Mato Grosso

Sema lançará Sistema de Logística Reserva nesta segunda-feira (30)

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente lançará, nesta segunda-feira (30.6), o Sistema de Logística Reversa (SISREV-MT), que será a ferramenta oficial para a consolidação das informações prestadas pelos responsáveis por sistemas de logística reversa no estado.

O lançamento será no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), em Cuiabá, às 15 horas, com a participação de representantes de instituições públicas, setor produtivo, entidades gestoras, operadores logísticos, cooperativas, associações e municípios.

Neste primeiro momento, o SISREV-MT será utilizado exclusivamente para a logística reversa de embalagens pós-consumo, conforme estabelecido no Decreto Estadual nº 112/2023, que regulamenta a obrigatoriedade de comprovação da destinação ambientalmente adequada desses resíduos por parte de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.

A plataforma foi cedida gratuitamente à Sema-MT pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), no âmbito de parceria institucional e tem como objetivo o recebimento, processamento e gestão dos Planos de Logística Reversa e dos Relatórios de Desempenho Ambiental. O foco da Sistema é a melhoria da rastreabilidade, eficiência e transparência da política estadual de resíduos sólidos.

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A logística reversa é um dos pilares da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e tem por objetivo assegurar que os resíduos gerados após o consumo retornem ao ciclo produtivo ou recebam destinação final ambientalmente adequada, com a participação de todos os elos da cadeia, do fabricante ao consumidor.

Legislação

Além do Decreto nº 112/2023, o Estado de Mato Grosso conta com a Lei Estadual nº 12.560/2024, que estabelece a obrigatoriedade da destinação adequada e implantação de logística reversa no Estado de Mato Grosso e com o Decreto Estadual nº 1.455/2025, que amplia o escopo da logística reversa para outros fluxos de produtos e resíduos. Esses instrumentos estaduais estão alinhados com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei Federal nº 12.305/2010) e fortalecem o compromisso do Estado com a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Em reforço a essas ações, foi instituído por meio de Portaria o Grupo de Trabalho Temporário de Logística Reversa, com a finalidade de revisar o Decreto Estadual nº 1.455/2025, que trata da destinação adequada e logística reversa de produtos no estado. O GT é coordenado pela Sema e composto por representantes de órgãos públicos, entidades representativas, operadores logísticos e catadores.

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Serviço:

Lançamento do Sistema de Logística Reversa (SISREV-MT)

Local: Plenarinho da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) – Av. Historiador Rubens de Mendonça, nº 4190 – Centro Político Administrativo – Cuiabá/MT

Data e horário: 30 de junho de 2025 (segunda-feira), às 15h

Fonte: Governo MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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