

Feirão de Touros: iniciativa inédita valoriza genética

Uma das novidades desta edição da Feicorte foi o Feirão de Touros Santa Gertrudis, uma ação inédita que apresentou ao público reprodutores com genética testada e comprovada, além de alto nível de adaptabilidade. Para o presidente da ABSG, Antonio Roberto, o feirão serviu como uma vitrine estratégica para a raça. “Apresentar nossos touros em um ambiente técnico como a Feicorte reforça o Santa Gertrudis como uma alternativa rentável e funcional, tanto para cruzamento quanto para sistemas puros”, avaliou.

Organização da Feicorte valoriza crescimento da raça

A CEO da Verum, empresa organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, destacou o crescimento da Santa Gertrudis e sua importância para o evento. “A raça já havia se destacado na edição anterior, mas neste ano veio ainda mais forte, com maior número de animais e uma estrutura ampliada. A realização do Julgamento Nacional e do Feirão de Touros dentro da Feicorte consolidaram essa presença de forma contundente”, afirmou Carla. Para ela, a participação expressiva da raça evidenciou ao público e investidores o enorme potencial produtivo e genético do Santa Gertrudis.

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A Feicorte 2025 reafirmou o protagonismo da raça Santa Gertrudis, não apenas em número de animais, mas também em qualidade genética, desempenho produtivo e reconhecimento técnico. Com ações inéditas e julgamentos acirrados, a raça consolidou sua posição como uma das mais promissoras da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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