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Evento da ADAMA reúne cooperativas e especialistas para debater desafios e inovações na produção de soja no Sul do Brasil

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Com o objetivo de fortalecer a troca de conhecimento técnico e apresentar soluções inovadoras para a cultura da soja, a ADAMA promoveu, na última semana, em Curitiba (PR), o evento Conexão Cooperar. O encontro reuniu gerentes técnicos das principais cooperativas da região Sul e pesquisadores renomados, tendo como tema central “Conexões que transformam. Inovações que geram valor”.

Cooperação estratégica com as cooperativas

Durante o evento, a ADAMA reforçou a importância das cooperativas como agentes fundamentais na difusão de tecnologias e estratégias de manejo no campo.

“As cooperativas são parceiras estratégicas para a ADAMA e desempenham um papel essencial na conexão entre os elos da cadeia produtiva. Através delas, conseguimos ampliar o acesso às melhores práticas de manejo e à inovação, contribuindo diretamente para o desenvolvimento da sojicultura”, destacou Rafael Mancini, gerente de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a região Sul.

Palestras técnicas abordam os principais desafios da lavoura

A programação contou com quatro apresentações técnicas conduzidas por pesquisadores especializados:

  • Carlos Pizolotto, da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), abordou estratégias de manejo de doenças na soja;
  • Glauber Stürmer, também da CCGL, falou sobre o controle de sugadores na cultura;
  • Vitor Spader, da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), discutiu as dificuldades no controle de plantas daninhas resistentes;
  • Edivaldo Velini, da UNESP, apresentou inovações em tecnologias de formulação para aumentar a eficiência dos defensivos agrícolas.
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Inovações em defensivos são destaque do evento

Durante o encontro, a ADAMA apresentou soluções exclusivas voltadas à proteção da lavoura de soja, com destaque para:

  • Fungicidas: Almada®, Armero® e Blindado® T.O.V., reconhecidos pelo controle eficaz de doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo;
  • Inseticidas: Galil®, voltado ao controle de percevejos, e Plethora®, indicado para o manejo do complexo de lagartas;
  • Herbicidas: Araddo® e Apresa®, recomendados para o controle eficiente de plantas daninhas de difícil manejo, como pé-de-galinha e caruru.

O evento Conexão Cooperar reforçou o compromisso da ADAMA com a inovação e a construção de parcerias sólidas com cooperativas, focando em soluções técnicas que respondam aos principais desafios da produção de soja no Sul do país. A troca de experiências e o acesso a novas tecnologias foram pontos centrais do encontro, promovendo avanços importantes para a produtividade e sustentabilidade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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