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Paranaguá lidera exportações brasileiras de frango com 44% do volume total

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Paranaguá concentra quase metade das exportações brasileiras de carne de frango

Entre janeiro e maio de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou 1.280.167 toneladas de carnes — entre frango, bovina e suína — com destino a mercados importantes como China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita. Esse volume representa um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Especificamente na carne de frango, Paranaguá responde por 44,1% de toda a produção nacional exportada, o que é mais que o dobro da participação do Porto de Santos (20,9%). Em 2024, a fatia do porto paranaense chegou a 48% das exportações brasileiras de aves congeladas.

Portos do Paraná amplia participação nas exportações de proteína animal

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, a participação da Portos do Paraná nas exportações brasileiras de proteína animal congelada atingiu 35,1% do total nacional, consolidando o Porto de Paranaguá como o maior corredor exportador de carnes do país.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, atribui esses resultados à gestão eficiente e aos investimentos em infraestrutura, como o aumento da profundidade do canal, que permite movimentar maior volume sem custos extras para os exportadores.

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Exportações de frango resistem a restrições internacionais

Apesar das limitações impostas por alguns países devido a um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul, os embarques de aves congeladas cresceram 2,5% em relação ao ano anterior, totalizando 923.477 toneladas nos primeiros cinco meses de 2025.

Paranaguá também se destaca na carne bovina

Além do frango, o porto mostra forte desempenho nas exportações de carne bovina, com um crescimento de 50,9% até maio, comparado a 2024. A movimentação passou de 183.570 para 276.969 toneladas, ficando atrás apenas do maior terminal exportador do país.

Estrutura logística reforça papel estratégico do porto

Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, destaca que o complexo portuário tem capacidade para diversos tipos de carga e confirma Paranaguá como a principal porta de saída das carnes de frango, bovina e suína do Brasil. “O que o Paraná e o Brasil produzirem, temos capacidade de exportar”, afirma.

Paraná lidera produção nacional de proteína animal

Dados do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2025 mostram que o Paraná é responsável por 34,6% da produção nacional de carne de frango e ocupa a segunda colocação na produção de carne suína, com 21,9% do total do país. Na pecuária bovina, o estado teve um crescimento no abate, com 354 mil cabeças abatidas entre janeiro e março — 14,2 mil a mais que no mesmo período de 2024, o que corresponde a 3,6% da produção nacional.

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Capacidade produtiva movimenta a indústria local

Em 2024, o Paraná abateu mais de 2,2 bilhões de aves, 12,4 milhões de suínos, quase 629 mil bovinos, além de produzir mais de 180 mil toneladas de peixes. O estado conta com 557 empresas no setor de abate e processamento de carnes, formando um dos maiores complexos do país.

Logística eficiente é fundamental para a cadeia produtiva

Luiz Fernando Garcia ressalta que toda essa capacidade produtiva exige um sistema logístico marítimo eficiente para garantir a entrega precisa dos produtos no mercado internacional, consolidando Paranaguá como peça-chave na cadeia exportadora brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ampliação do Pronampe pode ajudar micro e pequenas empresas a reorganizar dívidas, mas exige cautela jurídica e financeira

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A recente ampliação das condições de crédito para micro e pequenas empresas no âmbito do Desenrola 2.0 reacendeu a discussão sobre o papel do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) como instrumento de reestruturação financeira. Com o aumento do limite de crédito, prazos mais longos e carência estendida, a medida é vista como uma alternativa para negócios ainda pressionados pelos efeitos econômicos da pandemia.

Pronampe volta ao centro da estratégia de recuperação financeira

A nova configuração do programa pode representar uma oportunidade para empresas que enfrentam dificuldades de caixa e precisam reorganizar passivos acumulados nos últimos anos. No entanto, especialistas destacam que a decisão de contratação deve ser tomada com cautela e planejamento.

De acordo com a advogada Milena Xavier Linhares de Andrade Viola, o cenário atual exige uma avaliação estratégica mais rigorosa por parte dos empresários, especialmente daqueles que já recorreram a linhas de crédito durante a pandemia.

“Tivemos no país um número significativo de empresas que ingressaram com ações revisionais ou até recorreram à recuperação judicial justamente por não conseguirem arcar com os contratos firmados em um cenário de grande instabilidade econômica”, explica.

Crédito pode ajudar na reorganização, mas eleva responsabilidade financeira

Segundo a especialista, o aumento do limite do Pronampe pode ser utilizado como ferramenta de reestruturação, desde que bem planejado. A estratégia, em alguns casos, permite a substituição de dívidas antigas por uma nova operação de crédito mais organizada.

“Esse novo crédito, se bem estruturado, pode permitir a quitação de dívidas anteriores e a reorganização do passivo empresarial”, destaca Milena.

No entanto, o ambiente econômico atual é diferente daquele observado em 2020, especialmente devido ao patamar elevado da taxa básica de juros, o que encarece o custo do crédito e exige maior cautela na tomada de decisão.

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Juros altos elevam risco de endividamento adicional

Para a advogada, o principal alerta está na possibilidade de as empresas assumirem compromissos acima da sua real capacidade de pagamento, o que pode transformar uma solução emergencial em um novo problema financeiro.

“Não se trata mais de um crédito barato. Muitas empresas podem ser levadas a contratar valores mais altos sem uma análise aprofundada da capacidade de pagamento que possuem, o que pode agravar o endividamento”, afirma.

Entre os riscos apontados estão o comprometimento do fluxo de caixa no médio prazo, a substituição de dívidas antigas por novas obrigações igualmente onerosas e a falsa percepção de segurança em função das garantias públicas do programa.

Mesmo com esses mecanismos, o crédito continua sendo exigível, podendo resultar em cobranças, execuções judiciais e impactos patrimoniais relevantes para empresas e, em alguns casos, sócios.

Planejamento financeiro e análise jurídica são fundamentais

Diante do cenário, especialistas reforçam que a adesão às novas condições do Pronampe deve ser precedida de análise detalhada da situação financeira da empresa, com projeções realistas de pagamento e avaliação do custo efetivo total da operação.

“A análise contratual, a avaliação de riscos e a definição da melhor estratégia de reestruturação financeira devem ser feitas com acompanhamento jurídico especializado. Isso garante mais segurança e evita que a empresa transforme uma oportunidade em um passivo ainda maior”, conclui a advogada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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