AGRONEGÓCIO

Construtora lança empreendimento de alto luxo em SP e faz ‘road show’ para empresários do setor do agronegócio

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O CEO da REM Construtora, Rodrigo Mauro, realizou nas últimas semanas um ‘road show’ para apresentar a empresários atuantes no agronegócio dos estados Mato Grosso e Paraná o mais novo investimento da empresa na capital paulista: o residencial panorâmico de alto luxo Altitude Jardins por Artefacto. Os primeiros lançamentos regionais ocorreram nas capitais Cuiabá e Curitiba e também na paranaense Londrina. A partir de agosto, a REM fará novos eventos em cidades do agronegócio do estado de Mato Grosso e também na região Sul do país.

Concebido pela divisão REM Luxury Properties, especializada em propriedades de alto padrão, o novo residencial será construído a poucos passos da avenida Paulista, no bairro dos Jardins, no coração da cidade de São Paulo. Os apartamentos terão 155 m² e 205 m² (duas ou três suítes e duas ou três vagas). Há também duplex de 310 m² e 414 m². Os preços se situam a partir de R$ 2,8 milhões até R$ 17 milhões.

“Sondagens de mercado detectaram que há investidores dos estados onde o agronegócio é forte atentos ao setor imobiliário da cidade de São Paulo. São principalmente empresários que visitam a capital com objetivo de fazer negócios ou a lazer”, justifica Rodrigo Mauro. “Pelo menos metade das unidades vendidas até o momento, ou cerca de R$ 50 milhões, foi para compradores de fora de São Paulo”, diz Mauro.

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“Unidades do Altitude Jardins por Artefacto foram adquiridas, inicialmente, por compradores da capital mato-grossense no estande do empreendimento, em São Paulo. Há outras tratativas, junto a empresários do agronegócio, após a realização dos primeiros lançamentos regionais”, diz Mauro. “Face ao resultado positivo, deveremos prosseguir até o final do ano com a estratégia de buscar negócios para além da cidade de São Paulo, em praças como Ribeirão Preto (SP) e outras cidades agrícolas do Mato Grosso”, ele adianta.

De acordo com o executivo, o projeto é atrativo para investimento ou moradia, reúne nomes estrelados da arquitetura e do design e ocupará um quadrilátero inteiro no bairro dos Jardins, entre o Pacaembu e a região da avenida Paulista, com quase 45 mil m² construídos. “Será o prédio mais alto da cidade, com 1 km acima do nível do mar”, afirma Mauro. O VGV do empreendimento totaliza R$ 700 milhões.

Altitude Jardins por Artefacto será construído em um terreno com 4 mil m², localizado entre a Alameda Santos e a Avenida Paulista e tem entrada pela Alameda Jaú, 1990. Segundo Mauro, a dimensão da área possibilitou a concepção de um ‘rooftop’ de aproximadamente 800 m², caracterizado por uma vista livre panorâmica de 360º da cidade.

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O apelo de luxo do empreendimento passa também pela associação à grife de design Artefacto, que chancela o conceito de sofisticação do residencial, além de fornecer mobiliário de padrão internacional para o condomínio. Leva ainda a assinatura dos escritórios Aflalo/Gasperini Arquitetos, Anastassiadis Arquitetos (interiores) e Soma Arquitetos (paisagismo). Carol Mauro, da Suíte Arquitetos, projetou o apartamento decorado. Já a gestora global CBRE oferecerá serviços de alto luxo aos ocupantes dos imóveis.

Fonte: REM Construtora e Incorporadora

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Temporal com granizo no Sul de Minas gera direitos imediatos ao produtor rural; veja orientações jurídicas

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O temporal com forte queda de granizo que atingiu os municípios de Boa Esperança, Campo do Meio e cidades do Sul de Minas Gerais no dia 30 de maio provocou danos significativos ao setor produtivo rural. Em aproximadamente 30 minutos, a tempestade causou alagamentos, destruição parcial de lavouras de café, queda de postes, prejuízos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Diante do cenário de perdas, especialistas alertam que os produtores afetados possuem direitos garantidos em diferentes frentes legais — como seguro rural, crédito agrícola e contratos de comercialização — que precisam ser acionados com urgência para evitar prejuízos ainda maiores.

Seguro rural garante cobertura para eventos como granizo

De acordo com o advogado Vinícius Souza Barquette, especialista em agronegócio e atuação em casos de frustração de safra no Sul de Minas, o granizo é um evento expressamente coberto nas apólices de seguro agrícola, conforme estabelece o marco legal do setor.

A legislação vigente reforça a obrigatoriedade de clareza nas cláusulas contratuais, incluindo riscos cobertos e exclusões, além de impedir a rescisão unilateral por parte das seguradoras e estabelecer prazos definidos para análise e pagamento de indenizações.

Segundo o especialista, após a comunicação do sinistro, a seguradora tem até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura e mais 30 dias para efetuar o pagamento após a conclusão da regulação.

Comunicação imediata do sinistro é essencial

Barquette destaca que a primeira medida do produtor deve ser a comunicação imediata do sinistro à seguradora, de forma formal e documentada. Também recomenda o registro detalhado dos danos antes de qualquer intervenção na área atingida.

“É fundamental fotografar e filmar toda a área afetada e comunicar o sinistro imediatamente. A demora nessa etapa é um dos principais motivos utilizados pelas seguradoras para negar indenizações”, alerta o advogado.

O especialista também orienta a contratação de laudos agronômicos independentes para avaliação dos danos, além da preservação de notas fiscais de insumos e equipamentos atingidos.

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Outro ponto de atenção é a assinatura de termos de quitação sem assessoria jurídica, prática que pode encerrar definitivamente o direito de contestação sobre valores pagos.

Crédito rural pode ser prorrogado em caso de perda de safra

No campo do crédito rural, produtores que comprovarem perdas decorrentes de eventos climáticos têm direito à prorrogação dos financiamentos nas mesmas condições originais, sem necessidade de novos contratos ou encargos adicionais.

A medida é respaldada por legislação específica do crédito agrícola e consolidada pela jurisprudência dos tribunais superiores, que reconhecem a prorrogação como direito do produtor quando preenchidos os requisitos técnicos.

O pedido deve ser formalizado junto à instituição financeira antes do vencimento das parcelas, acompanhado de laudo de frustração de safra.

Segundo Barquette, é comum que bancos ofereçam renegociações em condições menos favoráveis, sem informar o direito à prorrogação. Nesses casos, há possibilidade de contestação administrativa e judicial, inclusive com pedido de suspensão de cobranças e de negativação do produtor.

Contratos de venda antecipada exigem análise imediata

Um dos pontos mais sensíveis envolve os contratos de venda antecipada de café e outras culturas. De acordo com o advogado, esses acordos são, em regra, classificados como contratos aleatórios, o que limita a possibilidade de revisão em caso de perdas climáticas.

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No entanto, ele ressalta que cada contrato deve ser analisado individualmente, especialmente em relação a cláusulas de força maior e penalidades previstas.

“É essencial notificar os compradores por escrito e avaliar as cláusulas contratuais antes de qualquer reconhecimento de inadimplência. Uma ação precipitada pode comprometer a defesa jurídica do produtor”, explica.

O especialista também aponta que situações de eventos climáticos extremos ou multas consideradas desproporcionais podem abrir espaço para discussões jurídicas específicas.

Documentação do evento é decisiva para defesa do produtor

Em todos os casos, a documentação do evento climático é considerada fundamental para embasar pedidos administrativos ou judiciais. Entre os registros recomendados estão fotos georreferenciadas, boletins meteorológicos, registros do Corpo de Bombeiros, depoimentos de vizinhos e eventual decreto de emergência emitido pelo município.

“O Direito oferece instrumentos reais de proteção ao produtor rural, mas a efetividade dessas garantias depende de ação rápida, organização documental e assessoria especializada”, conclui o advogado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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